quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Buscando uma amizade diferente...

Nunca pensei sobre o assunto discutido com meu amigo por MSN sobre um cadeirante que ele tecla...
De fato eu não esteja preparado para tal situação. Óbvio que cadeirantes também têm seus desejos, tesão, embora não tenho curiosidades, e muito menos preconceito...
Entretanto é lamentável viver dessa forma, enfrentando desafios, barreiras, preconceitos, e impossibilitado de fazer muitas coisas...

Eu diz:
*e o cadeirante que tu tecla, como está a amizade virtual?
*passe o MSN dele para mim, afinal fiquei com dó e curioso para fazer amizade virtual com ele...
        Eu         diz:
*achei diferente, o que será que aconteceu para ele ficar assim?
Alê diz:
*nunca mais falei com ele, ele tem 27 anos, disse que foi acidente de carro
Alê diz:
* o MSN dele é (...)
*ele é doido pra comer um cú de gay,
*ele que fala isto, que tem curiosidades de sair com caras
        Eu         diz:
*ixe, coitado
*eu hein, to de boa quanto a isso, quero mesmo amizade, se for preciso, dou apoio emocional ...
Alê diz:
*coitado nada
*ele é safado, além de ser um loiro muito bonito, o cara é bem gato
        Eu         diz:
*não é preconceito
*mas não tenho coragem de transar com um cadeirante, tu tem essa coragem?
Alê diz:
*olha não sei te fala
*é algo diferente
*eu não sei por onde começar transar com um cadeirante
        Eu         diz:
*mas se ele tivesse já numa cama, tu com muito tesão, ae seria apenas tirar a roupa dele, ir pra cima, tu iria?
Alê diz:
*sei lá
*estranho
        Eu         diz:
*sim, infelizmente, eu não me sentiria bem, não saberia o que fazer... Deus me livre, espero que eu não esteja sendo visto como preconceituoso...
Alê diz:
*vou te fala uma coisa
*isto é um preconceito
*e vc sabe bem disto
*e querido não precisa pergunta o por que...

20 comentários:

  1. Concordo com o Alê, pois de certa forma é preconceito sim. Mas, olhando à questão por outro ângulo, é bem complicado afirmar que ficaríamos com alguém deficiente físico.

    Tenho um amigo que fala lingua de sinais e ele disse que já ficou com muitos deficientes auditivos. Segundo ele é muito estranho pois não há gemidos, tudo é muito silencioso, obviamente, porém, o cara valia a pena.

    No entanto, quando a deficiência é fisica, o negocio complica, pois começamos a criar barreiras dentro de nós impossibilitando qualquer aproximação.

    Sou muito descolado quando o assunto é sexo casual, uma vez que, quando possivel, gozar sempre faz bem, neh?! rsrsrsrs...

    não sei qual seria a minha reação se alguém deficiente físico me chamassse para uma transa, porém, dependendo da figura, e me conhecendo como me conheço, possivelmente eu toparia.

    Não sou promiscuo, mas tbm não sou morto, sobretudo atualmente q estou sem namorado...se um gato de cadeira de rodas me chamasse para uma experiência sexual, dependendo do meu estado de espirito e tesão pela figura, com certeza eu iria.

    Entretanto, palavras às vezes são só palavras, vamos ver é na hora "H", neh?! qualquer coisa, depois me passa o msn dele, tá?! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...Brincadeirinha!

    bjoxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx querido!

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  2. Interessante o tema. Imagina, sofrer preconceito pela orientação sexual já é barra, imagine por alguma limitação física?
    Duas vezes mais complexo...
    No meu caso, creio que ficaria sim, já que o q me chama realmente a atenção é um rostinho bonito!
    Abraços!

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  3. @ Diogo Didier - hahaha... Belo comentário... Quanto a deficientes físicos, ja postei aqui uma experiencia profissional que tive com eles, nos quais foram marcante...

    http://mysegredito.blogspot.com/2010/12/gays-deficientes-fisico.html

    Exatamente, às vezes criamos barrerias internas, dificultando as possibilidades, mas fico feliz em saber que se caso rolasse uma proposta desse tipo, tu "tentaria" saciar o desejo de ambos...
    Forte abraço!

    @ Jean Borges - Preconceito é foda mesmo, e limitação física é ainda pior...
    Que bacana saber que você encararia a situação numa boa, admiro e fico feliz pela atitude.
    Forte abraço!

