sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Vizinho gay

Ele é um coroa, tem entre 40 à 48 anos, mora sozinho, é simpático, tem uma vida financeira estável, é cordial com todos que convivem.
Mora quase de frente com a minha casa, mas temos pouco contato, visto que o muro juntamente com o portão fechado de casa não me permite ter uma visão do que ocorre na rua, e coincidentemente, sempre que estou saindo ou chegando, eu lhe vejo na frente de sua casa lavando o carro ou recebendo visitas.
Suas visitas incluem garotões bonitos, malhados, até me surpreendi quando vi o frentista do posto que eu paquero em sua casa, entregando o carro ao coroa, eu suspeitei da atitude, mas gay também tem direito de ter uma boa e saudável amizade com hétero, eu não posso ser preconceituoso ao ponto de achar que eles tiveram algo...
Só não sei de que forma meus pais souberam que ele é um viúvo além de descobrirem que ele é gay, pois ele é discreto, não é afeminado...
Anos atrás, o coroa passou por mim e pelo meu amigo, meu amigo afirma que já foi cantado no ponto do ônibus pelo coroa... Óbvio que ao me ver com meu amigo,o coroa tenha deduzido algo sobre mim...
Ás vezes eu via ele tomando sorvete com algum garoto, além de vê-lo passeando sozinho de carro aos redores da faculdade nos horários de entrada, intervalo ou saída dos estudantes, até desconfiava desses passeios em horários em que os estudantes estavam na rua.
Dias atrás, ao [ao passar a noite fora], assim que cheguei de manhã, lá estava o coroa lavando seu carro, resolvi trocar algumas idéias, buscando ser cordial, e papo vai e vem, ele começa a falar de suas viagens, inclusive sobre a última de Florianópolis, em que ele ficou na casa de seus familiares.
Relatou detalhes sobre a praia de nudismo que ele foi, afirmando ter visto vários garotos se chupando, um metendo no outro, ou seja, ele falava sem pudor e sem se preocupar com os termos e nem com a minha reação...
Eu tentei demonstrar espanto com o que ouvia, mas preferi não aprofundar no assunto...
Neste reveillon ele me convidou para ir com ele à Florianópolis dizendo que eu não iria ter gasto nenhum com a viagem.
Eu até fiquei animado, afinal Florianópolis é um lugar que sou louco pra conhecer, mas a minha preocupação seria a forma que meus pais preconceituosos interpretariam o fato de eu viajar com alguém que eles sabem que é gay, então ensaiei uma maneira que causasse menos impacto...
Coincidentemente no mesmo dia, eu resolvi fazer compras com meus pais, e aproveitei que estávamos sozinhos no carro, inventei que o vizinho iria viajar com duas sobrinhas gatas, e havia me convidado blá blá bla...
Até me surpreendi, afinal eles não questionaram nada, deram apoio para eu ir...
Ao comentar com amigos sobre o convite, todos afirmaram que o vizinho estava afim de mim. Tudo bem que às vezes sou tapado, não percebo quando estão afim de mim, mas nesse caso era algo fora de cogitação, afinal os garotos que já vi com o coroa, eram bem melhores do que eu, além de malhadinhos, ou seja, creio que o vizinho não estava com má intenção...
Fiquei animado, empolgado,  eu já estava fazendo planos de muita diversão, apesar de que, não saberia o que falar, caso na viagem ele questionasse algo sobre a minha sexualidade, mas provavelmente eu me abriria com ele, pelo fato de aparentemente ele ser maduro, mostrar confiança, mas caso ele quisesse algo comigo, sem chances....
Dias atrás ao conversar novamente com o vizinho coroa, ele insistiu para eu conhecer sua casa, sua piscina pra provar que tem mania de limpeza, e para não fazer desfeita, eu apenas entrei  por alguns minutos na sala, vi um retrato que provavelmente seja de sua falecida esposa, mas preferi não entrar em outros cômodos, na realidade eu queria saber sobre a viagem, e ao questioná-lo, infelizmente ele retornará de viagem na segunda feira dia 02/01, e nesse dia eu irei trabalhar.
Logo em seguida, um garoto chegou, eu inventei uma desculpa e caí fora para que ele pudesse dar atenção à sua visita...
Quando achei que eu iria ter um reveillon marcante, infelizmente não deu certo, apesar de que eu não ficaria a vontade, pois nem temos intimidade, além disso eu me sentiria deslocado na casa da família dele, mas de qualquer forma, fico na esperança de futuros convites.
Hoje eu resolvi passar em casa no horário do expediente e fiquei indignado com a mera coincidência, pois um garotão que tenho contato diário pelo fato dele prestar serviços pra empresa em que trabalho, estava entrando na casa do coroa, enfim, nem acreditei em tal possibilidade, pois eu vivo pagando pau para o garotão, mas sem expectativas, afinal ele é casado...
Espontaneamente eu fiquei chateado, com uma inveja espontânea, misturado com ciúmes, sei lá, afinal eu sempre admirei o garotão, jamais imaginaria que ele curte algo, apesar de que não há provas concretas, nem posso julgá-lo.
Não vejo a hora de estar de frente com o garotão e jogar uma indireta nele pra ver sua reação...
Como eu queria ter o dom de envolver e conquistar as pessoas...

