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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Como os pássaros


“Mais sábios que os homens são os pássaros. Enfrentam as tempestades noturnas, tombam de seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram suas histórias. Pela manhã, têm todos os motivos para se entristecer e reclamar, mas cantam agradecendo a Deus por mais um dia".

(O futuro da Humanidade. - Página: 39)
Augusto Cury

PS: Às vezes é tão difícil ser como os pássaros, principalmente para um ser [bipolar]...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O segredo

Existem 3 coisas que eu considero que não devem ser reveladas:
1 - Senha de banco
2- Salário
3 - Idade
Na Infância não via a hora de ser adolescente. Na adolescência eu não via a hora de ser adulto, e após os 25 anos, a vontade que tive é de estagnar-me no tempo...
Porém o tempo passa de tal forma que quando me dei conta, de repente 30, e hoje 31anos.... Só me resta cuidar da aparência, tentar manter a pele firme, sem marcas de expressão e rugas, embora se eu tivesse condições financeiras, futuramente quando eu precisar eu recorreria a plásticas rejuvenescedoras...
Apesar de que, aparentemente sou tão moleque, além de um pouco imaturo, que ninguém desconfia minha idade, e é assim eu vou vivendo, me sentindo lisonjeado quando as pessoas me julgam ter 23 anos, 25 anos etc... e quando sou questionando, automaticamente informo 25 anos, às vezes, 26, 27, o complicado é lembrar a idade que falei para cada um...
O que eu ganho mentindo ou omitindo esse fato? Na realidade, auto estima, pois ser sincero no quesito idade, não mudaria nada na minha vida, nada seria acrescentado, infelizmente não me aceito com essa idade,  detesto aniversário, nem faço questão de divulgá-lo, faço desse dia um dia comum, em que eu tento esquecer quem sou eu...
Só gostaria de saber a atitude do meu namorado caso ele soubesse que não sou 3 anos mais velho que ele, e sim 8 anos. Sei que ele não me largaria, até porque ele sempre afirmou gostar de pessoas mais velhas, porém se decepcionaria por eu ter mentido, mas o importante é o meu caráter, as minhas boas atitudes com ele...
Estou ciente de que toda mentira é uma bola de neve, mais cedo ou mais tarde ele poderá descobrir, apesar de que ele quase descobriu quando uma recepcionista do motel resolveu perguntar a data de nascimento do acompanhante, eu nem estava preparado para calcular o ano de nascimento correspondente a 26 anos...
Enquanto isso vou vivendo situações embaraçosas, escondo meus documentos dentro do tênis quando passamos a noite juntos, evito deixá-lo no mochila com medo dele encontrar, além de temer tropeçar na minha mentira ou ter situações em que ele descobrirá a verdade...
Independente de tudo, eu só tenho agradecer a Deus, afinal tantas pessoas gostariam de chegar na minha idade e infelizmente morreram jovens.

domingo, 16 de setembro de 2012

Desafio Profissional

Eu ganhava pouco, mas era feliz... Ia trabalhar com ânimo, disposição, adorava o que eu fazia na área financeira, e me divertia naquele ambiente de trabalho harmonioso, alegre e amigável.
Mas nem tudo é perfeito, eu sabia que meu [ contrato de trabalho] seria rompido em setembro, meus dias estavam contados, e antes mesmo de me sentir desamparado sem emprego, me joguei no mercado de trabalho, e consegui um novo emprego, 15 dias antes de ficar desempregado....
Consegui a [realização de um sonho], pois mês passado fui contratado por uma empresa que está entre as 100 melhores empresas do Brasil para se trabalhar, mas nem me preocupo com as festas na empresa, com [quick-massage] que tenho direito entre outros benefícios, o que quero é satisfação profissional.
Porém nesses 45 dias de trabalho, convívio com dificuldades em lidar com uma rotina financeira extremamente complexa, cheia de particularidades, além de várias planilhas em excel no qual eu detesto estão fazendo de meu trabalho um peso lastimável, além de ter que conviver com uma colega de trabalho muita bacana como pessoa, mas profissionalmente demonstra não ter muita paciência para ensinar, se irrita com facilidade. Agora entendi o motivo pelo qual meu chefe questionou na entrevista sobre o que acho de trabalhar com mulheres, mesmo com TPM.
O chefe é até bacana, porém intolerante, não admite erros, é exigente, detalhista, perfeccionista.
Pra piorar a minha situação nos últimos 8 dias de cada mês, em período de fechamento eu não tenho hora para ir embora, sou obrigado a faltar nas aulas de inglês...
Ás vezes a gente é mais feliz e realizado ganhando pouco... Apesar de que não estou ganhando muito, porém ir trabalhar pensando na hora de ir embora não é sinal de satisfação profissional. 
Dai-me forças e coragem para me adaptar nesse emprego, estou buscando pensar positivo, para não me desmotivar e jogar tudo para o alto...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Pessimismo/ Insegurança

Pessimismo [De péssimo + -ismo] S. m. 1. Disposição de espírito que leva o indivíduo a encarar tudo pelo lado negativo, a esperar de tudo o pior. 2. Doutrina segundo a qual o mal predomina sobre o bem, valendo mais o não ser do que o ser.

Nem tudo na vida é duradouro, nem tudo é como almejamos, subidamente algo pode mudar tudo e de repente sem preparo psicológico vem a questão: E agora? O que eu farei?
Tinha tantos planos no meu [emprego atual], foi o melhor emprego que eu tive até o presente momento. A rotina em si, a equipe de trabalho, o ambiente em si era prazeroso, fiz tantos planos, fizeram tantos pra mim, até o momento em que a empresa resolveu fechar a unidade, e ficar somente com a matriz.
Como meu [contrato de trabalho] é até setembro, me joguei ao mercado de trabalho, e pela terceira vez fiz uma entrevista numa empresa, e mais uma vez nem fui selecionado.
Semana retrasada ao seguir rumo a uma outra entrevista em outra empresa, eu fui tranquilo, crendo que seria uma empresa em que não atingiria minhas expectativas, mas fiquei perplexo, pasmado com ambiente de trabalho, além da quantidade de funcionários...
Por mais que a entrevista tenha sido tranquila, eu fui embora crendo que a vaga não seria pra mim, que haveria pessoas melhores a concorrer a vaga, afinal não consigo agir com otimismo, prefiro ser realista, pois não é nada legal almejar, confiar, ter esperanças e no final não dar certo, seria uma frustração em vão, então o melhor é já me preparar para o "NÃO".
Semana passada quando menos esperava, recebo a ligação da empresa informando que eu havia passado na primeira etapa do processo seletivo, que eu teria que fazer o exame psicológico, e no dia seguinte sai do exame psicológico tenso por ter permanecido 1: 50 horas resolvendo problemas de raciocínio lógico, psicotécnico, entre outras atividades para medir minha capacidade, comportamento...
Vim embora convicto de que, caso houvesse concorrentes disputando acertos nesse exame, eu havia perdido a vaga, algo me dizia que eu não havia tido um bom desempenho, passei 3 dias com 90% de minha mente dominada pelo pessimismo, chateado comigo mesmo, embora eu ainda tinha 10% de esperanças, até que recebo o telefonema da empresa dizendo que passei no processo seletivo, e que na segunda-feira eu iniciarei.
Dizem que Deus fecha uma porta e abre outra ainda melhor, de fato por eu ser pessimista, sempre quando uma porta é fechada eu penso no pior, mas dessa vez além da porta aberta ter sido bem melhor, eu preciso aprender a pensar positivo...
Dizem que ter otimismo ajuda em certas situações, de fato não acredito nisso, pois o que tem que ser será, independente dos pensamentos, o que ocorre é que pensando de forma positiva a mente flui melhor, não há aquela sensação angustiante.
Lápide do pessimista
Como é difícil viver com essa sensação angustiante de insegurança, pessimismo, de pensar sempre no pior, no errado, às vezes até evito tentar pelo fato de ter quase certeza de que não vai dar certo, isso de forma geral, e/ou até mesmo para paquerar alguém eu nem arrisco por imaginar levar "um fora".
E quando arrumo alguém,  às vezes fico inseguro, achando que serei largado a qualquer momento, algo tão tosco, fora do comum, que espontaneamente perturba minha mente.
Até que por enquanto, por ser início de algo com o meu  [ficante] e ele demonstrar sempre que gosta de mim, fico apenas 15% inseguro.
Terapias? Consultas psicológicas? Não acredito que isso solucione algo, o pessimismo é um mistério, alguns julgar ser genético.
O jeito é aprendendo com a vida e se possível ler de vez em quando ler alguns livros de auto ajuda para limpar a mente, e que coincidentemente no domingo, ao me encontrar com meu ficante, fui presenteado com o livro " Derrotando um inimigo chamado Mediocridade", de John Mason, com 52 mensagens de inspiração para chegar ao sucesso fugindo do lugar comum.... Só me resta um tempinho para apreciá-lo.

