Hoje em dia se ouve tantas pessoas afirmando que se tornaram Gays/ Lésbicas devido à uma desilusão/ decepção amorosa heterossexual.
Ninguém é obrigado à assumir-se algo, a ser autêntico com todo mundo, a ser um "livro aberto", mas o essencial é ser sincero consigo.
Não acredito que esta situação faça a pessoa mudar sua condição sexual, afinal o desejo vem de dentro, mudar a situação não é tão simples como se parece, ao menos, que a pessoa já tenha um desejo reprimido ou até mesmo uma curiosidade sexual homo retraída.
Caso contrário, se nunca houve tesão, curiosidades pelo mesmo sexo, não é uma decepção que mudará o desejo sexual, afinal seguindo os mesmos parâmetros, nunca ouvi nenhuma história de um gay que tenha se decepcionado profundamente e que tenha se tornado hétero.
Cada caso é um caso, cada ser é único e incompreensível. Até entendo que dependendo da situação a pessoa fica fragilizada, mas colocar a culpa em decepções amorosas para se aventurar ou relacionar com pessoas do mesmo sexo é se acovardar diante de tal situação.
Na ausência de uma amizade "confiável" para desabafar, compartilhar momentos, segredos, expor sentimentos, sensibilidades, emoções, defeitos, dramas, frustrações, dúvidas e opiniões, eu utilizo este "cantinho" como ferramenta de escape para suprir esta necessidade interna de comunicar, este impulso irreprimível. Além disso, aqui podemos compartilhar e discutir assuntos nos quais no dia à dia não temos a oportunidade.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Em busca da perfeição
Paulinho vive afirmando que ninguém quer nada sério, e que está cansando da solteirice...
Além de pegar alguns nas baladas, suas buscas pela internet são constantes, consequentemente há encontros, sexo, reencontros e logo o danado nota defeito alheio, afirmando que o tal garoto tem o rosto cheio de espinhas, que o outro tem uma certa "barriguinha", que fulano só tem o corpo bonito, que ciclano não beija bem e é afeminado e blá blá blá...
Se chegou onde chegou, se rolou sexo e reencontros é porque de tal forma ambos se atraíram, e será que vale a pena abrir mão de alguém por causa de um pequeno detalhe?
Enfim, a vida ensina que pequenos detalhes são apenas detalhes, que não farão diferença, para isto precisamos rever conceitos, e nos permitir.
Eu mesmo não me atraio por garotos pequenos, e com idade abaixo de 24 anos, portanto quando meu boyfriend apareceu em minha vida, mesmo ciente de sua altura (05 cm menor do que eu), e de seus 23 anos de idade, eu me permiti conhecê-lo mais afundo.
Ele me via como baladeiro, o oposto dele, e mesmo assim ele se permitiu e buscou me conhecer melhor. O resultado está sendo bem melhor do que o esperado.
Somos atraído pela aparência, mas quem muito escolhe pode ficar sozinho, e o defeito pode estar em si mesmo por buscar uma perfeição surreal, além disso há muito corpinho perfeito mal caráter.
Além de pegar alguns nas baladas, suas buscas pela internet são constantes, consequentemente há encontros, sexo, reencontros e logo o danado nota defeito alheio, afirmando que o tal garoto tem o rosto cheio de espinhas, que o outro tem uma certa "barriguinha", que fulano só tem o corpo bonito, que ciclano não beija bem e é afeminado e blá blá blá...
Se chegou onde chegou, se rolou sexo e reencontros é porque de tal forma ambos se atraíram, e será que vale a pena abrir mão de alguém por causa de um pequeno detalhe?
Enfim, a vida ensina que pequenos detalhes são apenas detalhes, que não farão diferença, para isto precisamos rever conceitos, e nos permitir.
Eu mesmo não me atraio por garotos pequenos, e com idade abaixo de 24 anos, portanto quando meu boyfriend apareceu em minha vida, mesmo ciente de sua altura (05 cm menor do que eu), e de seus 23 anos de idade, eu me permiti conhecê-lo mais afundo.
Ele me via como baladeiro, o oposto dele, e mesmo assim ele se permitiu e buscou me conhecer melhor. O resultado está sendo bem melhor do que o esperado.
Somos atraído pela aparência, mas quem muito escolhe pode ficar sozinho, e o defeito pode estar em si mesmo por buscar uma perfeição surreal, além disso há muito corpinho perfeito mal caráter.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Extra- terrestre
Ser convitimado à uma comemoração de aniversário é uma honra, sinal que o aniversariante faz questão de sua presença...