sábado, 24 de dezembro de 2011

É Natal...

Desde quando deixei de ser criança, eu perdi todo aquele encanto pelo Natal, pois antigamente essa data tinha um gostinho de "inocência" que era empolgante.
Além de me sentir atraído pela simpatia do Papai Noel, eu ficava fissurado com o clima natalino, com os enfeites, mas atualmente os dias passam tão rápido que nem tempo e vontade eu tenho de entrar no clima.
Naquela época eu contava os dias para ficar de férias do colégio, almejava os presentes, ia viajar para a casa dos avós... Tudo era brincadeira, não havia responsabilidades e muito menos problemas...
Embora atualmente a minha vida não seja problemática, graças a Deus não tenho do que reclamar , pois "probleminhas" sempre existirão, e não seria justo eu refletir ou buscar resolvê-los justamente na época do Natal, como muitas pessoas fazem, por isso, nesse Natal eu não quero reclamar e nem lamentar, quero refletir coisas positivas e agradecer acima de tudo, afinal eu tenho o meu maior tesouro, o meu alicerce que é a minha família viva próximo de mim, e torço para que continuemos vivos por muitos anos, para desfrutarmos desse momento familiar...


A vida não é fácil nem para Papai Noel... Esse vídeo mostra de maneira cômica e hilária que há pessoas em situações bem piores...



Viver é aceitar cada minuto como um milagre que não poderá ser repetido. 
Feliz Natal e Boas Festas a todos nós.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Eterna saudade