sábado, 9 de junho de 2012

Aplicando anabolizante

Tudo que fazemos, tem um motivo, tem um objetivo. E malhar após um dia cansativo de trabalho, tem um propósito, ficar "sarado, definido", e quando este resultado não é alcançado desanima, desmotiva. Haja paciência, mesmo consumindo suplemento como [whey protein] os resultados não são de imediato...
Parar de malhar e desistir seria uma alternativa, mas se as pessoas conseguem moldar seu corpo, porque eu seria diferente? 
Se eles apelam para os anabolizantes e conseguem ficar com o corpo escultural, eu também posso apelar, afinal estar com o corpo malhado já está virando modismo, quase uma necessidade. Eu preciso de auto estima, me sentir gostoso, desejado, pois 1,76 de altura com 70 kg é pouco, quero mais que isso...
Grande parte das pessoas que injetaram anabolizantes tiveram resultados grandiosos, isso me estimulou a optar por esse tipo de droga, mesmo ciente dos  inúmeros efeitos colaterais, mas eu nem me aprofundei muito nos pontos negativos, pois não vou fazer dessa "droga" um vício.
Depois de algumas dúvidas e insegurança, eu comprei [durateston] do irmão do meu amigo, que por sinal ele tem um corpo escultural com bunda, braços e coxas torneados, além do peitoral bem definido, afirmando que antes ele era magrelo, tinha um corpo franzino, e devido a usar essa "droga" por alguns anos, está em perfeita forma.
Aquilo foi um estimulo, arrisquei e comprei 4 ampolas, no intuito de aplicar uma ampola por semana, embora eles queriam que eu aplicasse 2 ampolas por semana, mas melhor ir com calma, pois cada organismo reage de um jeito...
Ao falar para um instrutor da academia sobre o uso dessa droga, óbvio que ele foi contra a minha atitude, tentando por na minha mente que essa droga é ilusão e blá blá blá, perguntou a origem da mercadoria, afirmando que poderia ser falsa, não contendo as substância corretas, além do risco de eu estar injetando uma substância sem garantias da originalidade.
Ao ouvir aquilo fiquei assustado, mas estava ciente de que a substância era normal devido ao resultado que vi no irmão do meu amigo, e arrisquei mesmo que durante alguns dias com a primeira dose no corpo eu ficava com medo de ter que amputar uma perna ou algo desse tipo, por conta do papo do meu instrutor...
A dor é inevitável, a perna e a bunda doem por alguns dias, mas depois tudo volta ao normal...
Essa semana irei aplicar a 4ª ampola, completará um mês, e não vi resultados satisfatórios, meu corpo mudou pouca coisa, notei que de forma espontânea estou puxando mais peso, ou seja, estou com mais força na academia, devido ao durateston ou até mesmo ao Whey Protein.
Embora utilizo esse anabolizante por apenas um mês, ou seja,  é algo muito recente, mas eu esperava um resultado um pouco melhor... Estou pensando em utilizar o anabolizante [deca], pois dizem que o resultado é um pouco melhor, mas não quero me sentir fútil por só pensar na estética do corpo, além de ficar correndo riscos colaterais. Preciso estar consciente do meu objetivo que é usar esses anabolizantes somente para dar um resultado de imediato no corpo, um "UP", depois eu páro e conservo malhando e tomando suplementos.....
Só não posso deixar a preguiça tomar conta de mim, senão toda essas substâncias poderá me transformar num barrigudo...

sábado, 14 de abril de 2012

Brigas de casais

Essa semana fiquei aterrorizado com um crime em que o marido esfaqueia até a morte a sua esposa, óbvio que casos como estes são constantes, ocorrem com frequência.
Os motivos são os mais absurdos, não tem lógica, não tem explicação, não tem fundamento.
De certa forma, a sociedade fala mal, discriminam e desprezam os gays, mas nunca ouvi casos em que um gay tira a vida do outro, em que um casal de gays vai parar na delegacia por brigas.
Óbvio que é impossível isso nunca ter ocorrido, mas são casos raros, acredito eu que não foi ao ponto de um tirar a vida do outro, mas é possível, afinal ser gay nem sempre é sinal de ser "bonzinho", é relativo...
Brigas e discussões, são normais, faz parte de um relacionamento, desde que haja respeito.
Automaticamente, me lembrei dos momentos vividos durante meu [primeiro namoro com garoto], há 6 anos atrás, pois a falta de respeito de ambos, foi o motivo do término de um namoro que durou 1 ano e 4 meses. Na época, as cobranças, cenas de ciúmes, possessividade chegou ao ponto de agressão física de ambas as partes, perdíamos a noção e o respeito, e algumas vezes, partíamos para a porrada...
Mas isto é passado, hoje em dia tenho maturidade, controlo as minhas atitudes, jamais teria a coragem de brigar de porrada dentro de uma boate como já houve uma vez, em que as pessoas ao redor separaram nossa briga...
Atualmente eu não teria coragem de brigar no meio da rua, assim como fizemos uma vez, em que ele me deu uma pancada com uma telha, fazendo um corte em meu dedo...
Eu não perderia o controle e quebraria aparelho telefônico e um celular ao discutir a relação por telefone.
Não teria a coragem de sair na porrada, altas horas da noite, em frente da casa do suposto namorado, sem me preocupar com seus vizinhos....
O pior é que depois dessas brigas, sempre ocorria sexo, um sexo de tirar o fôlego.... Algo feito com muito prazer, e ao mesmo tempo sem ter vergonha na cara, afinal essas atitudes são toscas.
Sorte que nesse caso não há [Lei Maria da Penha], é briga de macho para macho, de igual para igual, mas isso foi passado, uma fase neurótica, hoje eu evito tudo que chama atenção das pessoas, em que eu me exponho como ridículo, sem contar que o respeito recíproco é fundamental, mas jamais daria a face para alguém bater, independente do motivo, apesar de que violência gera violência...

