Como ontem foi o dia Mundial de Combate a AIDS, apesar de ser um assunto que sabemos muito bem como funciona, embora na hora H, sei lá, muitas pessoas perdem o controle da situação e do tesão, em que não cabe ninguém julgá-los, visto que cada um dono de si, me deparei com um post em um determinado blog em que UM LEITOR ANÔNIMO faz o relato abaixo.
Seu relato me fez refletir no fato de que muitas e muitas pessoas estão nesta mesma situação, em que o AMOR superou as dificuldades do dia a dia.
Acredito que não seja algo fácil e simples para ambos, mas nada que seja impossível, tudo é questão de adaptação.
Relato de um leitor:
Quando entramos em um relacionamento, uma das primeiras coisas que somos levados a pensar é por quanto tempo isto irá durar. Com o passar do tempo vamos poder conhecer a pessoa com quem estamos. Muitas vezes nos desiludimos outras não, assim segue o caminho da vida. O amor não admite ilusões, mas somos humanos e erramos, nos esquecemos, mentimos, e enfrentamos desafios que fortificam ou podem desmanchar qualquer relação... O amor não esta nas palavras e sim nas ações que contam positivamente ou não para que dure.
Quando conheci meu namorado logo demonstrei interesse por ele. Saímos por uns tempos como amigos, depois iniciamos nosso namoro, o tempo se passou, um dia ele descobriu ser portador de HIV, ficou triste, desanimado, acho até que passou por um dilema enorme do “contar ou não contar”, mas isso não o tirou da realidade. Falou sobre isso numa tarde extremamente agradável, com um por do sol belo, fiquei triste, meio desnorteado porque pensava que estava terminando comigo.
Aqueles foram os piores segundos desse relacionamento, claro que só eram alguns meses mais já gostava dele, não da pra explicar como o sentimento brotou rápido. Mal entendido desfeito, estamos juntos há bastante tempo. Você pode está pensando, “cara como deve ser difícil está namorando alguém soro-positivo”, bom eu te digo, esquece isso, tudo que precisamos fazer hoje é nos informar e nos proteger com preservativo. As pessoas ainda ficam com medo e duvidas porque não se informam sobre o assunto, na verdade as pessoas já se acostumaram com isso e banalizam a informação.
Casais como eu e meu namorado existem em todas as partes do mundo e não são diferentes de nenhum outro por aí: Somos apaixonados, brigamos, trocamos beijos e fazemos sexo, do mesmo jeito que os outros deveriam fazer (de camisinha). Embora você possa pensar que eu corro mais risco tendo relações como ele, isso não é verdade a proporção é a mesma de outros casais que não se previnem em todas suas relações sexuais.
A prevenção está ai escancarado para todos. A camisinha não só protege do HIV, também da gravidez ou outras doenças sexuais, ela dá o prazer necessário, e retira o mito que não rola o beijo na boca e as “preliminares”, tudo pode acontecer sem que haja nenhum drama, Uma amiga uma vez disse que “o HIV é uma doença de preconceito”, ela tem razão, as pessoas ainda relacionam o vírus a pessoas com aparência debilitada, de comportamento promíscuo, o grande drama é a confusão que as pessoas fazem entre o soropositivo e o doente com AIDS. Sem mencionar que não dá para determinar quem tem ou não HIV no olhar.
Faço exames de três em três meses para monitorar a minha saúde isso não me envergonha em nada, meu namorado faz o mesmo para monitorar a evolução do vírus que graças a Deus não evolui, gosto dele, não o deixaria nem se estivesse com doença mais grave.
Com a evolução dos medicamentos os soros positivos podem ter uma vida saudável, que garante a oportunidade de namorar de forma segura e saudável como qualquer outra pessoa, de levar uma vida normal. Mulheres portadoras do vírus podem ter filhos saudáveis, se engravidarem sob os cuidados de um médico No geral, a única coisa que muda é que os casais soro discordantes sabem exatamente a função e a importância da camisinha na hora do sexo, assim como todo casal deveria saber.
01/12/2010