A pesquisadora Carmita Abdo descreveu algumas descobertas que a ciência já fez sobre o orgasmo.
1- Pode (tentar) contar: um orgasmo dura, em média,
de 5 a 15 segundos. "A sensação de prazer e conforto é sucedida por
relaxamento, bem-estar e necessidade de repouso", diz Carmita. E não
adianta tentar estender: o tempo é esse mesmo. "É isso que faz com que as
pessoas procurem repetir a sensação", diz a psiquiatra.
2- O número máximo de orgasmos num mesmo dia varia de
pessoa para pessoa. Segundo Carmita, alguns se contentam com 1. Já outros
conseguem ter até 4 sucessivos. "O segundo caso é mais comum entre
jovens", destaca ela.
3- Ficar parcial ou totalmente sem oxigênio na hora do
orgasmo pode aumentar a intensidade da sensação física do momento. "Mas é
algo muito perigoso", destaca Carmita. Segundo a psicóloga, um ato sexual
mais demorado não resulta necessariamente em um orgasmo maior. "Ele tem
hora para acontecer", afirma ela.
4- Você já ouviu falar de... orgasmos múltiplos? A
sensação, comum em mulheres, é alvo de discussão. Para alguns, trata-se de um
único orgasmo dividido em várias partes. Isso porque, num determinado momento,
ele termina. Já Carmita e outros pesquisadores entendem que se trata de uma
série de orgasmos sucessivos com intensidade crescente.
5- Evitar um orgasmo faz mal? Se isso for feito
voluntariamente, não. Porém, Carmita explica que tentar e não conseguir atingir
a sensação por várias vezes pode gerar ansiedade e acúmulo de tensão.
6- Para a ciência, não existe diferença entre o
orgasmo com parceiros e orgasmo alcançado por meio de masturbação. Segundo
Carmita, existe até quem considere o segundo método mais prático. Porém, na
opinião da especialista, ter um orgasmo acompanhado tende a ser mais
gratificante. "A pessoa se sente mais desejada", ela diz.
7- Carmita explica que orgasmo e ejaculação são coisas
diferentes. Embora normalmente sejam simultâneos, um pode acontecer sem que o
outro esteja ocorrendo. "Homens sem próstata, por exemplo, são capazes de
ter orgasmo sem ejacular", ela diz.
8- Quem sofre de ejaculação precoce pode alcançar o
orgasmo. “A diferença é que eles não conseguem controlar a ejaculação”, explica
Carmita. Segundo ela, essa é a condição de cerca de um quarto dos homens do
mundo.
9- Uma luz diferente e aquela musiquinha especial
podem sim favorecer a ocorrência do orgasmo. "Tudo que favorece a
sensibilidade favorece o orgasmo", diz Carmita. Nas palavras da
psiquiatra, "pessoas que gostam de viver perigosamente" tendem a se
sentir mais estimuladas em situações mais arriscadas, por exemplo.
10- De acordo com Carmita, problemas de ordem emocional
são os principais obstáculos para se alcançar o orgasmo. Nervosismo e falta de
atração entre os parceiros são alguns exemplos. "Orgasmo é algo muito
espontâneo e a preocupação excessiva dificulta", ela explica.
11- Não existe uma doença específica que impeça alguém
de ter um orgasmo. Segundo Carmita, isso pode ser causado por má formação dos
órgãos reprodutores ou doenças como diabetes (que dificulta a ereção e a
lubrificação e, consequentemente, o orgasmo) ou depressão (que diminui o
interesse sexual).
12- Na guerra pelo orgasmo, o cérebro é o grande
comandante. É ele que processa os estímulos que geram a excitação. Por isso,
situações como uma conversa mais picante pelo telefone podem levar ao orgasmo.
"O cérebro fica excitado e manda uma mensagem para os órgãos
genitais", explica Carmita.
13- Além do cérebro, outras partes do corpo são capazes
de gerar a chamada excitação, sensação decisiva para alcançar o orgasmo.
"Por excelência, a área de excitação é a genital", afirma Carmita.
Porém, ela explica que o estímulo a partes com grande número de receptores
nervosos também podem gerar essa sensação - como a boca e o ânus.
14- O aumento da pressão arterial e da temperatura do
corpo são alguns sinais que antecedem o orgasmo durante a relação sexual.
Segundo Carmita, a aceleração de batimentos cardíacos e do ritmo respiratório
também são verificáveis nessa situação.
15- O envelhecimento em si não é um obstáculo para se
alcançar o orgasmo, mas as doenças que ele pode trazer são. De acordo com Carmita,
quem leva uma vida saudável tem condições de ter um desempenho sexual de boa
qualidade mesmo em idade avançada.
16- Identificar um falso orgasmo na hora em que ele é
simulado é praticamente impossível. Isso porque os envolvidos na situação
geralmente estão bem excitados. Segundo Carmita, se a parceira não estiver
tranquila e relaxada depois do ato sexual, é por que não alcançou o orgasmo.
"É uma situação difícil porque envolve um certo constrangimento",
explica ela.
Mulheres
17- Ejaculação feminina não é mito. De acordo com
Carmita, cerca de 10% mulheres de fato produzem uma lubrificação extrema em
algumas ocasiões. Na opinião da psiquiatra, isso acontece quando a mulher está
muito excitada. Porém, há cientistas que enxergam o fenômeno como um resquício
da diferenciação genital entre homem e mulher, que ocorre durante a gestação. Uma coisa é certa: não é xixi.
18- Sim, há mulheres que atingem o orgasmo durante a
prática de exercícios físicos. Segundo Carmita, o estímulo de determinadas
áreas do corpo justifica o fenômeno. "Se a gente pode ter orgasmos se
masturbando, por que o mesmo não poderia acontecer durante outras situações de
contato com o corpo?", explica ela.
19- Um terço das mulheres do Brasil nunca teve um
orgasmo. O dado é fruto de um levantamento de Carmita com cerca de 10 mil
brasileiros de todo o país realizado nos últimos 15 anos. Entre os homens, o
índice é menor: varia entre 3% e 4%. Esse indicador muda em função de fatores
como região, educação e idade. "Quem não sabe se teve ou não teve é porque
não teve", informa a psicóloga.
20- O orgasmo da mulher pode ser gerado pelo estímulo
ao clitóris, à vagina ou aos dois pontos. Segundo Carmita, quem alcança o
orgasmo via vagina geralmente também o alcança pelo clitóris. Porém, nem todas
que se excitam via clitóris se sentem estimuladas pela penetração da vagina.
Isso gera um descompasso entre homem e mulher, que é um dos fatores para muitas
nunca terem alcançado o orgasmo.
Eu achei ótimas estas informações, afinal melhor do que falar de sexo, é fazer... Vamos gozar a vida!!!

































