quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Mercado de trabalho- Transexual/ Travesti

Estes dias no shopping com meu boyfriend, enquanto estava olhando roupas na rede de lojas Riachuelo, meu boyfriend notou que havia uma travesti trabalhando no caixa e me deu um cutucão para confirmar a cena.
A princípio ficamos na dúvida se era travesti ou transexual, mas o que está em questão é que a rede de lojas está rompendo preconceitos e mostrando para a sociedade que independente da condição sexual, cada um tem o seu potencial profissional para fazer a diferença.
Dizem que na rede de hipermercados Carrefour também possuem transexuais trabalhando no caixa, eu ainda não vi, mas de qualquer forma, acho que vagarosamente as coisas vão caminhando.....
Há também professoras transgêneros que com muita perseverança conquistaram seu espaço em sala de aulas, enfrentando o preconceito de muitas famílias dos alunos...
Bonecas Trans
Até me lembrei da época em que eu trabalhava no processo seletivo de uma empresa de Call Center, no qual fui obrigado a reprovar uma travesti por conta do preconceito da empresa em afirmar falta de preparo para esta situação, como por exemplo o uso dos WC's.
Fala sério, colocar a culpa em WC é uma tosquice do cacete, qualquer balada hoje em dia possui banheiros sem gêneros. 
Aproveitando o assunto, anos atrás na Argentina foi lançada uma boneca transexual com pau (conforme ilustração) que gerou polêmicas, além disso, algumas famílias compraram a boneca"inocentemente" sem saber do que se tratava.
No dia 18/02 será lançada a 1ª boneca Transgênero baseado na adolescente [Jazz Jennings], a adolescente que ganhou muitos fãs no youtube em mostrar sua vida na internet afim de ajudar as pessoas. Hoje ela está entre as 25 adolescentes mais influentes do mundo.
Há quem diga que estas bonecas podem influenciar as crianças, fato tão ignorante que dispensa explicações...
Será que uma boneca pode mudar conceitos das crianças em relação ao preconceito? Não é uma crítica, e sim uma dúvida mesmo...
Acho que a base de tudo está na família, na forma que ela aborda o assunto.

13 comentários:

  1. Gostaria de esta vivo no dia em que o mundo existirá sem preconceituosos mas isto é um sonho impossível ... infelizmente ...

    Beijão para vcs dois ...

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    1. O pior que acho que isto poderá ocorrer daqui uns 100 anos, ou seja, próxima geração....
      Estarei em outra encarnação rs...
      Bjos Bratz!

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  2. Uma boneca sozinha não, mas se existir uma explicação por detrás, seguida de apoio perante a confusão que se irá gerar na cabeça de outras crianças e pais e quem sabe até de posterior afastamento dessas mesmas pessoas, sim!

    Infelizmente, o mundo está a regredir a olhos vistos na questão da intolerância e preconceito. É preocupante.

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    1. Pior que o aparentemente o mundo está regredindo mesmo...

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  3. Adoro quando tu colocas a pauta "T" no log, Ro! Verdade, a empregabilidade para as pessoas trans é bem complicada (olha teu relato), por isso que muitas (no caso das trans e travestis) acabam "na pista". A família é um dos principais dispositivos de mudança, não podemos desistir de falar sobre as pessoas transgênero e suas famílias como base de sucesso na vida. Se me permites, com toda educação, substituiria o "condição sexual" por "identidade de gênero". Beijos, querido!!!

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    1. Exatamente! O caminho que sobra é a prostituição.
      O diálogo familiar é fundamental!!
      Agradeço a dica do termo, pode deixar, nos próximos casos, me atentarei.
      Bjos Augusto!

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  4. Eu acho que o que pode mudar os conceitos de qualquer pessoa é quando um assunto que era tabu e proibido passa a ser comentado de forma mais explícita.
    Enquanto é aquela coisa de que ninguém fala nunca (ou, quando falam, é sussurrando) o assunto continua sendo ´maldito`.rs
    Os preconceitos em geral sobre sexo só se fortaleceram porque o sexo, durante muitos séculos, foi um assunto tabu e proibido.
    A Índia, por exemplo, apesar de ter sido a pátria do Kama Sutra no passado, é atualmente um dos países em que as pessoas têm mais preconceitos contra o sexo em geral. Exatamente porque lá não existem diálogos abertos sobre sexo.
    Até entre marido e esposa, pelo que eu ouvi falar, eles nunca se referem abertamente a alguma prática sexual (mesmo que seja só penetração do pênis na vagina) quando conversam entre eles.
    Se surgir o assunto, mesmo que os 2 tejam sozinhos, eles baixam os olhos, não se encaram, e falam frases incompletas ou do tipo ´´Quando nós fazemos aquela coisa``, ´´Quando aquilo acontece``...
    Se você chegar em público na Índia e falar abertamente alguma frase em relação a sexo você pode ser preso por atentado ao pudor!
    Então, esse é um exemplo de como não falar sobre um assunto aumenta o preconceito sobre esse assunto.
    Acho que o brinquedo pode ajudar nesse sentido: tornando o assunto comentado de uma forma mais explícita.

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    1. Bacana saber este caso da Índia em que eu não conhecia...
      Há culturas tão estranhas e outras tão abertas.

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  5. Não sabia que havia bonecas trans mas até tem a sua lógica.

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    1. eu também nem sabia, fiquei sabendo dias atrás...

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  6. Um grande caminho foi percorrido, mas outro tanto está por percorrer...

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  7. aparte de tudo, as bonecas são pavorosas. lol

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