sábado, 2 de abril de 2011

AIDS! Essa porra mata!!

Essa semana, não sei por qual motivo, eu relembrei do pequeno grupo de amigos que fiz parte há uns 8 anos atrás, cujo permanecemos com contato por aproximadamente 7 meses... E o tempo não pára, cada um seguiu sua vida, seu destino...
Conheci o San* no trabalho, ambos desconfiavam da sexualidade um do outro, porém não tivemos a coragem de assumir um ao outro, ainda mais em ambiente de trabalho, em que a confiança é rara...
Ele era muito zueira, não se preocupava muito com os outros, era bonito, pele branca, cabelos pretos tingidos, olhos bem verdes, corpo esbelto, sorriso perfeito, as garotas sempre paqueravam-o, quando ele falava que era gay, elas nem acreditavam...Depois de alguns meses tivemos afinidades e nos tornamos amigos. 
De fato eu não tinha amigos gays na época, por ter me mudado recentemente na cidade, e através dele, conheci o J*, seu melhor amigo, cujo tivemos afinidades amigáveis, e até fui em sua casa algumas vezes.
Alguns meses depois o San* foi demitido da empresa, e foi trabalhar no shopping. Ás vezes eu e o J* iamos no shopping após às 23:30 hrs quando o San* saia do trabalho, e ficávamos zuando, rindo falando bobagens, e através do San* eu conheci seu amigo de trabalho, o Re*, um garotinho baixinho, de olhos verdes, um pouco mau cuidado e timido, pois tinha acabado de terminar o namoro com uma garota para assumir-se gay perante a sociedade......
Em um sábado em que estávamos nós 4 papeando, o San* queria ir numa boate na cidade vizinha, eu fiquei muito afim de ir, afinal seria a 2ª vez que eu iria numa boate...
Embora fosse fora de hora, pegamos o bus rumo a casa do San* em um bairro distante, e ao chegarmos, seu primo já estava dormindo, portanto até eles se arrumarem ja passava da meia noite, portanto não havia mais onibus para irmos á cidade vizinha, portanto o San* sempre sem noção, deu a idéia de pedirmos carona na estrada, eu muito medroso neguei, mas o J* e o Re* insistiram, portanto eu não tive outra saída, e fui também.
Eu torcia para que ninguém nos dasse carona, afinal tinha muito medo de ser roubado no percurso ou até mesmo assassinado.
Portanto ficamos da 01:00 h até 02:30 hrs da madruga na estrada, e como não obtivemos êxito, voltamos para a casa do San* e na monotomia de não ter nada para fazer, sem sono, resolvemos jogar o jogo da verdade... E mesmo assim estava monótono, e 4 adolescentes juntos, descobrindo a sexualidade coisa boa não poderia sair....
Portanto tivemos a idéia de rodar o controle remoto da TV na mesinha de centro, e para quem o controle mirasse teria que rolar sexo. Eu agitei bastante, pois no quisito agitar eu sempre fui bom...
Embora fossemos todos amigos, cujo nunca me via fazendo algo com um deles, já que eu estava naquela situação, quem  mais me despertava curiosidades era o San*, portanto na rodada do controle, saiu o San* junto com o Re*, e automaticamente eu com o J*.
Fomos todos para a garagem,  no escuro realizar o ato sexual, cujo, mesmo que eu tinha agitado, na época, eu meio timido, retraído, sem experiência, sentei no sofá da garagem e inventei que eu estava com sono e  passando mau , o J* ainda insistiu algo comigo, mas não conseguiu nada, pois eu me sentia deslocado em fazer aquilo entre amigos...
Enquanto isso o San* estava mandando brasa no Re*, cujo o J* sozinho naquela situação, foi participar, ou seja, fizeram uma orgia. O San* revezava com o J* para pegar o Re* de 4 na garagem...
Eu fiquei fingindo estar dormindo, mesmo no escuro eu assisti toda a cena sentado no sofá da garagem...
Terminado o ato, o Re* foi embora, e no dia seguinte viemos embora...
A amizade continuou a mesma, nada mudou entre a gente. Portanto com o tempo, (o que é natural), fomos todos nos afastando, afinal seguimos caminhos diferentes, novas amizades surgiram, e nossos contatos eram apenas visuais, quando nos viamos em algum lugar, baladas, boates...
Em suma, o Re* havia se degenerado, se corrompido de vez, não perdia tempo nas boates , vivia em dark roons, transava com 2 em uma noite. Não se importava com a opinião de ninguém, queria ser feliz de seu jeito.
Uma vez ele disse que iria à SP para ganhar a vida como garoto de programa, pois segundo ele, iria faturar muito no mês. Às vezes via ele nas baladas, meio acabadinho, cujo eu nem o reconhecia...
Anos depois fiquei sabendo que ele morreu de AIDS.  Nem acreditei quando fiquei sabendo, afinal tão jovem... Lamentável o ocorrido, fiquei com muita dó dele...
O J*, anos atrás, ao comemorar meu aniversário num barzinho, a gente se viu por acaso, cujo ele se juntou com a galera, e quando virei as costas ele começou a falar mau de mim na mesa, e quando eu retornei, todos queriam me levar para outro lugar... Eu fiquei sem entender o motivo, e fomos todos para outro local, deixando o J* sozinho no barzinho. Foi aí que a galera havia me dito que o J* era falso comigo, que ficou tentando jogar todos contra mim...
Eu nem acreditei, fiquei com muita raiva, afinal mesmo que não tinhamos mais contatos, eu não imaginaria que ele fosse falso a esse ponto, pois sempre lhe tratei bem... Depois disso, sempre via ele na rua, mas nunca mais nos falamos, afinal depois daquele dia preferei não ter mais amizades com ele...
O San* ás vezes o via nas baladas, ele havia se bombado, estava fortinho, e anos depois fiquei sabendo que ele estava morando com o namorado...
Lembro que anos depois, a ultima vez que eu o vi, foi em seu trabalho numa clinica, cujo fui atendido por ele, mas apenas nos cumprimentamos...
Meses depois que eu o vi, cerca de quase 3 anos atrás, uma amiga veio me falar que o San* havia descoberto que tinha AIDS, e 3 meses depois veio a óbito, pois ele optou por não fazer o tratamento.
Disseram que em seu velório, além dos amigos não se conformarem o seu namorado estava em estado de choque.
Eu fiquei triste, nem acreditei, afinal naquela época, todos jovens, inocentes, inexperientes, com muitos planos, expectativas de vida, e mau podia imaginar que depois de mais ou menos 8 anos, tanto o Re* quanto ao San* iriam morrer tão jovens...
Não os culpo pela sua morte, acho que tudo é destino, óbvio que se cuidar, preservar é fundamental.
Como dizem : "AIDS, essa porra mata!", portanto, todo cuidado é pouco...