sábado, 7 de abril de 2012

Vivendo de aparências

Ás vezes me pergunto: Até quando viverei de aparências? Até quando demonstrarei algo que não convém com a minha realidade?
Mas por outro lado eu respondo: Eu não preciso demonstrar minhas fraquezas, defeitos, problemas, não vjo necessidade de expor a minha intimidade, e assim vou vivendo, e fingindo...
Finjo que vivo rodeado de bons amigos que me entendem, que me compreendem e que me faz bem, mas ao contrário, a falta de sinceridade, reciprocidade alheia, me faz ter apenas colegas...
Finjo que meus fins de semanas são ótimos, onde sempre há diversão garantida, mas eles se tornaram toscos, só me servem para descansar.
Finjo que vivo tranquilo, em harmonia, porém vivo mal humorado, crítico, estressado, conto as horas para poder trabalhar, assim ocupo a mente com algo produtivo.
Finjo perdoar um erro, uma mancada alheia, mas no fundo sempre há um pouquinho de mágoa, sou intolerante, rancoroso, guardo mágoas com facilidade, perdoo com dificuldades, mas todos erram, preciso compreender isso.
Finjo para meus amigos e para a minha família que eu fico com uma garota aqui, com outra lá.... Se eles acreditam, pouco me importa, não quero mais imaginar o que eles pensam sobre mim, se eles desconfiam ou não é problemas deles.
Finjo para meus familiares distantes que não tenho tempo de namorar devido aos estudos, que no momento só quero "ficar" com garotas, mas não quero pensar no que eles pensam, aliás nem temos mais contatos, distanciei por insegurança, com medo de descobrirem algo sobre mim, pois eu seria "o ser estranho" da família, a ovelha negra, motivo de vergonha.
Finjo não ser gay, finjo não gostar de garotos, mas eu não tive escolhas, não tive opções, muitos não entendem, outros fingem não entender.
Não eu não quero e não vou me abater, a regra é tentar manter o auto astral, preciso continuar sorrindo até nas horas mais difíceis. Se no momento a solidão é a minha companhia, talvez seja momentâneo ou até mesmo uma escolha. 
A minha vida está se tornando uma novela, uma peça de teatro onde "eu" o protagonista da história, não aguenta mais viver esse personagem, preciso dar um UP na minha vida, só não sei por onde começar.

sábado, 31 de março de 2012

Fase gouinage

Os 20 meses sem sexo me fez aderir a fase gouinage, me fazendo notar que dá para sentir prazer e se realizar sexualmente sem a necessidade de penetração, a vantagem é que tenho menos complexo, pois não me sinto tão sujo como antes, e a desvantagem é que raramente encontra-se alguém com o mesmo objetivo, a maioria quer finalizar o ato com penetração.
Mas para mim, por enquanto isso é uma fase, quem sabe em breve eu não resisto e me sujeite a um bom sexo.

GOUINAGE
A palavra veio do francês, "lesbianismo", porém não se associa somente às lésbicas em geral, mas remete à prática sexual delas, que consiste em sexo sem penetração. Na França, a gouinage é discutida como uma nova tendência e ainda é assunto recente no Brasil.
No momento, a falta de informação sobre o assunto ainda é um inconveniente para o entendimento do que é a gouinage, afinal você não precisa necessariamente de técnicas para aumentar o prazer, precisa apenas de criatividade, quanto mais criatividade, maior o prazer. 
Outros a descrevem erroneamente como "sexo preliminar", que consiste em promover a excitação do parceiro através de carícias, masturbação e sexo oral, mas isso daria à gouinage uma idéia de sexo incompleto quando na verdade NÃO É.
Quantas vezes você já se envolveu emocionalmente com um cara e se decepcionou porque sexualmente curtiam a mesma posição? Como na gouinage não existem ativos nem passivos, ambos possuem a mesma vantagem sexual, ou seja, não há um indivíduo dominador ou submisso. Os dois possuem a mesma responsabilidade, que é exclusivamente causar prazer. 
Como não há penetração não há também tensão, dor ou desconforto. Assim, se utiliza todo o ato sexual para a exploração dos sentidos, ou seja, o olhar, o toque, o cheiro, o gosto e isso permite levar o prazer a um nível bem mais elevado.
Então, a definição para a palavra gouinage pode se resumir a sexo sem penetração, porque na sua visão, a penetração é algo totalmente dispensável, mas o verdadeiro sentido vai muito além de qualquer definição. Assim como existem ativos, passivos e versáteis, os chamados "gouines" são uma outra alternativa para o sexo, já que a gouinage compreende todos os ingredientes para se alcançar o orgasmo: estudar o corpo do parceiro, excitar, sentir e proporcionar prazer. Ou seja, de sexo incompleto não tem nada.
Nos poucos lugares do mundo onde o tema já está sendo discutido, a polêmica é inevitável. Os que são contra, consideram até mesmo que a prática é uma negação do sexo gay, e afirmam que para ser considerado sexo é indispensável que haja penetração. Do outro lado estão aqueles que descobriram na gouinage o prazer ideal, distante das tensões e desconforto causados pela penetração.
Tem muita gente que não entende e tem vergonha de assumir que não gosta de penetração, tanto numa relação ativa ou passiva.
Fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Gouinage

quarta-feira, 28 de março de 2012

A descoberta de um tumor

Enquanto me divertia na praia em novembro de 2010, eu senti várias dores em algum órgão interno da barriga, achei que era consequência da alimentação, mas as dores fracas se tornaram incômodas, e  no mês seguinte ao passar pelo meu médico, ele suspeitou de gastrite, algo que segundo ele, seria passageiro, e indicou-me remédios .
Mês seguinte, eu pedi demissão da empresa, e as constantes dores se tornaram incômodas, porém desempregado, sem convênio médico e pagando faculdade me impossibilitava de buscar tratamento médico particular, e sem alternativas e preocupado, 9 meses depois das  primeiras dores, eu deixei o orgulho de lado eu fui buscar ajuda médica na rede pública de saúde, e o clinico geral me encaminhou ao especialista.
A princípio me assustei com as condições da rede pública de saúde, tive que madrugar para pegar senha, devido a grande fila, era penoso olhar para aquelas pessoas precisando de ajuda médica, e sendo tratados com descaso, eu tinha vontade de desistir, e nunca mais pisar os pés naquele lugar.
Ao ser medicado, o conhecimento do médico me surpreendeu, além de sua frieza, pois disse que eu poderia estar com um tumor interno, pedindo para eu fazer exames para diagnosticar o problema.
A princípio me assustei, ele foi direto e objetivo nas respostas, afirmando não se tratar de um câncer ...
Saí de lá sem rumo, pasmo, não acreditando na barbaridade que ele falou, afinal seu diagnostico foi precoce.
Depender da rede pública de saúde iria demorar meses, passei dias pensando, mesmo inseguro e com medo eu resolvi  fazer exames particulares para tirar a minha dúvida que causava insônia, e ao mesmo tempo provar para o médico que ele se enganou ao afirmar algo que eu julgava ser absurdo.
Ao fazer o exame particular, o médico disse que havia visualizado um pequeno tumor, mas não se tratava de um câncer e pediu para eu fazer a biópsia para saber se era um tumor maligno ou benigno...
Eu saí daquele consultório pasmo e desacreditado na minha saúde, tinha quase certeza de que o tumor seria maligno, eu me senti sem rumo, sem expectativas de vida, me sentindo injustiçado, mas criei forças e no mesmo instante fui imediatamente levar o material para outro consultório diagnosticar o tipo de tumor...
Os dias aguardando o resultado foram tristes e preocupantes, eu não havia conseguido digerir a noticia, não sabia o que fazer, pois já estava desesperado por estar desempregado, e com a saúde comprometida só piorava a minha situação, e ao ler casos e depoimentos na internet, só me deixava mais preocupado.
Estava vivendo um pesadelo, não acreditava estar passando por aquilo, preferi guardar esse segredo, não queria ver ninguém preocupado, muito menos minha família, e passei dias ansioso, já não tinha forças para chorar, notei que lágrimas não mudaria minha situação, caso fosse tumor maligno, só me restava esperar a morte chegar, pois eu não teria motivos e nem forças para lutar contra uma vida comprometida,  resolvi tentar não dar importância para a vida, fingi não me importar com a morte, mas no fundo eu queria acordar ileso desse pesadelo, tinha esperanças de que seria um tumor simples.
Graça a Deus o tumor era benigno, e ao levar todos os resultados ao médico, o processo para cirurgia iria demorar meses, devido a deficiência da saúde pública, e particular ficaria muito caro, e assim desisti de realizar o tratamento, fui convivendo e me acostumando com as dores, às vezes ficava preocupado, afinal o tumor poderia crescer, desenvolver e piorar a situação, mas busquei espairecer, fingir que nada estava acontecendo, e me apeguei nas baladas, constantemente me divertia, evitando pensar no pior...
Um ano depois do disgnóstico do tumor, eu já estava trabalhando, tudo estava fluindo melhor, e assim resolvi buscar um tratamento, embora houvesse opções de médicos, eu resolvi tratar-me com o mesmo médico que me atendeu na rede pública, devido a sua competência, mas eu não havia me simpatizado com ele, desde a primeira vez que lhe vi, ele havia se tornado sinônimo de coisa ruim, e descaso...
Em setembro do ano passado, ao chegar em seu consultório particular, me surpreendi com seu atendimento, nem parecia aquele médico que mal olhou na minha cara ao me atender na rede pública, que havia me tratado de maneira fria e objetiva, muito pelo contrário, ele foi bem receptivo, me cumprimentou com aperto de mãos na entrada e na saída, fiquei admirado com a atenção dele para comigo, mas o motivo de eu ter sido bem atendido não foi pelo fato de eu estar com os trajes social da empresa em que trabalho, ficou evidente que mesmo doente, o dinheiro faz toda diferença.
Ele até admirou a minha saúde, afinal o tumor não havia se desenvolvido,  e mês passado eu fiz a [cirurgia], confiante de que estaria livre e liberto desse grande problema, afinal convivi 9 meses sem saber do tumor, fiz a cirurgia depois de 1 ano e meio com esse problema....
A sensação é de saúde plena, liberto de algo que casou um buraco na minha vida, porém ao ser consultado nessa semana, ele me alertou de que existe a possibilidade do tumor reaparecer, pois.há muitos casos de ser um tratamento longo.
Eu não esperava ouvir isso, me decepcionei, afinal não sinto mais dores, aparentemente estou bem, não aguento mais ir ao consultório, não aguento mais essa incerteza de cura, não quero passar por todo tratamento novamente.
Justo agora o médico irá sair de férias e só retornará em maio, até lá só me resta controlar a ansiedade e tentar pensar positivo.

