Estava hoje relembrando meu passado... Com o passar dos anos, ando mais prudente, cauteloso, rejeitando pessoas e propostas toscas, cujo nem acredito ter feito tais coisas em minha adolescência, mas essa fase é cheia de insanidades, atos sem pensar, agimos por impulso, sem noção dos riscos...
Quando eu tinha 16 anos de idade, na mesma rua que eu morava, a 4 quadras acima de minha casa, ao lado do cemitério, morava o Hi*, um garoto de 21 anos, corpo formado, bonito, um tesão de pernas, ele era meu desejo impossível...
Toda vez que estava em frente de minha casa, quando ele passava de moto ou a pé, eu admirava-o, e além disso, toda vez que eu ia ao mercado, ao passar em frente de sua casa , lá estava ele sentado na calçada com um short curto de pernas abertas, diante tudo aquilo, eu disfarçadamente, admirava-o...
Nunca tivemos papos, pela diferença de idade, além de não termos amigos em comuns, pois os amigos dele eram os playboys do bairro...
Estudávamos no mesmo colégio, cujo eu era do período da tarde, e ele noturno. Até que ele fez parte do mesmo grêmio estudantil em que eu participava, o grêmio estava em candidatura,
portanto ele raramente participava das reuniões, sendo assim eu pedi para dar-lhe o recado de que ele não faria mais parte do grêmio, em reposta, ele disse que não queria mesmo participar do gremio, pois tinha muito criança... Em suma o grêmio não foi eleito...
Sempre nos viamos no bairro, e se antes a gente não conversava, depois dessa divergência em que ele disse indiretamente que eu era muito infantil, eu evitava olhar-lhe, apesar de que a minha instiga e desejos por ele continuavam...
Passou-se meses,
até que em um sábado a tarde, eu estava vindo da casa de um amigo a tardezinha, e ao passar por ele sentado em sua calçada, dei uma observada de cima em baixo, nos quais ele notou a minha atitude, e ao seguir meu caminho, ouço assobios, gritos do tipo chamando alguém, ao olhar para trás, era ele, eu olhei para todos os lados, para ver quem ele tanto chamava, e não havia ninguém na rua, continuei meu caminho, e os assobios e gritos continuavam, eu parei, olhei para trás, ele fez sinal para eu esperar... Eu meio sem entender aquilo, fiz sinal se era comigo, e quando ele afirmou que sim, eu o aguardei tenso a sua aproximação, afinal eu estava sem imaginar o que ele queria...
Quando ele se aproxima, pergunta se eu curtia homens....
Eu tremendo, tenso, deslocado, perdido, não sabia o que responder, pois ele morava próximo de casa, eu não queria me expor, tive medo de que ele poderia estar "testando" minha sexualidade, e de futuramente espalhar para as pessoas, nem acreditei, pois ele era bonito, estava sempre com os amigos que as garotas desejavam... Na minha concepção, jamais ele curtiria outros caras...
Mas por outro lado eu estava diante de um "sonho de consumo", diante um corpo nos quais eu sempre desejei, e deveria superar o medo, a desconfiança e tentar me realizar, já que eu tinha consciência do que eu queria, apesar de que eu havia saído com garotos apenas 2 vezes, portanto não tinha noção e experiência...
Eu mesmo sem jeito e tremendo diante daquele corpão, menti, afirmando que tinha vontades, nos quais eu nunca havia saído com homens, sendo assim fomos para uma casa abandonada para praticar o tal ato... Coisa de muleque, tudo muito rápido, e básico, porém satisfatório...
Depois desse dia, ambos evitavam se ver, e meses depois ao passar novamente por ele sentado em sua calçada, ele me aborda novamente, sendo mais direto.
Adolescentes agem de forma insana, cujo nesse dia era quase 18 hrs, nos quais fui convidado por ele a pular o muro do cemitério para praticarmos o ato sexual...
Óbvio que desde aquela época eu sempre tive medo de espíritos, jamais iria cometer essa locura diante os mortos, mas suas insistências e argumentos, assimilados com o meu tesão, me fizeram mudar de idéia, apesar do medo...
Pulamos o muro, adentramos ao cemitério e observamos bem se havia alguém, e sendo assim, ele escolheu um túmulo para o tal ato...
Mesmo que não era a noite, juntou-se o medo, a insegurança, a consciência pesada com o tesão, pois mesmo que na época eu era mulecão, esse ato julgado por mim como pecador mexia com a minha consciência... Saí de lá satisfeito, embora jurando para mim mesmo evitar o garoto, pois por ser próximo de casa alguém poderia descobrir... Eu até saia com garotas para evitar cair em tentação novamente...
Depois disso, raramente o via, continuava desejando- o sempre, pois para mim era tudo novidade, apesar de ser viciante, às vezes até passava em frente à casa dele para ver se ele estava sentando na calçada, mas era em vão....
E passado alguns meses, toda a cena repetiu-se, totalizando umas 5 vezes de encontros sexuais com ele, com a mesma abordagem, no mesmo local, ou seja, dentro do cemitério, embora em túmulos diferentes
(prefiro nem imaginar quem eram os moradores daqueles túmulos, até porque relembrar de tudo isso, me causa medo das consequências desse pecado)...
Depois disso mudei de cidade, e nunca mais nos vimos...
Mas naquela época eu era muleque, sem noção, pois óbvio que hoje em dia, jamais faria isso novamente, pelo o medo de espíritos ter aumentado, além da maturidade que tenho.
Moral da história: Sempre há alguém ao nosso redor que de alguma maneira nos desejam, nos paqueram, portanto, a falta de coragem, de iniciatiava ou de oportunidades, impedem uma aproximação. É sempre bom estar atento.