21 comentários:

  1. Exatamente, cara. Essa porra mata.
    Infelizmente não dá pra aceitar, nos dias de hoje, que uma pessoa se contamine. Informação, esclarecimentos, métodos de prevenção e alertas tem em todos os lugares. Portanto, não dá pra aceitar que, por exemplo, no calor do tesão, um cara num darkroom permita penetrar ou ser penetrado sem preservativo.
    O que, infelizmente, ainda continua acontecendo.

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  2. Infelizmente a aids ainda mata!

    Há muita informação, métodos contraceptivos, campanhas educativas, mas falata a conscientização da sociedade sobre esse assunto. Lembro-me que no ano passado tive um choque quando presenciei um aluno meu que me confessou ser portador dessa doença.

    A minha reação não foi de preconceito, mas sim de surpresa, pois é fácil saber que existe HIV outra coisa é encontrar alguém que assuma isso na sua frente. Refeito do choque, comecei a intensificar ainda mais os cuidados, sobretudo com essas transas de primeira viagem.

    Não podemos vacilar. Enquanto a cura não for encontrada o melhor caminho ainda é a prevenção. Como professor, eu faço o máximo para conscientizar os meus alunos da importância de se proteger nas relações sexuais, pois além da aids, outros problemas podem surgir de uma transa passageira!

    Bela dica amigo! bjoxxxxxxxxxxx no coração

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  3. @ Euzer Lopes - Você tem toda razão, nos dias de hoje é impossivel arriscar algo, e há tantas campanhas, informações, cujo é lamentável tais fatos...
    Forte abraço!