Posso parecer louco, incoerente, sem noção, mas isso pouco me importa, afinal conversamos tantas vezes, você sempre dava um jeito de responder, seja no olhar, nos gestos, nas atitudes, no miado que você emitia, afinal você foi uma [gata especial], tinha atitudes de um cachorro por ser companheira, por estar sempre próximo de mim, e pela sua inteligência.
Tão inteligente que percebeu que de todos na família, eu sempre fui o mais carente, solitário, e assim, você se apegou a mim, sempre fazia questão de estar comigo, seja no sofá assistindo televisão, no meu colo, na minha cama, ou  na escrivaninha enquanto eu passava horas na frente do computador, sempre demonstrando ser uma [companheira fiel]
Infelizmente nada é eterno, convivemos por quase 14 anos juntos, você foi persistente, forte, conviveu por 1 ano com seu tumor maligno na mama que já havia estourado, e pela sua idade e pela gravidade do tumor, cirurgia não iria te curar, e nesse período de 1 ano você vivia enrolada em ataduras.
Eu que sempre tive nojo, receio de sangue, de fraturas expostas me prontifiquei a cuidar de ti, a fazer todos os dias os curativos, ambos já tínhamos acostumados com a rotina, você por se comportar direitinho enquanto eu cuidava de você, e eu por ter deixado o receio de sangue.
O problema foi agravando, o tumor foi aumentando, outro tumor estourou entre as patas da frente, você exalava um odor forte, mas nem por isso lhe desprezamos, deixamos você fazer tudo o que sempre quis, convivendo naturalmente conosco, pois não tem dor pior do que a dor do desprezo, e com certeza isso iria lhe ferir sentimentalmente.
Ultimamente você deixou de se alimentar corretamente, estava magra, sem forças...
Você sofreu, eu juntamente com minha família sofremos juntos.
Na segunda feira passada, ao cuidar de ti,  enquanto enrolava ataduras em sua barriga você mal conseguia ficar de pé. Aquela cena me deu uma dor no coração, me desabei em lágrimas, e passei um tempo te acariciando, conversando contigo, pois desconfiei que essa seria sua ultima semana de vida...
A sua fraqueza era notável, a noite você criou forças, subiu na minha cama e ficou próximo de mim enquanto eu usava o computador... Depois fomos dormir juntos como de costume, e como eu previ, seria nossa última noite juntos...
Ao acordar pra trabalhar, te encontro no chão, ao lado de minha cama, sem forças, respirando com dificuldade.  Te acariciei, conversei contigo pela última vez, afinal mais uma vez você provou ser a minha companheira, e fez questão de estar próximo de mim na suas últimas horas de vida...
Eu trabalhei triste, pensativo, e depois de 2 horas de trabalho, fiquei sabendo que você já não estava mais respirando, que havia nos deixado...
Tudo aqui lembra você, e para superarmos sua perda, preferimos jogar fora toda roupa de cama, lençol, cobertor, pretendemos comprar outra cama, outro estofado, pois esses móveis eram os seus prediletos para repousar, automaticamente eles lembram você,  nos causando dor... 
Ainda sinto seu cheiro, como de costume, chego em casa te procurando no jardim. Toda hora que entro no meu quarto eu te procuro na minha cama, esqueço de sua ausência e me seguro para não te chamar, inclusive se você estivesse aqui conosco, nesse momento tu estaria aqui do meu lado...
Dormimos juntos por mais de uma década, ontem pela primeira vez, dormi sozinho, ainda meio duro na cama, com receio de te derrubar, dormi meio de canto, pelo fato de que em todos esses anos você foi espaçosa. Agora eu preciso me adaptar a vida solitária, sem sua companhia pra dormir, sem você pra me ouvir, sem a sua presença próximo de mim...
Obrigado por ter me feito feliz por todos esses anos... Por mais que sentimos a sua falta, aos poucos as coisas se encaixarão... Com o passar do tempo, a dor diminuirá e a saudade aumentará, mas jamais esqueceremos de ti.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pegando no ferro