sábado, 17 de março de 2012

Lembranças de motel

Essa semana, enquanto estava tomando banho, ao usar um shampoo dermatológico o cheiro me fez lembrar do sabonete e shampoo que compõem o kit banho disponíveis em motel.
Automaticamente me lembrei de alguns momentos inusitados da época que eu ia com ex- namorados...
Busquei frequentar o mesmo motel, mesmo não sendo 5 estrelas, pois lá eu sabia que a exposição era mínima, apesar das várias vezes que troquei de quarto pelo fato do aparelho de som estar com problema, e sexo com um som ambiente numa [rádio] relaxante é muito prazeroso.
Saudades daquela tensão pré motel, eu ficava ansioso, além da expectativa de passar a noite toda ao lado de alguém que eu sentia um sentimento profundo....
A entrada era sempre tensa, me sentia envergonhado ao passar pela portaria, abaixava vidro do carro só um pouquinho evitando me expor.
Até lembrei de um colega que foi proibido de entrar num motel da região por serem gays, preconceito descabível...
Eu não pude deixar de lembrar da última vez que fui ao motel com o primeiro namorado, da discussão tosca que tivemos pelo fato dele querer dormir, e ter se incomodado por eu estar curtindo sozinho a hidro que por sinal fazia muito barulho mas quando a gente gosta se torna "tonto", afinal se ele estava cansado e queria dormir é problema dele, mas eu preferi sair da hidro e ficar assistindo TV enquanto ele roncava....
JARILENE
As poucas vezes que frequentei motel, sempre ia encanado com a limpeza, não tinha confiança na higienização do local, então na última vez que fui com o 2º namorado eu fui preparado, resolvi levar um kit limpeza escondido numa necessaire e já que eu havia buscado ele no seu trabalho, assim que chegamos, imediatamente ele foi tomar banho, enquanto isso eu me propus a limpar o quarto utilizando meu kit limpeza, e limpei o criado mudo, a cabeceira com os controles, e nem percebi que ele estava me olhando indignado com a minha paranóia, passou a noite toda rindo de minha cara como se eu estivesse feito algo incoerente, além de ter contado o fato para os amigos intimos que me apelidaram de Jarilene.
Já que faz 3 anos e 8 meses que não entro num motel, só me resta lembrar desses momentos simples, porém prazerosos, não somente no tesão carnal, mas pela troca de prazer quando envolve sentimento recíproco.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Tesão

Como eu queria viver sem desejos sexuais, sem desejar os garotos, livre e liberto do tesão.
Eu não precisava ser [assexuado], só não queria ser perturbado constantemente por esses pensamentos e desejos sexuais que me atormentam diariamente.
Pode ser que meu período de abstinência sexual esteja contribuindo para essa fase de excitação e instigação, pois ultimamente ando numa seca do cacete, afinal um ano e meio sem sexo (18 meses) está me deixando com a mente poluída, fragilizada, contaminada por desejos sexuais, ando dominado pelo tesão.
De certa forma sexo faz falta, afinal sexo faz bem, traz vários benefícios, mas não é a essência da vida.
Para minha sorte, devido a uma promessa que já está finalizando, de certa forma me acostumei a me realizar sexualmente sem a necessidade de sexo. Aprendi que há várias maneiras de satisfazer o prazer carnal na hora H sem a necessidade de penetração.
Dias de lua cheia a coisa complica, e ontem o luar me deixou atiçado, pois de certa forma surge o instinto, eu me sinto impossível, incontrolável, mas como agir diante de uma situação dessa?
Eu não estava nenhum um pouco disposto a buscar algo na net, a realizar todo um processo de seleção buscando escolher alguém que compensaria, isso me cansa, e toda busca na maioria das vezes é em vão.
Eliminar o tesão é bom, mas não é com qualquer um que as coisas se resolvem, há tantas ferramentas na internet, e se eu posso me dar prazer, de certa forma dá para suportar sem tanta necessidade de um corpo a corpo. 
Em 2011 eu busquei satisfazer-me na pegação, nas preliminares que de fato amenizou e aliviou meu tesão, porém em 365 dias vividos eu tive esse prazer momentâneo e passageiro com 7 pessoas:

1- Em [23/01/11] fiquei com um garoto que tinha um corpo gostoso, porém seus beijos não me despertaram prazer.

2 - Em [07/02/11] fiquei com um garoto que apenas toquei em seus lábios e notei que não valeria a pena beijá-lo, além dos pegas não estarem me satisfazendo, ou seja, até tentei na hora H, mas não senti tesão pelo garoto.

3 - No dia [08/07/11] terminei um flerte que durou 28 dias, em que inexplicavelmente me entreguei à uma pessoa oposta de meus ex ficantes, porém os pegas foram saciáveis.

4- No dia [23/08/11] rolou alguns "pegas" com um garoto que se dizia bissexual, afirmando não beijar garotos, e não fazer isso, e nem aquilo, portanto sem medir esforços ele me beijou e quase me deixou sem pau... foi tudo muito bom e gostoso. Atualmente ele ressurgiu no MSN, me joga "indiretas", mas por enquanto estou evitando-o.

5 - No dia [04/09/11] ao visitar meu amigo, fui pego de surpresa por ele e rolou uns pegas rápidos

6 - No dia [19/11/11] fiquei com um garoto machão, que não era tudo aquilo que eu imaginava, além de ter um beijo e uma barbixa que de certa forma me causou nojo... Ainda acreditei em tudo o que ele falou, pois por amigos em comum, ele usa o mesmo papo de que está separado da esposa Há 5 meses e que só teve uma experiencia com homens.

7 - No dia [10/12/11] fiquei com um Peão, em que eu esperava algo melhor, porém foi um tesão momentâneo, carência, beijei-o sem vontade. Atualmente ele quer algo novamente, mas ficará na vontade.

Além de eu ter me frustado no dia [19/02/2011] em que me encontrei com um colega virtual que havia nos conhecido em 2007, porém toda minha empolgação foi em vão, no encontro em que ambos prometiam algo sério, nada aconteceu, ele não me quis...

Sem contar a aposta que perdi e não cumpri no dia [30/0411] pelo fato de que foi um encontro rápido, ambos tinham compromisso, ele namorava, deixei- o em banho maria....