Mesmo que seja em uma balada de sertanejo universitário, estilo musical que não me agrada, tentei testar meu lado eclético, tentei ser paciente, tentei ser agradável, se consegui enganar eu não sei, mas tentei.
Há quem diga que não importa o lugar, e sim a companhia, e quem faz o lugar é a gente. Boa teoria, mas na prática a coisa muda, comigo isso não funciona.
De fato fiquei deslocado, me senti um extra- terrestre por ver todos ao meu redor cantando, acompanhando cada refrão sertanejo... Enquanto eu, nunca tinha ouvido tais músicas, por serem inéditas aos meus ouvidos.
Há quem diga que não importa o lugar, e sim a companhia, e quem faz o lugar é a gente. Boa teoria, mas na prática a coisa muda, comigo isso não funciona.
De fato fiquei deslocado, me senti um extra- terrestre por ver todos ao meu redor cantando, acompanhando cada refrão sertanejo... Enquanto eu, nunca tinha ouvido tais músicas, por serem inéditas aos meus ouvidos.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Prostituição...
Prostituição sempre foi um assunto discriminado pela sociedade preconceituosa. De certa forma esse assunto sempre me despertou curiosidades na forma de vida que essas pessoas levam, embora seja lamentável.
Nesta semana, ao assistir uma [reportagem sobre prostituição] fiquei triste e chocado com os relatos da grande parte das prostitutas, sejam elas mulheres ou travestis.
Mulheres que já não são mais mocinhas, e sim coroas, maduras, senhoras que por algum motivo não conseguiram sair dessa vida.
É deprimente a forma que vivem, além da rotina que levam, sem contar os lugares sexuais deploráveis, desprezíveis repugnantes que frequentam para praticar o ato sexual, que por sinal a estadia nesses lugares não vale nem a metade do preço cobrado.
Cada uma tem sua história de vida, cada uma tem seu motivo para se prostituir, mas o que mais me comoveu e impressionou foi uma avó que faz programas para sustentar a família.
Muitas se escondem por vergonha e afirmam que estão nesta vida por falta de opção e oportunidades, outras se expõem abertamente dizendo que é uma forma fácil de ganhar dinheiro e que não teria a mesma rentabilidade em outro emprego.
Antes de jogar pedra deve-se fazer uma análise, embora cada uma vive como quer, como pode, e com o que tem, portanto para aturar tal situação tem que ter talento, pois não é fácil se entregar mecanicamente para todos, sem contar que estão expostas a todo tipo de risco, desde a DST's à violência presente nas ruas.
Nesta semana, ao assistir uma [reportagem sobre prostituição] fiquei triste e chocado com os relatos da grande parte das prostitutas, sejam elas mulheres ou travestis.
Mulheres que já não são mais mocinhas, e sim coroas, maduras, senhoras que por algum motivo não conseguiram sair dessa vida.
É deprimente a forma que vivem, além da rotina que levam, sem contar os lugares sexuais deploráveis, desprezíveis repugnantes que frequentam para praticar o ato sexual, que por sinal a estadia nesses lugares não vale nem a metade do preço cobrado.
Cada uma tem sua história de vida, cada uma tem seu motivo para se prostituir, mas o que mais me comoveu e impressionou foi uma avó que faz programas para sustentar a família.
Muitas se escondem por vergonha e afirmam que estão nesta vida por falta de opção e oportunidades, outras se expõem abertamente dizendo que é uma forma fácil de ganhar dinheiro e que não teria a mesma rentabilidade em outro emprego.
Antes de jogar pedra deve-se fazer uma análise, embora cada uma vive como quer, como pode, e com o que tem, portanto para aturar tal situação tem que ter talento, pois não é fácil se entregar mecanicamente para todos, sem contar que estão expostas a todo tipo de risco, desde a DST's à violência presente nas ruas.
sábado, 5 de outubro de 2013
Baladas é passado
Eram duas horas me arrumando, algumas horas de estrada que de fato a interação com os amigos fazia o trajeto se tornar curto.
Durante a espera na fila, o pensamento era único, "tudo poderia acontecer naquela balada", e esta incerteza causava ansiedade em relação as músicas a serem tocadas, se haveria pessoas atraentes, se eu seria paquerado, se alguém chegaria em mim, visto que eu não conseguia ter esta atitude, se rolaria beijos...Só não sonhava com minha alma gêmea porque eu estava ciente desta impossibilidade.
