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| Padre Fábio Melo posa em foto com Travesti |
“Aí ele veio, com um vestido longo e falou pra mim: 'O senhor costuma tirar fotos com pecadoras?'. E eu percebi que tinha uma ironia ali. E eu respondi: mas é claro! E abracei ele e tiramos a foto. Antes de sair, ele disse: ‘eu não acredito que o senhor permitiu’. E os olhos dele estavam emocionados. Assim que ele saiu, Maria Helena, a irmã da Alcione, me contou a história. Ela disse que ele mora na Lapa e criou um grupo que alimenta e recolhe todos os miseráveis daquela região. Ele dá banho, alimenta, não tem nojo de ninguém. E faz de tudo para aquela pessoa retornar à vida. E não é só isso. Ele torna-se uma espécie de vigilante, protegendo os moradores..."
"Quando ela me contou aquela história, eu comecei a unir as coisas dentro de mim. Eu não entro no mérito da questão da vida que ele leva, vamos deixar que Deus faça isso. Não sou síndico da Eternidade. Agora, que é um tapa na cara da gente, é!
"Aquele que você enxerga e que, naturalmente, provoca um desconforto por ser tão diferente de nós, não sabemos quantas coroas da dignidade foram recolocados na vida daquela pessoa quando ele alimenta o próximo. Você é cristão e nem sempre está disposto a cuidar de quem está doente, colocar dentro da sua casa e dar de comer”.
"Não cabe nenhum julgamento do lado de lá, cabe aqui. Quando Deus coloca essas pessoas diante de nós, é para desmoronar os castelos de ilusão que nós criamos dentro. Como se o nosso cristianismo tivesse pronto.
Como se nós já tivéssemos chegado ao último estágio dessa santidade que Deus nos convida. Não, eu ainda me envergonho dos que são diferentes de mim. Eu ainda tenho medo de ir ao encontro daqueles que precisam de mim. E a palavra de Paulo é dura: a missão de vocês é junto daqueles que estão necessitado".

Gostei. Muito boa lição de humildade e de vida.
ResponderExcluirExatamente!
ExcluirQue relato espectacular! Bom seria que mais pessoas da Igreja - e não só - abrissem os olhos para esta fantástica lição de vida que o padre nos dá a todos.
ResponderExcluirConcordo contigo, desta forma aproximaria mais os gays das igrejas, afinal somos todos mortais, ninguém tem o mérito para julgar o próximo.
ExcluirHá desconfortos que com o passar do tempo deixam de existir. Todos nós temos que aprender a lidar com determinadas coisas e acredito que grande parte são fáceis de ultrapassar, basta querer.
ResponderExcluirConfesso que já tive preconceitos com travestis nas baladas, e com o tempo aprendi que são babaquices da mente humana.
ExcluirComo você disse, basta querer.
Ótimo texto! Acho que todo mundo deveria ler e refletir um pouco antes de julgar alguém.
ResponderExcluirAbraço!
Concordo contigo!
ExcluirPermito-me discordar de todos aqui. Não com relação ao texto mas ao Padre ... sempre hipócrita ...
ResponderExcluirTodo tipo de opinião é válida, fique a vontade...
ExcluirJá ouvi muitos falarem isso dele, mas pode ser que agora ele esteja aprendendo e colocando em pratica.
Mas...tudo é possível...
Esse padre me surpreende ! Em várias situações !
ResponderExcluirEu não o acompanho na mídia, mas já ouvi varios elogios.
ExcluirFinalmente pessoas ligadas à igreja e à religião estão demonstrando amor ao próximo e libertando-se de pré-julgar e condenar outras pessoas.
ResponderExcluirO ato do Pe. Fábio foi um exemplo a ser seguido, especialmente pelos religiosos fundamentalistas que acreditam ter o poder de condenar e oprimir outras pessoas.
Exatamente, a mentalidade humana de forma geral, aos poucos está mudando...
ExcluirOs escorraçados são geralmente os que mais fazem pelo próximo. Nos ensinam a diferença entre solidariedade, algo mais próximo e verdadeiro, da caridade, algo que me remete a auto-promoção.
ResponderExcluirExatamente, e neste contexto, muitos perdem tempo julgando ao invés de estar ajudando o próximo.
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