Mesmo estando nessa "fase de carência" ainda busco e insisto ter o controle de meus atos, não estou me guardando para ninguém, apenas me valorizando, nos quais prezo muito minhas atitudes.
Óbvio que não irei ganhar nada com isso, pouco importa se sou promíscuo, se toda semana eu fico com alguém ou se sou sossegado.
Nos dias de hoje, isso não tem valor nenhum, as pessoas querem gozar hoje já pensando na próxima vítima de amanhã, porém eu "ainda" não consigo ser assim...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pegando no ferro

Detesto pegar no ferro, malhar não é o meu forte, a minha preguiça não me permite, mas já que agora conclui [meus estudos] e tenho a noite livre, quero ganhar massa muscular, por isso resolvi voltar a malhar, pois isso me ajudará a ter mais auto estima......
Há 3 anos atrás até tentei, na época eu dormia apenas 5 horas por dia, mas dava um jeito de malhar antes de ir para faculdade, e por mais que digam que malhar nos faz dormir melhor, o rendimento no trabalho e estudos são melhores, no meu caso não houve porcaria de melhora nenhuma, andava como um zumbi, tão cansado que só aguentei malhar por 7 meses.
Naquela época, visivelmente eu não notei mudanças no meu corpo, apesar que não tomei nenhum suplemento, mas a balança acusava que eu tinha conseguido ganhar 4 kg, mas assim que parei de malhar, perdi os 4 kgs adquiridos, ou seja, foi tudo uma ilusão, afinal depois que pára de malhar, perde tudo o que conseguiu... Impossível alguém conseguir malhar do resto da vida, por isso que muitos malhados estão engordando ou perdendo peso.
Prótese de silicone (antes e depois)
 Por isso eu queria ter dinheiro sobrando, ser mais prático, e colocar [prótese de silicone masculina] para definir meu corpo sem medir esforços, colocaria no tórax, bíceps, pantorrilha, coxas, bunda, deixaria tudo proporcional, mas já que não por enquanto não posso, o jeito é dar duro e puxar ferro.
Já que é moda malhar, não levando muito em consideração os benefícios e sim a estética, pois para ser atraente nos dias de hoje tem que ser definido, malhado, sarado ou bombado, cujo alguns "feios" se tornam mais atraente com o corpo em forma, não teve como eu fugir dessa prática, tive que deixar a preguiça de lado.
Fiquei confuso na escolha da academia, não queria frequentar um ambiente com sarados toscos e fúteis. No primeiro dia eu fiquei inseguro, não queria me sentir deslocado imaginando que as pessoas ficariam me olhando, reparando na carga de peso que eu iria usar, mas até me surpreendi, pois aparentemente o pessoal é sossegado, cada um faz os seus exercícios, apesar de que nos intervalos de descanso ou ao alterar os exercícios, sempre tem algum garoto olhando no outro. São poucos os garotos que se acham os "gostosões", esses eu busco ignorá-los.
Ignorar os garotos está sendo uma tarefa difícil, não é fácil estar no meio de garotos malhados, exercitando em posições sugestivas, algumas cenas são tão instigantes, mas busco concentrar em meus exercícios, evito olhar ao lado, não quero ter pensamentos maliciosos, quero apenas frequentar aquele ambiente pra cuidar exclusivamente de mim, evito ter olhares maliciosos.
Eu queria ser um estranho naquela academia, e queria que os garotos também fossem estranho pra mim, pois assim eu me sentiria melhor, mas infelizmente alguns garotos eu já conhecia de vista, já vi na rua, na faculdade, no shopping, e em outros lugares da cidade.
Pra minha decepção, um garoto da outra turma da faculdade, que se achava o "fortinho gostoso", cujo eu detestava, está malhando no mesmo horário que malho, de imediato, assim que nos vimos, espontaneamente ambos se cumprimentaram, até conversamos na semana passada, ou seja, 4 anos sem olhar na cara dele, agora que estamos tendo contato na academia...
O que me deixa indignado são aqueles garotos fortes, se olhando no espelho, alguns se achando, outros fazendo caras e bocas, se matando, pegando no pesado para adquirir cada vez mais músculos com intuito de impressionar os outros.
Muitos exercitam tanto o corpo, se dedicam tanto na malhação e esquecem de exercitar a mente, transformando em garotos sem conteúdo.
Os instrutores não se compara com os instrutores que eu já tive há 3 anos atrás, nem é pelo fato deles terem entre 30 à 38 anos, e sim pelo corpo, não se enquadram em malhados, definidos e nem sarados, tem uma pequena barriga saliente...
Quem disse que instrutor de academia tem que ser perfeito? Não necessariamente, mas eles tem que ser exemplo, afinal vivem numa academia, cuidam da forma alheia, e porque não cuidar-se também.
Não seria legal eu ir num dentista, cujo ele tivesse os dentes mal cuidados, esteticamente feios. Não seria legal eu ir num cabeleireiro, cujo ele tivesse um cabelo mal cuidado...
Embora faz apenas duas semana que estou malhando, espero permanecer firme nesse compromisso...

STAND UP - ACADEMIA (Hilário e realista)

sábado, 19 de novembro de 2011

Lidando com elogios

Quando elogiam uma roupa que estou usando, eu concordo, afinal roupa é um objeto onde a escolha indica bom gosto, diferente de partes físicas do corpo ,onde não tenho escolha, pois é genético.
Quando me elogiam profissionalmente, eu concordo pelo fato de que realmente eu meço esforços, me empenho ao máximo, e reconheço quando tenho esse mérito.
Quando elogiam minha boca, eu discordo, pois nem gosto do seu formato feio, pelo fato de eu ter chupado chupeta até os meus 6 anos de idade. Dependendo do dia, da situação, busco morder os lábios, na tentativa de "esconder", amenizar o seu formato.
Quando elogiam meus dentes, meu sorriso, eu discordo, pois meus dentes são grandes, motivo de sarro na infância, além disso, eu passei uma infância com vergonha de meus dentes que na época eram tortos, "encavalados".
Quando elogiam minha voz ao telefone, eu discordo, pois não há nada de especial ou diferente.
Quando elogiam meu cabelo, eu discordo, pois eu tento de todas as formas deixa-lo bonito, mas raramente me satisfaço. Mesmo que os garotos héteros de minha sala na faculdade constantemente elogiam e questionam o que faço para deixar meu "corte moicano" de tal forma, eu não consigo entender, pois o cabelo deles são mais bonitos do que o meu, e mal sabem o "trabalho" que tenho para "tentar" deixa-lo bonito.
Quando me perguntam qual a parte do meu corpo que eu mais gosto, eu disfarço ou respondo por responder, pois até hoje não achei uma parte que realmente me chama atenção, pois todas tem um "defeitinho de fábrica".
Aparência é uma variável, o que pode ser bonito pra ti, pode não ser pra mim.
Enfim, elogios faz bem ao ego, eleva o astral, mas não me acho digno de tais elogios, nem sempre reconheço algum mérito, e diante desses elogios só me resta mudar de assunto, por me sentir  despreparado e sem graça com a situação.
Até que um dia, me falaram que eu não sei lidar com elogios, que devo ter algum trauma de infância, que eu devo ter crescido sem elogios, principalmente de minha família...
Nem levei isso em consideração, embora isso ficou fixado em minha mente, pois cresci ouvindo críticas de meus pais, embora sejam criticas que envolvem características psicológicas e não físicas, porém "acho" que a pessoa que fez essa "observação" equivocou-se.
Portanto quanto a minha aparência física, eu até meço esforços para melhora-la, tenho uma vaidade "um pouco acima do normal" na tentativa de me sentir bem, porém me falta segurança, talvez me falte auto estima, embora isso é uma constante variável, impossível viver sempre com auto estima.
Não me acho atraente, não me acho feio, e muito menos bonito. Não tenho complexo de feiura,  não tenho neuroses e nem paranóias, talvez essa insegurança me faz ser realista, pelo fato de meu espelho indicar constantemente a necessidade de algumas plásticas, que por enquanto esses desejos ficarão a longo prazo, quem sabe quando eu tiver boas condições financeiras.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