O ritmo das músicas dançantes eram contagiantes, me tornava incansável diante daquele momento que almejei a semana toda.
A troca de olhares eram constantes, seja por atração física, admiração ou até mesmo crítica no estilo, afinal o ambiente era frequentado por várias tribos, vários "naipes", cada um com seu estilo, com seu marketing pessoal.
Mas eu não queria ser apenas mais um na multidão, de certa forma eu queria ser notado, então o jeito era insistir para os amigos aproveitarem a ausência dos gogo boys e me fazerem companhia em cima do queijo (palco na pista), pois ali eu tinha uma visão ampla da pista de dança e ganharia "ibope", afinal ser paquerado eleva alto estima...
Nem tinha interesse em ficar secando, pagando pau para os gogo boys, pois pra mim eles eram surreais, e mesmo dançando bem próximo de mim, jamais me atrevi a abusar, a passar a mão naqueles corpos, achava essa forma de reação vulgar, atrevida...
Durante o retorno, o assunto entre os amigos era compartilhar os momentos hilários, e de pegação (embora esse tipo de momento eu raramente tinha, pois quem muito escolhe, não fica com ninguém), embora a intenção era se divertir, se libertar da fantasia "hétero " do dia a dia, o resto era consequência....
Atualmente minha vibe é outra, consequentemente o namoro me afastou das boates e com o passar do tempo fui me adaptando a rotina, que de certa forma, nem me fez tanta falta.
Entretanto 09 meses sem ir para uma boate se tornou meu recorde, que de fato quebrei esta ausência para comemorar meu níver no sábado passado.
Na presença de meus fiéis amigos de balada, óbvio que a companhia de meu boyfriend mudou todo contexto da balada: A ansiedade não era a mesma de antes, além de eu me comportar de forma menos espontânea, fico mais recatado, restrito, completamente diferente dos tempos de solteiro, além disso o ritmo dançante incansável se tornou "cansável", consequentemente pela falta de costume.
Porém nem tenho do que me queixar, estou muito bem no meu relacionamento e baladas já não é mais meu lugar.
Só me resta manter as boas lembranças do que eu vivi nas baladas da vida.
Durante a espera na fila, o pensamento era único, "tudo poderia acontecer naquela balada", e esta incerteza causava ansiedade em relação as músicas a serem tocadas, se haveria pessoas atraentes, se eu seria paquerado, se alguém chegaria em mim, visto que eu não conseguia ter esta atitude, se rolaria beijos...Só não sonhava com minha alma gêmea porque eu estava ciente desta impossibilidade.
O ritmo das músicas dançantes eram contagiantes, me tornava incansável diante daquele momento que almejei a semana toda.
A troca de olhares eram constantes, seja por atração física, admiração ou até mesmo crítica no estilo, afinal o ambiente era frequentado por várias tribos, vários "naipes", cada um com seu estilo, com seu marketing pessoal.
Mas eu não queria ser apenas mais um na multidão, de certa forma eu queria ser notado, então o jeito era insistir para os amigos aproveitarem a ausência dos gogo boys e me fazerem companhia em cima do queijo (palco na pista), pois ali eu tinha uma visão ampla da pista de dança e ganharia "ibope", afinal ser paquerado eleva alto estima...
Nem tinha interesse em ficar secando, pagando pau para os gogo boys, pois pra mim eles eram surreais, e mesmo dançando bem próximo de mim, jamais me atrevi a abusar, a passar a mão naqueles corpos, achava essa forma de reação vulgar, atrevida...
Durante o retorno, o assunto entre os amigos era compartilhar os momentos hilários, e de pegação (embora esse tipo de momento eu raramente tinha, pois quem muito escolhe, não fica com ninguém), embora a intenção era se divertir, se libertar da fantasia "hétero " do dia a dia, o resto era consequência....
Atualmente minha vibe é outra, consequentemente o namoro me afastou das boates e com o passar do tempo fui me adaptando a rotina, que de certa forma, nem me fez tanta falta.
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| Foto do Local |
Na presença de meus fiéis amigos de balada, óbvio que a companhia de meu boyfriend mudou todo contexto da balada: A ansiedade não era a mesma de antes, além de eu me comportar de forma menos espontânea, fico mais recatado, restrito, completamente diferente dos tempos de solteiro, além disso o ritmo dançante incansável se tornou "cansável", consequentemente pela falta de costume.
Porém nem tenho do que me queixar, estou muito bem no meu relacionamento e baladas já não é mais meu lugar.
Só me resta manter as boas lembranças do que eu vivi nas baladas da vida.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
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