terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Reflexão para Dezembro

Relato de um Soropositivo

Diego Tinha 18 anos quando recebeu o diagnóstico de HIV. Na época, seu parceiro descobriu a infecção em um estágio avançado, quando a carga viral já estava muito alta. Ele precisou ser internado e Diego foi convidado a fazer o teste: o resultado deu positivo.
“A gente não espera. O sentimento deixa as pessoas muito vulneráveis, a gente quer agradar, fazer concessões e satisfazer o companheiro.” Ele conta que "a ficha só caiu" sobre seu diagnóstico quando levou para casa primeiro frasco de remédios, 12 dias depois de receber o resultado do teste.
“Para mim, o que foi muito ruim no início foi ver meu parceiro internado e outras pessoas em situações parecidas.” 
Muito debilitado, seu companheiro morreu depois de três meses de internação. Diego conta que preferiu esperar algum tempo antes de contar para a família e para os amigos sobre a infecção. 
“Fui primeiro estruturando o conceito de viver com HIV na cabeça, me adaptei à medicação, fiz reeducação alimentar”, conta. A princípio, a família ficou em choque. “Mas a gente resolveu tudo com diálogo, o tempo contribui muito para as pessoas assimilarem a nova realidade.”
Aos 26 anos de idade, o jovem, que vive em Juiz de Fora (MG) e é assessor do Fórum Consultivo de Juventude da Unaids, opina que, para as campanhas atingirem os jovens, devem usar uma linguagem diferente, recorrendo a redes sociais e aplicativos que dialoguem melhor com a juventude. “As campanhas não estão atingindo os jovens, que banalizam a questão do HIV. Acham que está distante. Não acham que está na pessoa ao seu lado, na pessoa com quem está flertando, na pessoa que conheceu na balada."

** Parece ser um assunto tão óbvio, mas na hora do tesão, muitas vezes  nem nos preocupamos com as consequências.

10 comentários:

  1. E ver partir quem se ama... deve ter sido super doloroso.

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  2. É deveras preocupante. O vírus tem estado a propagar-se na população gay homem portuguesa jovem e nos casais heterossexuais com mais de 50 anos. É preciso fazer alguma coisa.

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  3. Ainda chegaremos lá meu caro ... pelo menos hoje aqui no Brasil temos um modelo exemplar de assistência aos portadores. Falta mais consciência.

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  4. Ontem ouvi que em PT está de novo a progredir e nas idades mais altas.
    O facto de ser agora uma doença crónica pode estar a facilitar a falta de cuidados

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  5. Infelizmente os casos estão a aumentar :S

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  6. São dados preocupantes.
    Meu amigo Sergio Viula fez uma máteria interessante a respeito.

    http://www.foradoarmario.net/2015/12/dia-mundial-de-combate-aids-causos-de.html

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  7. O HIV hoje em dia, atinge todas as esferas, independente de orientação e idade, mas muita gente que tem informação e conhecimento, negligencia de forma deliberada os cuidados preventivos ... preocupante !

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  8. Belo texto, bom compartilhar isto... as pessoas REALMENTE acreditam que não vai acontecer com elas, ou porque CONFIAM no parceiro ou porque (ainda tem gente que diz isto) não se adaptam á camisinha...

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  9. Como já referi num outro blogue temos que saber lidar com as realidades de outros e muitos não querem saber.

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  10. Felizmente temos o tratamento de forma gratuita, além das campanhas bem projetadas. Acredito na mudança, pode ser longa e sofrida, mas em algum momento acontece.

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