1 ano desabafando

Hoje faz um ano de "DESABAFO" no blogspot, apesar de que eu já desabafava desde 14 de março de 2010 em outro provedor, com menos recurso, me mantive no anonimato por 9 meses, sempre fiel nas postagens, porém me encantei com os recursos do blogspot.
Nunca tive pretexto de audiência, de me aparecer, de ser notado, até porque sou reservado e nem gosto de me expor, sempre gostei do anonimato, portanto meu objetivo principal em ter um blog foi pelo fato de que passei por uma fase difícil em minha vida, em que me vi sem emprego, sem amigos, vivia uma monotonia, eu precisava sair da solidão, ocupar meu tempo, e na correria do dia a dia os poucos amigos que tenho não tinham muito tempo pra mim, portanto eu não tinha alguém para eu desabafar, para me ouvir, me conselhar, me criticar.
O blog foi uma forma de comunicar com o meu "Eu interior", foi um escape para não ficar pirado, para não me sentir sozinho.
Sentei diante do micro, e passei a usar meu computador como se ele fosse meu amigo, ou talvez meu "psicólogo", fiz uma espécie de psicoterapia, blogterapia, que de alguma forma me faz muito bem, uma terapia sem preço, algo que me proporcionou vários benefícios, adquiri uma paz interior, uma tranquilidade, além de eu ter conseguido melhorar minha escrita, sai do vício de abreviações, gírias da internet, consegui me ocupar na internet com algo mais produtivo blogando e lendo blogs alheios, e assim, aos poucos deixei de entrar em bate papos na constante  busca por amizades, sacanagens, cujo raramente eu tinha êxito na busca.
Na época, quando o blog se "popularizou" eu fiquei perdido, meio que sem reação diante dos primeiros comentários, não sabia como agir, eu acompanhava poucos blogs, eu não tinha uma base, um exemplo de blog para me espelhar.
Se eu não respondesse aos comentários, poderia dar impressão de que eu pouco me importava com isso, e cheguei a conclusão de que se as pessoas usam "seu tempo" para ler, comentar, dividir experiências, conselhar, ou até mesmo criticar, nada mais justo eu ser recíproco, correspondendo aos comentários, interagindo evitando que se torne um monólogo...
Porém fiquei muito surpreso e feliz com os 98 seguidores, com os visitantes "anônimos" de várias partes do mundo, jamais imaginaria essa "identificação, afinidade com o blog", embora, às vezes, sento e escrevo coisas tão"banais" que a princípio podem demonstrar não ter sentido, embora pra mim de alguma forma faz sentido. 
Agradeço ao Raphael Martins pela oportunidade concedida de eu ter sido o primeiro [entrevistado] em seu blog.
Agradeço ao Melo pela [indicação].
Agradeço à todos por dividir o tempo comigo, por ter me indicado, me linkado, pelos minutos "perdidos" aqui no blog e pelos comentários, dicas, opiniões, exemplos vividos, conselhos e criticas, pois de alguma maneira eu sempre colho coisas boas com o que leio.
Essa troca de experiências na blogosfera me surpreende, independente do lugar do mundo que reside, da cultura, de ser ou não ser assumido, de ser enrustido, bissexual, afeminado, enfim, por menor que seja as semelhanças, há uma identificação com os fatos e / ou características internas, pois de alguma forma há algo em comum, cujo todos são o que são naturalmente, uma condição sexual sem escolhas, onde cada um vive de sua maneira, age do seu jeito, seja reservado, acanhado, tímido ou desinibido, brincalhão, curioso, enfim, todos querem romper barreiras, obstáculos, preconceitos, com o único objetivo: Ser feliz!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Humildade

"(...) Independentemente das circustancias,devemos ser sempre humildes,recatados e despidos de orgulho".
Dalai Lama

Semana passada, ao almoçar com meu supervisor e o gerente de RH da empresa, em uma de nossas conversas, fiquei surpreso quando meu supervisor disse que o que pesou na minha contratação, foi a minha humildade demonstrada na entevista....
Fiquei sem graça, sem reação e ao mesmo tempo orgulhoso, pois acho que estou caminhando de maneira certa, visto que eu andei muito distante dessa virtude que é a humildade.
A verdadeira nobreza consiste em ser Humilde!
Vivi uma adolescência insuportável, depois que me juntei a um amigo de colégio, pois nós se achávamos melhor do que os outros, eu era visto como um garoto chato, metido, fútil, papudo, mentiroso... Eram poucas as pessoas que ousavam a se aproximar.
Minha amizade com o garoto durou pouco tempo, apenas 2 anos, pois ambos queriam ser melhor do que o outro, discutíamos muito quando um tentava humilhar o outro. Acho que no fundo, um tinha inveja do outro.
Porém eu ainda cultivava a falta de humildade, na época eu tinha vergonha do carro do meu pai, eu até me abaixava no carro fingindo estar amarrando o cadarço do tênis, justamente para que algumas pessoas não me vissem.
Eu mentia o bairro que eu morava, só queria coisas de marca,e de grifes para mostrar poder aquisitivo, embora nem sempre minha família tinha condições.
Com o passar do tempo eu ainda continuava arrogante com atitudes desprezíveis que foram se tornando frequentes em ambientes de trabalho, sendo julgado e mal visto por alguns.
O motivo dessa imaturidade, dessas atitudes desprezíveis, da futilidade fora do comum, era que eu queria ser diferente, melhor do que os outros, e por coincidência ou até mesmo por afinidades, sempre mantinha amizades com pessoas fúteis, e aí juntava o "inútil com o desagradável".
Aos poucos fui acordando e notando que isso estava sendo prejudicial, eu não colhia vantagens, apenas desvantagens em ser um "pobre iludido", sem os pés no chão, não tinham muitas amizades verdadeiras.
As dificuldades foram surgindo, saí de meu emprego estável para tentar algo melhor, e assim vivi 14 meses desempregado, embora Graças a Deus continuei independente, financeiramente estável, porém a parte complicada foi me sentir um inútil, sem horas para dormir e acordar...
Além de colher a solidão, onde muitos se afastaram de mim, eu ainda tive que ouvir constantemente os sermões, críticas e conselhos de minha mãe quanto a minha falta de humildade, eu até me revoltava ao ouvir aquilo, porém no fundo eu sabia que era para o meu próprio bem.
Mesmo eu tentando me regenerar, mudando algumas atitudes, eu ainda era visto como o metido chato, pois depois de ser tachado, não é fácil reverter a situação.
Embora eu não queria provar nada pra ninguém, e sim para mim mesmo que eu sou capaz de mudar, e agir como um ser normal.
Arrumei outros empregos, e fui caminhando, aprendendo na prática o poder da humildade...
Sofri mais aprendi. E assim vou vivendo, evitando falar o bairro o que moro, para não transmitir poder aquisitivo, até porque sou um pobre perdido num bairro nobre. Evito falar o que faço da vida para não demonstrar que estou me achando superior. Evito atitudes e oculto informações que podem ser mal interpretadas.
Além de me decepcionar com a falta de humildade das pessoas, dos amigos e principalmente de algum paquera. Eu nem me aprofundo nos sentimentos, me afasto e desisto de ir além...
Confesso que ainda  não estou totalmente curado desse defeito, embora eu seja elogiado pelas pessoas que me conhecem e notaram essa minha mudança, eu ainda sei que tenho que melhorar muito na minha maneira de ser, agir e pensar, porém o pouco que melhorei já fez muita diferença em minha vida, mas com o tempo as coisas se encaixam.... Pelo menos é o que espero.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ficando mais velho...