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  4. Tenho uma amiga qeu foi casada durante 10 anos com um cadeirante, e acredite, ele fudia como um touro.
    Beijos.
    p.s.: desculpa a ausência e não ter pego os selos, apenas estou me adaptando a minha nova vida.

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  5. É um tema complicado mesmo, mas apesar de tudo não vejo muito problema (pelo menos da minha parte), acho que e questão de se permitir, tem muita coisa que deixamos de fazer por medo ou preconceito, que quando nos damos a chance, vemos que não e nada tão ruim.

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  6. @ Dêco - Então... Isso prova que cadeirantes não são hipotentes, e que muitas vezes têm uma vida sexual normal...
    Quanto sua ausência, relaxa, o importante é que tu está bem...
    Forte abraço!

    @ DMalk - Tens razão, tem que se permitir para que algo ocorra... É bom saber que alguns encaram isso com mais naturalidade...
    Forte abraço!

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  7. Indico você dar uma olhada em dois blogs

    http://monologosnamadrugada.blogspot.com/

    http://ocorpoperturbador.blogspot.com/

    Os dois são da mesma pessoa, um amigo e parceiro de trabalho chamado Edu O.. Ele teve poliomelite quando bebê e é "aleijadinho das pernas", hehe

    O primeiro blog é seu blog pessoal e é bem legal, até porque ele não faz da deficência dele o centro da vida dele muito menos fica se lamentando disso.

    O segundo blog é do espetáculo dele (ah, esqueci de dizer que ele é dançarino, hehe) que trata justamente de aspectos da sexualidade do deficiente físico e de uma perspectiva devotee (fetiche por pessoas com deficiência, a grosso modo) e nele ele fez um pequeno concurso de microcontos devotees. Super vale a visita.

    Fora isso ele é gay e super de bem com a vida, hehe. Lógico que ele tem suas limitações, já viajamos juntos a trabalho e vi de perto o que é.

    E quanto a transar com cadeirantes, só um até hoje provocou um certo estímulo, mas nem rolou nada. Acho que preconceito não tenho, até porque, tem gente que na cama é praticamente tetraplégico, até um boneco inflável tem mais vida, heheheheeheh

    Abs

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  8. @ Ma- Puxa, eu naveguei pelo blog dele, de acordo com sua indicação, além dele escrever muito bem, notei que aparentemente ele é feliz, de bem com a vida, isso é muito bacana...
    Essa sua finalização em seu comentário foi surpreendente:"Acho que preconceito não tenho, até porque, tem gente que na cama é praticamente tetraplégico, até um boneco inflável tem mais vida, heheheheeheh"...
    Isso é verdade mesmo...
    Forte abraço!

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  9. é um preconceito "aceitável". Mas claro, que todo o preconceito tem de ser combatido. Nada como abrir a mente e aceitar os outros como são. Hoje em dia, deficiência já não é obstáculo para nada.... muito menos na cama :)

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  10. @ Speedy - Não sei se seria um pequeno preconceito de minha parte, ou um receio de não saber agir em tal situação, embora tu tem toda razão, todo tipo de preconceito deve ser deletado, combatido...
    Forte abraço!

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  11. Em 2009, cair de moto e fraturei o fêmur. Ao acordar no hospital e saber que tinha passado por uma cirurgia na perna, entrei em crise pensando: como está minha perna? Vou andar corretamente? Vou ficar com defeito na perna?

    Mas, logo em seguida o médico explicou tudo certinho e que seguindo todo o cuidado pós cirúrgico, iria voltar a fazer tudo normal. Porém, eu teria que fica utilizando moletas por um tempo, pois não poderia colocar o pé no chão.
    E foi o que fiquei fazendo durante 6 meses...Já estava meio depressivo, distante de todas as baladas. Foi quando um amigo me convenceu a sair mesmo que de moleta...Aceitei.

    Ao chegar na balada, os olhares eram todos para minha pessoa....eu me sentir um erro. E ai, ficava pensando:

    Será que algum cara vai me desejar como antes?
    Será que vou sofrer preconceito por parte deles, que também sabem o peso de sofrer preconceitos, já que são gays?

    Porém, tudo que estava pensando não se concretizou...pois fui bem recebido pelas pessoas. Os rapazes que antes eram afim de ficar comigo, olhava pra mim com o mesmo desejo e com mais cuidado.
    Mas, no final da balada...fiquei com um amigo do meu irmão...um hetero gato e gostoso. Nos amassamos muito na esquina da boate...Por um momento, quase esqueço as moletas.
    Duas semanas depois, nos encontramos e ai, dormir com ele...Foi minha primeira relação sexual após o acidente. E foi bom...ui.