    @ Diogo Didier - Realmente, conscientização é tudo. Bacana saber que tu fala sobre isso com seus alunos.
    Puxa que lamentável o caso de seu aluno, afinal tão jovem e já carrega contigo uma doença incurável.
    Forte abraço!

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  4. Poh cara que triste. Mais com a AIDS não pode vacilar neh. + mesmo que seja infectado, existe tratamento e se a pessoa se cuidar, evitar estravagancias, pode se viver quase que normal.

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  5. @ Luccas^^ - Verdade cara, não é fácil ser portador da doença, porém há coquitéis que visam amenizar os problemas causados pela doença, pena que muitos entram em depressão, e não buscam um tratamento...
    Forte abraço!

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  6. Cara, é foda. Já falei sobre esse assunto no meu blog e reafirmo: tem gente que parece não se importar com o perigo... Abração!

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  7. Que história mais triste... É claro que o comportamento das pessoas pode influenciar muito na aquisição dessa doença, mas eu acredito que os acasos podem acontecer, e uma pessoa que sempre se cuidou pode adquirir o vírus de uma forma que jamais imaginaria (estamos falando de partículas menores do que células). Por isso eu tenho muito medo dessa doença, e quero muito que encontrem a cura pra ela logo.

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  8. Mais um motivo pra evitar a promiscuidade. Apesar que dizem que mtas pessoas pegam AIDS do próprio parceiro fixo, mas a chance de pegar com desconhecidos é infinitivamente maior.
    Abcs!

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  9. @ Cara comum - Parece que alguns curtem brincar com o perigo, e na hora do tesão perdem a noção dos riscos...
    Forte abraço!

    @ Wonderfulcauseiam - Infelizmente esses fatos são tristes, e confesso que sinto o mesmo medo e insegurança que tu sente, embora alguns acham ser exageros ou paranóias, mas todo cuidado é pouco...
    Forte abraço!

    @ Raphael Martins - Exatamente, a promiscuidade faz com que aumente a probabilidade de adquirir a doença, embora muitos pegam de seus parceiros, que além de serem infiéis, detona com a saúde da pessoa que diz amar...
    Forte abraço!

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  10. Muito triste a história de se amigo viu.
    A prevenção é o melhor remédio.

    Abraços

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  11. Cara, eu não conheço ninguém que possua AIDS... =/Bom, pelo menos que eu saiba. Se cuidar é sempre importante... Quem vê beleza, não vê saúde. É o que eu sempre digo... ;)

    Bjs

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  12. Olá! Como disse uma professora minha, se as pessoas parassem de ficar dando por aí a AIDS seria controlada, afinal, é fácil de ser controlada. Mas sabemos que na prática não é assim, têm muita gente que pensa que nunca irá acontecer com ele ou que no meio a bebidas e drogas nem se lembra de ter tido um sexo protegido ou não. Sem contar os casos com os parceiros fixos. Enfim, já vi muitos casos de soropositivos para HIV e cada caso é um caso, mas sempre me impressiono com eles, afinal, não se trata apenas da doença em si, existe todo um psicológico e vida social para se trabalhar em cima dessas pessoas que não é nada fácil. Claro, existem todos os coquetéis que hoje em dia é a melhor opção, mas que também possuem muitos efeitos colaterais. Enfim, o melhor mesmo é se cuidar o melhor possível.

    Beijo!

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  13. @ Hugo Oliveira - Infelizmente é uma história que teve final triste.
    Sem dúvidas, todo cuidado é pouco na hora H...
    Forte abraço!

    @ Candy - Exatamente, infelizmente alguns acham que conseguem identificar soros positivos pela aparência, maneira errônea de agir.
    Concordo com suas palavras: "Quem vê beleza, não vê saúde."
    Forte abraço!

    @ Três Egos - Cara realmente tu tem toda razão, e você por estagiar/ trabalhar na área da medicina deve ter presenciaso casos lamentáveis, surpreendentes que concerteza entristecem.
    Realmente trabalhar com o psicológico dos soros positivos não deve ser fácil, pois é uma vida comprometida, cujo muitos entram em depressão.
    Forte abraço!