Já se foi o tempo que eu desejava ficar mais velho, já se foi o tempo em que em comemorava meu aniversário. Atualmente eu detesto o dia do meu aniversário. É melhor eu me ocupar no trabalho, ficar estudando para as provas da faculdade, afinal mente ocupada sobra menos tempo para eu refletir a vida e ficar na "fossa".
Porém não posso ser ingrato, afinal quantas pessoas morreram jovens, não tiveram a chance de completar a idade que estou completando hoje, só me resta agradecer a Deus pela minha saúde acima de tudo, e pelas conquistas adquiridas, além de ter a minha família ao meu lado... 
Quando criança eu ansiava os meus 7 anos de idade para iniciar o colégio... Ansiava meus 10 anos de idade por ser uma idade de novos conhecimentos... Ansiava meus 15 anos para ser adolescente... Ansiava meus 18 anos para atingir a minha maioridade, tirar minha carteira de habilitação, buscar meu primeiro emprego.... Ansiava os meus 24 anos de idade para ser visto como um adulto, um ser maduro.
Eu vivia o momento presente, sempre ansiando pelo futuro, porém após os 25 anos de idade, tudo se torna uma lástima, pois o tempo passa de tal forma que o único anseio que tenho é de parar no tempo, e não ficar mais velho....
Busco sigilo quanto a data de meu aniversário, são pouquísimos os amigos que sabem, pois juntamente com o parabéns, sempre perguntam quantos anos estou fazendo....
E se tem algo constrangedor para mim, é falar a minha idade, embora eu não aparento ter a minha idade, mas estou sempre omitindo, aliás não saio dos 25 anos já faz alguns anos.
Frescuras de minha parte? Não acho, simplesmente é uma informação que não convém aos outros, embora eu ainda não tenho 30 anos, mas só faltam alguns anos, prefiro nem imaginar...
Aparência e vaidade... Eita requisitos fundamentais após os 25 anos de idade. Antes dos 25 anos esses itens eram complementares para melhorar o visual, após os 25 anos é obrigatório. Protetor solar que é fundamental para evitar envelhecimento precoce; ácido retinóico no rosto é essencial para rejuvenescer a pele; tintura no cabelo é sempre necessário após o cortar o cabelo, pois sempre surgem alguns fios brancos que me causam "desgosto".
E assim vou vivendo, lutando para que minha aparência não envelheça, embora a luta não seja fácil, mas não custa nada amenizar a crueldade do tempo, aliás, custa sim, custa tempo, dinheiro, estresse, momentos de angústia, preocupações com o futuro e tristeza ao lembrar da tal idade.

sábado, 17 de setembro de 2011

Sem talento para mecânica.

Ás vezes me cobro, e me pergunto: Será que sou preguiçoso? Burro? Relaxado ou mal acostumado? Tantas coisas que eu "ainda" não sei fazer, embora a vida nos ensina, mas nem todas informações irão cair de pára-quedas em minha vida, eu preciso ir atrás, buscar novos conhecimentos que poderão ser úteis no meu dia a dia.
Mas cadê a minha coragem para aprender algo? Cadê meu empenho e dedicação? Desisto em ir além quando sei, ou desconfio que não tenho vocação. Preciso sair desse [comodismo]
Certas situações em que eu demonstro ser mal informado, com certeza deve irritar meu pai. Meses atrás ao sair com o seu carro, ao chegar reclamei que o freio de mão do carro estava com problemas, pois mesmo ele estando desacionado, a luz indicadora no painel permanecia acesa, porém segundo ele, o problema não estava no freio e sim na falta de óleo do freio, cujo ele até me ensinou a por óleo, mas eu nem me recordo mais como é o procedimento, nem me lembro em qual buraco coloca o óleo.
Essa semana no trabalho, ao usar o carro da empresa para prestação de serviços, resolvi usar o esguichador de água do pára brisa, porém só saiu um pouco de água, portanto no dia seguinte ao abastecer, eu aproveitei e pedi para a frentista verificar água do motor ou radiador, sei lá como se refere e para verificar também o óleo do motor.
Como eu já desconfiava, o reservatório de água do motor estava seco, sem água, vulnerável a detonar o motor. O nível do óleo ela disse que estava bom, e até me ensinou a verificar.
Em casa ao contar a situação para meu pai, ele achou vergonhoso uma mulher ter me ensinado algo que segundo ele qualquer motorista sabe, cujo até meu supervisor percebeu que não entendo dessas coisas, se propondo gentilmente em me explicar o procedimento para verificar o óleo.
Meu medo maior é de um dia o pneu do carro furar, pois se isso ocorrer eu estarei ferrado, ficarei tenso, pois jamais alguma "alma caridosa" iria se propor a me ajudar, e sair pedindo ajuda de estranhos, seria vergonhoso pois ninguém iria querer me ajudar.
Embora quando a coisa aperta, o jeito é se virar e aprender na raça.
Como me envergonho em não ter conhecimentos em motos, pois moto faz parte de minha vida, de minha rotina há uns 8 anos, portanto a única coisa que sei fazer é calibrar os pneus e regular os freios. Ás vezes quando o mecânico vai trocar óleo e apertar a corrente eu até questiono algumas coisas, somente para nível de curiosidades, pois executar algo eu nem arrisco por falta de talento.
Acho que eu só irei usar essa minha coragem desanimadora para aprender serviços mecânicos quando eu não tiver alternativas, ou seja, quando ocorrer algum problema em que não terei ninguém por perto, embora com um celular daria para eu receber instruções, mas sem noções básicas não teria como ser instruído.
Por enquanto eu vou levando, empurrando com a barriga, tendo fé de que nada de ruim e complicado irá acontecer.

domingo, 11 de setembro de 2011

Vizinhos...

"A gente não fica sem vizinhos, começa com vizinho de berço na maternidade, e termina com vizinho de túmulo, no cemitério". (autor desconhecido)

Quantos vizinhos eu já paquerei, quantos eu ja desejei, passa-se os anos, mudo-me de bairro, e sempre algum vizinho me chama atenção...
Isso é fato natural, não que eu ando caçando vizinhos, porém a convivência visual me faz observar que tal vizinho tem um potencial atraente.
Algumas vizinhas  "atiradas", eu "peguei", pois elas iam se oferecer no meu portão...
Mas admiro histórias de pessoas que ficaram com vizinhos, eu nunca tive essa coragem, sempre fui um garoto medroso reprimido, que me preocupava com a minha imagem acima de tudo...
Embora entre os meus 16 e 17 anos, eu tenha ficado com dois garotos que não eram necessariamente vizinhos, mas morávamos no mesmo bairro, cujo com um deles aprontamos algo [dentro do cemitério] ou seja, as únicas vezes que eu arrisquei no bairro. Creio que ninguém ficou sabendo, acho que era mais "paranóia", medo e desconfiança de minha mente.
Apesar de que eu nunca pude vacilar, evitava arriscar algo, pois cresci na companhia dos meus irmãos, nos quais o fato de termos a mesma faixa etária, sempre tínhamos os mesmos amigos em comum  no bairro, portanto eu apenas paquerava e admirava os garotos, de maneira bem discreta para que não desconfiassem de nada, afinal quando vizinhos suspeitam de algo, o bairro todo fica sabendo.
Quantas vezes eu não jogava bola na rua com os garotos, e tirava proveitos dos dribles corpo a corpo, aproveitava para tocar em seus corpos....
Quantas vezes eu não ficava na sacada de minha casa espiando meu vizinho se masturbando enquanto assistia filmes pornôs na sala de sua casa...
Quantas vezes não via os garotos sentados próximo do orelhão público, cujo eu  pegava o telefone de casa, entrava em contato com orelhão, alterava minha voz, simplesmente para ver qual a atitude dos garotos perante aos "xavecos" de um homem.
Embora alguns demonstravam interesse, eu nada podia fazer, jamais revelaria que eu era o autor das ligações "misteriosas", ou jamais eu poderia insinuar que eu queria algo, por ter medo de fófocas...
Tudo bem, aquele tempo já se foi,  já não tenho mais as opções do passado, se eu tive oportunidades eu não saquei, buscava me privar, evitando cair em tentação...
Agora já sou adulto, me relaciono com adultos, há maior discrição nos atos, segredos são segredos, a possibilidade de fofocas são menores...
Atualmente onde moro só há dois vizinhos solteiros da minha faixa etária, mas são de classe média alta, além de metidos, raramente nos vemos, eles se escondem dentro de suas mansões, só os vejo quando coincidentemente estamos chegando ou saindo ao mesmo tempo, ou então quando estão lavando o carro na rua.
Porém as poucas vezes que vejo eles, são suficientes para admirar aqueles corpos sarados, malhado com tudo no lugar, com aqueles bíceps durinho, pernas grossas que me tiram o fôlego... Só me resta admirá-los e ficar na vontade.
Se um dia na vida eu ficarei com algum vizinho, eu não sei, ao menos que ele fosse explícito em seus atos, pois sou tapado para sacar atitudes de quem está afim.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cafetão voluntário...