    Hoje, ainda estou em recuperação do acidente...agora no final de fevereiro, creio que largo a bengala que ainda uso para manter o equilíbrio.

    E outra, durante essa temporada conheci um rapaz cadeirante que é amigo de minha irmã...que me cantou...eu até beijei ele...Eu estava de moletas e ele na cadeira, foi muito divertido...Ele tem um carro adaptado, tem uma vida bem normal e pouco depende das pessoas. E tem um fogo incrível. Só não fiz sexo com ele.

    Eu sempre aceitei o outro, sempre respeitei as diferenças...isso bem antes do meu acidente.

    Só que agora, com a experiência que tive e sendo um deficiente temporário (pois em breve, com fé em DEUS vou andar normal), tenho um outro olhar para tudo isso.

    Abraços

    *Este relato é real, acredite.

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  12. Olá menino
    Eu faria numa boa, sem qualquer preconceito. Se eu gostasse do cara, não teria o menor problema.
    Bjão

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  13. Hugo de Oliveira - Caraca, que foda! Me surpreendo com seus relatos de sua vida... Lamento pelo acidente, e de fato sou motoqueiro, vivo pra cima e pra baixo, às vezes na correria faço coisas que só depois vou refletir, ou seja, moto é um perigo constante, nos quais nossa perna é o para choque, todo cuidado é pouco...
    Que bom que tu já está se recuperando, torço pelo sucesso de sua recuperação.
    Bacana que tu fez sucesso na balada, e realmente às vezes alguém de amoleta ja chama atenção num shopping, imagina numa balada, nos quais tu saiu no lucro ficando com um kra q tu tenha curtido mto, nos quais até rolou sexo...Bacana a história do amigo cadeirante de sua irmã, nos quais tu beijou... Você é tão jovem e maduro ao mesmo tempo, por saber respeitar e aceitar as pessoas, sem preconceito... isso é muito bacana...
    Forte abraço

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  14. @ Wanderley Elian - Olha que bacana, são poucos que tem essa maturidade, essa maneira de agir sem preconceitos, rompendo toda e qualquer dificuldade...
    Forte abraço!

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  15. Cara, é um pouco de preconceito sim esse medo do desconhecido. "O que fazer na cama com um cadeirante?".

    Bom, eu creio que se rolasse um clima com um cadeirante, eu iria pra cama com ele sim. O que eu iria fazer na cama com ele? Iria descobrir as possibilidades da mesma forma que a gente descobre as possibilidades de cada um quando é a primeira vez que aqueles dois corpos se encontram...

    Cada pessoa tem um jeito diferente e, quem sabe, o cadeirante não me conquistaria com o seu?

    Quem está fechado a outras possibilidades, perde oportunidades... ;)

    Mas se vc não se sente a vontade, forçar talvez seria pior, né? Poderia criar uma situação desagradável...

    Abração!

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  16. @ Cara Comum - Surpreendente seu comentário, nos quais tu tem toda razão...
    Forte abraço!

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  17. Ro,

    Eu já namorei cego, surdo e mudo, e um rapaz que teve o braço amputado após uma acidente. Acho que aprendi com o tempo a ver algo além da carne, do corpo. Obvio que todas essas pessoas apesar das deficiencias tinham algo que os enquadrava no meu perfil de desejo.
    Infelizmente tenho esse perfil muito claro (digo infelizmente pois as vezes deixo de curtir novas emoções), nunca fiquei com negros, pessoas gordas, nem pessoas acima dos 40 anos, mas não trata-se de preconceito e sim de desejo.
    Todas as pessoas que mencionei no início eram muito bonitas fisicamente,dentro do meu perfil.

    Beijos no coração e aparece lá no blog.

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  18. @ Evandro Oliveira - Puxa, sua maneira de ver as coisas, de viver a vida é surpreendente, prova que nao há preconceitos, nos quais se tu está afim, se faz parte de seu perfil, tu vai fundo.
    Isso é muito bacana, é um gesto que prova que quando se gosta de verdade, não há limites, pois o amor verdadeiro supera tudo...
    Forte abraço!

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  19. Compreendo o teu receio, não é fácil uma situação destas. Claro que todos os preconceitos devem ser combatidos, mas isso não significa experimentar tudo... hehehe. Ainda bem!

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  20. @ um coelho - Exatamente! Fora todo tipo de preconceitos, e isso não sgnifica experimentar de tudo, tu está certo...
    Forte abraço!

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