sábado, 9 de abril de 2016

Violência & Ignorância...

Esta semana li uma matéria de um [casal gay em Miami] que ao trocar selinhos no Burger king, um deles foi espancado....
Este caso não é algo isolado, e não será o último. Independente do país que reside, infelizmente a sociedade ainda não está preparada para lidar com isto. 
Ninguém tem o direito de intrometer na vida alheia e praticar violência, mas falando por mim, eu não me vejo trocando carinhos em público, me privo por questões de minha personalidade no qual gosto de privacidade, além do medo de correr riscos.
Assim como por exemplo, muitas pessoas se privam de andar na madrugada por conta da violência, outras enfrentam o risco sem medir consequências, porém é sempre necessário dosar nossas atitudes.
É bacana ligar o foda-se e agir como bem quiser, mas infelizmente isto poderá acarretar consequências drásticas ou até mesmo irreversíveis, nos quais muitos gays já perderam a vida com a intolerância e ignorância alheia.
Por outro lado não é justo viver dentro de uma caixinha, se limitando a agir como quer. 
E você, é do tipo que não se preocupa com a opinião e atitude alheia e troca carinhos em público ou somente em lugares reservados e propícios?

18 comentários:

  1. Achei q isso só ocorria em países subdesenvolvidos.
    Eu não faço nada em publico.

    Léo

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    1. Infelizmente o mundo está contaminado pelo preconceito.

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  2. Comigo há trica de afectos mas de forma que a maioria não se apercebe. Até porque acho desnecessário a exibição pública, incluindo en hetero.
    Mas não deixo de fazer coisas para me esconder.
    Jantamos a dois, saimos nas baladas gay, etc. E podemos sempre ser agredidos na saida ee um destes sítios. Mas em Portugal, por enquanto, não há registos d violência homofobica.

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    1. Concordo contigo, certos modos carinhosos não tem necessidade de ser em público, independente da condição sexual.
      Eu sempre busco dar carinhos em meu boyfriend de forma discreta quando estamos em público, como um tapa na cabeça dele, tapa na bunda, etc...

      Certos riscos são inevitáveis.

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  3. Assino em baixo ao comentário do Good Bad. Bem por aí. Não se deve abster de carinho e afeto onde quer que seja, mas isto é uma coisa de intimidade. Não custa nada ser discreto tanto para os homo como para os héteros.

    Beijão

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    1. Ás vezes, discrição se faz necessária, evitando desta forma, transtornos.
      Hoje em dia , toda atitude implica em um risco, alguns se proponham a correr este risco.

      Bjos Bratz!

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  4. Concordo com a possibilidade de escolha de todos os tipos, inclusive a de não demonstrar afeto em público como apontados por vocês.
    Mas não podemos culpabilizar as vítimas de agressão física, como neste caso. Do mesmo modo que posso me abster de um afeto em público tenho o direito de manifesta-lo.
    Pode ser uma ideia muito pessoal, mas acredito que é uma violência do mesmo jeito nos tolher esta escolha, não podermos mostrar nossa verdadeira identidade de gênero e esconder nossos desejos.
    Viveremos com medo para sempre?

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    1. Exatamente, se culpar as vítimas, estaremos dando crédito e razão para estes monstros revoltados.

      Referente a questão que você levantou, falando por mim, eu acho que nada melhor do que conhecer melhor o ambiente e avaliar os riscos.
      Infelizmente a sociedade em geral vive com medo de todo tipo de violência.

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  5. Eu não gosto muito de manifestações de afeto em público, se há pessoa que os recebe é a minha mãe :-p

    Não sei se teria coragem, mas quando encontrar a pessoa certa talvez mude de opinião porque quando se gosta, é porque tudo vale a pena.

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    1. Concordo com eu ponto de vista, e penso da mesma forma.

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  6. Não sei o que é pior: a violência sofrida ou culpabilização das vítimas.
    Cada um deve fazer o quer e quando quiser dentro dos contextos e limites sociais, se um casal hétero pode trocar afeto em público por que um homo não poderia?

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    1. infelizmente a sociedade não está preparada para a igualdade.
      Quem sabe em um breve futuro haja mais aceitação.

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  7. Infelizmente o mundo ainda tem muito o que melhorar em relação a isso. Hoje em dia eu não saio mais, mas lembro que já andei de mãos dados pela avenida paulista de madrugada. Ainda bem que nada aconteceu, na época também acho que não tinha muita noção.

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    1. Acho que na medida que vamos envelhecendo, passamos a agir com mais prudência, ciente das monstruosidades existentes.

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  8. Eu sou do tipo que faz uma leitura do local e dependendo do local (muitas vezes) deixa as trocas para momentos reservados. Entre a exposição e a vida eu fico com a segunda. Vivemos sob a ditadura das bancadas evangélicas e hétero-normativas, medo!

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  9. Nunca é demais ter um espirito sobre o que se encontra na net. Agressões homofóbicas ainda acontecem, mas neste caso afinal parece que a situação foi um pouco diferente....

    Paula


    http://www.lgbtqnation.com/2016/04/witnesses-allege-miami-beach-burger-king-attack-wasnt-a-hate-crime/

    http://www.towleroad.com/2016/04/burger-king-hate-crime/

    http://southfloridagaynews.com/Local/alleged-sobe-gay-hate-crime-questioned-advocates-say-miami-beach-safe-for-lgbt-tourists.html

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    1. Obrigado Paula por compartilhar o outro lado da história.

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