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  14. Eu acho complicada algumas campanhas de combate ao preconceito. Claro, tem de haver. Não tem pq não pegar na mao ou deixar de abraçar um amigo pq ele é soropositivo.

    Mas eu acho difícil fazer propagandas (ou curtas, como já vi) nas quais os soropositivos falam que levam uma vida normal... Normal mas não tanto... Vi noutro filme os diversos efeitos colaterais que os coqueteis podem causar.

    Temos sim de combater o preconceito, mas dizer que se leva uma vida normal com AIDS pode fazer com que a galera se cuide menos, afinal o governo vai dar o remédio mesmo...

    E não é exatamente isso que acontece.

    Por mais que hoje se viva mais e melhor com os coquetéis (e que bom que é assim, para melhorar a vida dos que contraíram o virus), bom mesmo é prevenção! =D

    Viva à camisinha! =D

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  15. Isso é realmente muito triste... Apesar de toda a propaganda massiva na Tv tentando conscientizar as pessoas dos riscos do HIV, muita gente ainda não consegue captar a gravidade do problema. Infelismente, entre os gays isso acontece com muita frequencia... Tanta que muitos de nós somos até alvo de discriminação por causa disso. Essa semana teve uma campanha de doação de sangue lá na minha Universidade, e eu não pude doar pq existe uma norma da Anvisa que proibe homossexuais sexualmente ativos a pelo menos 6 meses de doarem sangue.

    Um abraço Ro... E se cuida, rapaz... Continue com a cabeça no lugar
    Até o próximo
    PS: AMEI a trilha sonora... rsrs

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  16. @ Inconstanteblog - Verdade... Tentar acabar com o preconceito é o ideal, mas as vezes os depoimentos de "uma vida normal" pode deixar muitos acomodados, sem se preocupar muito com a prevenção, sendo que realmente os coquiteis possuem efeitos colaterais fortes.
    Forte abraço!

    @ Julio Cesar - Eu acho extremamente preconceituosa as normas para doar sangue, em que gays possuem restrições para doar. Se há exames antes das doações, não há essa necessidade, já se foi o tempo de 10 anos atrás em que gays eram sinônimo de AIDS, os tempos agora são outros...
    Forte abraço!

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  17. Também acho preconceituoso, vetar que homossexuais doem sangue. Mas é imperioso ressaltar que o exame no momento da doação de sangue não é muito seguro, em razão da janela imunológica do HIV, que varia de um a dois meses. Isto é, se a pessoa se contaminou nesse período, é muito provável não aparecer nenhuma anormalidade nos exames de sangue.

    Eu acho que o melhor jeito de evitar a AIDS e outras doenças como Hepatite C, Sífilis, HPV e gonorreia, é usar camisinha sempre. E levar uma vida menos promíscua. Sei que muitos irão me condenar por dizer isto. Mas, infeliz e matematicamente, quanto mais vezes se transa com pessoas diferentes, mais chances há de se contrair doenças decorrentes desse ato. Mais chances há de dar sorte ao azar.

    Sei que a vida é um somatório de riscos. E cabe a cada um, julgar quanto risco se quer vivenciar.

    Usar camisinha, entretanto, é obrigatório.

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  18. certíssimo. o povo hoje trata a AIDS como uma gripe,não leva a sério...

    abraços do voy

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  19. Mencionei vc numa postagem sobre vaidade no blog... rs

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  20. Olá Ro
    Não podemos ignorar os perigos dessa doença, que infelizmente ainda mata milhares de pessoas em todo mundo. A unica alternativa ainda é a prevenção, e campanhas de conscientização da população.
    Bjux

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  21. @ SG - Também penso assim, não que sejamos radicais, mas promiscuidade aumenta a probabilidade de infecção a DSTs.
    Forte abraço!

    @ ..::voy::.. - Verdade, ainda muitos não levam a doença a sério, isso porque informações não faltam...
    Forte abraço!

    @ Raphael Martins - Acabei de ler e comentar... Bacana o post, afinal vaidade é algo bacana e fundamental...
    Forte abraço!

    @ Wanderley Elian - Tens toda razão, afinal dessa maneira a propagação da doença diminui...
    Forte abraço!

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