Ando numa fase de sossego, em que não busco sexo, por motivos pessoais,  mas oportunidades "tentadoras" não me faltam, sempre surge alguém que até vale a pena ter alguns momentos de prazer, mas não tenho o dom de ser "galinha", pois promiscuidade vicia e prezo boas atitudes, e me valorizo acima de tudo...
Óbvio que não sou perfeito e não sou de ferro, tem dias que é foda, aliás todos os dias estão foda, mas tenho  que manter o controle da situação, há maneiras de amenizar o tesão e eliminar os desejos momentaneamente...
Mas o que eu ganho evitando ficar com todos garotos?
Sei que perco boas chances de prazer, mas sexo não é tudo, sei que ninguém se preocupa com princípios, valores, com boas atitudes e bons comportamentos.
Hoje em dia isso nem faz diferença, mas independente disso eu sou assim, eu sempre agi assim, e fico com a consciência tranquila, além disso me preocupo muito com minha imagem, postura, embora sempre haverá motivos para as pessoas falarem mal...
Já que muitos querem e buscam sacanagens, eu tenho mania de agir como um "voluntário cafetão", e assim eu ajudo os amigos, embora nem sempre eu ganho algo em troca, nem sempre sou recompensado pelas atitudes recíprocas, prefiro nem cobrar, faço o que faço pelo simples prazer de ajudar os amigos que merecem...
Em baladas, a minha satisfação é dançar a noite toda, sem pretensões, além disso eu sinto prazer em "arrumar" alguém para meus amigos, vibro quando observo que eles "ficaram" com o garoto que eles desejavam, eu me sinto realizado. ..
Além disso, tenho hábito constante de apresentar um amigo à outro amigo, aumentar os círculos amigáveis, cujo já resultou em namoros entre eles, nos quais, eu fui o "elo", a ponte de ligação do relacionamento...
Portanto se eu não quero sacanagens com ninguém, há quem queira, e meus amigos não perdem oportunidades, sempre estão em busca de prazeres momentâneos, porém não sou egoísta, e vivo passando contatos de MSN de alguns garotos para eles e assim sendo, marcam algo real, e se realizam....
Porém esses dias quando o [Dan*]  relatou que havia ficado com um garoto que eu havia lhe passado o MSN, espontaneamente fiquei com ciúmes, pois o garoto apesar de ser bonito e gostoso, eu evitei conhecê-lo, porém se eu não quis, outros quiseram, nada mais justo, nem posso reclamar...
Alguns paqueras eu deixo em "banho maria", inclusive um garotão de 29 anos, que parece ser  bacana, de boa aparência, cujo até trocamos alguns torpedos, porém hoje ele foi insistente e não quero algo real, e sem ele saber eu resolvi compartilhar e ajudar novamente o meu amigo Dan*.
E ao passar o MSN do garotão para o Dan* eu me surpreendi, pois o Dan* disse que o garotão é o seu atual ficante...
Fiquei sem reação, pedi desculpas a ele e expliquei a situação, e sai imediatamente do MSN... Embora eu não estava tendo nada com o garotão e nem iria ter algo tão cedo, mas notei que o Dan* se decepcionou com o seu ficante, pois mesmo que não estavam namorando, ele já havia comentado desde o mês passado, que está curtindo um garoto, mas eu jamais imaginava quem era o seu ficante...
Sei que o Dan* não ficou chateado comigo, pois ele sabe que raramente apronto algo, porém foi constrangedor para ambos, embora o Dan* também seja "galinha"... 
Que mundo pequeno, já beneficiei vários amigos com esse meu dom de "cafetão", porém dessa vez a situação foi complicada....

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sou Bipolar, e daí?

Já me falaram que o meu problema é falta de ter alguém, é falta de apanhar, falta de vergonha na cara, falta de educação, frescura no rabo, ou então que fui muito mimado pelos meus pais. 
Quem dera se fosse tão simples assim, talvez eu já teria me curado, porém infelizmente a causa disso é bem mais complicada.
Porém, reconhecer um erro, falha, defeito não é simples, e quando se trata de uma doença, muitas pessoas por não ter conhecimento do "assunto" agem com preconceito, julgando e analisando de forma totalmente distorcida.
Nunca admiti ser normal, também não preciso sair por ai afirmando que sou "anormal", simplesmente com a convivência que notamos as qualidades e defeitos...
Anos atrás quando o médico afirmou que tenho [Transtorno Bipolar], eu sai do consultório achando que ele precisava de um tratamento, visto que ele havia afirmado algo que eu nunca tinha ouvido falar, cujo achei um absurdo seu diagnóstico prematuro com perguntas idiotas, porém ao pesquisar constantemente sobre o assunto, notei que meu problema é evidente.
O tratamento, eu nem levei em consideração, os remédios somente dão sono, e dormindo é óbvio que qualquer problema é amenizado. Terapia, ou melhor, psicoterapia, também só ameniza o problema, e não tenho paciência, pois não busco amenizar, e sim  me curar definitivamente, e como não há cura definitiva, eu vou levando...

Sei que isso vem de família, mas porque sou assim? Não que eu desejo isso aos meus irmãos, e familiares, mas já não basta ser gay, ainda tenho que ser bipolar? Caraca, tudo eu, ninguém merece!!
Infelizmente sou assim, ajo de forma inconstante, não por frescuras, simplesmente meu humor oscila de forma espontânea:
*Sempre acordo de mau humor... Lembro- me que em empregos anteriores, por lidar com muitos funcionários eu evitava conversar nas primeiras 2 horas de trabalho, me isolava para evitar ser estúpido, embora era estúpido.
* Me irrito constantemente com coisas simples, discuto no trânsito, xingo; Ajo de forma arrogante com as pessoas, independente do lugar, e de quem seja.
* Tenho minhas crises de solidão, mas não de depressão. Sei que estou muito vulnerável a depressão, posso até me abater com certas circunstâncias, mas ainda me mantenho forte, estou vacinado contra depressão. Às vezes quero ficar sozinho, porém às vezes sinto a necessidade de conversar, de interagir...
* Sou estúpido com minha família, sei que isso está me afastando deles, infelizmente falta diálogo entre nós, visto que tudo eu critico estupidamente. Às vezes sinto que sou excluído por eles,percebo que evitam me falar certas coisas, devido minha maneira de agir, reagir, discordar... Paciência com os sobrinhos é perceptível que não tenho, os esporos são constantes.
Além de possuir: 
* Agitação, inquietação física e mental;
* Aumento da energia, da produtividade ou começar muitas coisas e não conseguir terminar;
* Pensamentos acelerados, tagarelice;
* Maior contato social e desinibição, comportamento inadequado e provocativo, agressividade física e/ou verbal;
* Mania de grandeza, soberba;
* Sentimentos de insegurança, baixa auto-estima, medo;
* Falta de concentração, lentidão do raciocínio, memória ruim;
Óbvio que não sou um louco agindo de forma maluca com as pessoas. Penso, analiso, respiro e tento contar até dez.
Me cobro, tento mudar, até consigo mudar, mas somente por algumas horas, quando me dou conta, o "ser insuportável" está dentro de mim novamente..
Estou ciente de meu problema, porém sou assim, e se eu nasci assim eu não sei, mas não queria viver assim. 

Teste para descobrir se é bipolar:
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