Detesto pegar no ferro, malhar não é o meu forte, a minha preguiça não me permite, mas já que agora conclui [meus estudos] e tenho a noite livre, quero ganhar massa muscular, por isso resolvi voltar a malhar, pois isso me ajudará a ter mais auto estima......
Há 3 anos atrás até tentei, na época eu dormia apenas 5 horas por dia, mas dava um jeito de malhar antes de ir para faculdade, e por mais que digam que malhar nos faz dormir melhor, o rendimento no trabalho e estudos são melhores, no meu caso não houve porcaria de melhora nenhuma, andava como um zumbi, tão cansado que só aguentei malhar por 7 meses.
Naquela época, visivelmente eu não notei mudanças no meu corpo, apesar que não tomei nenhum suplemento, mas a balança acusava que eu tinha conseguido ganhar 4 kg, mas assim que parei de malhar, perdi os 4 kgs adquiridos, ou seja, foi tudo uma ilusão, afinal depois que pára de malhar, perde tudo o que conseguiu... Impossível alguém conseguir malhar do resto da vida, por isso que muitos malhados estão engordando ou perdendo peso.
Prótese de silicone (antes e depois)
 Por isso eu queria ter dinheiro sobrando, ser mais prático, e colocar [prótese de silicone masculina] para definir meu corpo sem medir esforços, colocaria no tórax, bíceps, pantorrilha, coxas, bunda, deixaria tudo proporcional, mas já que não por enquanto não posso, o jeito é dar duro e puxar ferro.
Já que é moda malhar, não levando muito em consideração os benefícios e sim a estética, pois para ser atraente nos dias de hoje tem que ser definido, malhado, sarado ou bombado, cujo alguns "feios" se tornam mais atraente com o corpo em forma, não teve como eu fugir dessa prática, tive que deixar a preguiça de lado.
Fiquei confuso na escolha da academia, não queria frequentar um ambiente com sarados toscos e fúteis. No primeiro dia eu fiquei inseguro, não queria me sentir deslocado imaginando que as pessoas ficariam me olhando, reparando na carga de peso que eu iria usar, mas até me surpreendi, pois aparentemente o pessoal é sossegado, cada um faz os seus exercícios, apesar de que nos intervalos de descanso ou ao alterar os exercícios, sempre tem algum garoto olhando no outro. São poucos os garotos que se acham os "gostosões", esses eu busco ignorá-los.
Ignorar os garotos está sendo uma tarefa difícil, não é fácil estar no meio de garotos malhados, exercitando em posições sugestivas, algumas cenas são tão instigantes, mas busco concentrar em meus exercícios, evito olhar ao lado, não quero ter pensamentos maliciosos, quero apenas frequentar aquele ambiente pra cuidar exclusivamente de mim, evito ter olhares maliciosos.
Eu queria ser um estranho naquela academia, e queria que os garotos também fossem estranho pra mim, pois assim eu me sentiria melhor, mas infelizmente alguns garotos eu já conhecia de vista, já vi na rua, na faculdade, no shopping, e em outros lugares da cidade.
Pra minha decepção, um garoto da outra turma da faculdade, que se achava o "fortinho gostoso", cujo eu detestava, está malhando no mesmo horário que malho, de imediato, assim que nos vimos, espontaneamente ambos se cumprimentaram, até conversamos na semana passada, ou seja, 4 anos sem olhar na cara dele, agora que estamos tendo contato na academia...
O que me deixa indignado são aqueles garotos fortes, se olhando no espelho, alguns se achando, outros fazendo caras e bocas, se matando, pegando no pesado para adquirir cada vez mais músculos com intuito de impressionar os outros.
Muitos exercitam tanto o corpo, se dedicam tanto na malhação e esquecem de exercitar a mente, transformando em garotos sem conteúdo.
Os instrutores não se compara com os instrutores que eu já tive há 3 anos atrás, nem é pelo fato deles terem entre 30 à 38 anos, e sim pelo corpo, não se enquadram em malhados, definidos e nem sarados, tem uma pequena barriga saliente...
Quem disse que instrutor de academia tem que ser perfeito? Não necessariamente, mas eles tem que ser exemplo, afinal vivem numa academia, cuidam da forma alheia, e porque não cuidar-se também.
Não seria legal eu ir num dentista, cujo ele tivesse os dentes mal cuidados, esteticamente feios. Não seria legal eu ir num cabeleireiro, cujo ele tivesse um cabelo mal cuidado...
Embora faz apenas duas semana que estou malhando, espero permanecer firme nesse compromisso...

STAND UP - ACADEMIA (Hilário e realista)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Abandono familiar...

Como de rotina, nesta semana, ao fazer serviços externos para empresa, ao passar pelo mercadão da cidade, avisto alguns mendigos, sentados papeando. De costas, avistei uma mulher no meio deles, de imediato, como sempre, aquilo me deu pena, e ao vê-la de frente, notei que era a minha ex vizinha, com o seu cabelo preso, sem a chapinha que tanto usava, sem seus óculos de grau que necessita usar, sem aquela vaidade que sempre teve.....
Aquela cena só não foi mais chocante, porque meses atrás eu já tinha ouvido de minha família, que ela havia virando moradora de rua, mas busquei não acreditar no fato, apesar de que meses atrás eu a vi na rua, toda suja, mas eu estava no trânsito, passei rápido por ela...

A vida é tão cheia de mistérios, surpresas, e decepções, aquilo me fez relembrar da época em  que morávamos na mesma rua, cerca de 8 anos atrás, quando ela tinha apenas 17 anos de idade, e estava cursando o último ano do ensino médio.
Era perceptível que ela não tinha uma boa estrutura familiar, sua mãe era de baixa renda, não lhe dava a mínima, e um dos motivos que ela saiu de sua casa foi ter sido abusada pelo padrasto, por isso que ela morava com sua tia e primos, na rua de casa. Era visível que sua família fazia questão de explorá-las nas tarefas domiciliares.
Ela me "secava" com os olhos, me paquerava descaradamente, mandava bilhetinhos afirmando gostar de mim.... 
Uma época eu meio que fugia de sua inconveniência, ela sempre buscava me ver chegando ou saindo de casa, às vezes me chamava no portão para ficarmos papeando, as vezes nos faltava assunto, além de ouvir suas indiretas, 
Apesar de não ser bonita, era vaidosa, e o que mais me instigava, era os seus seios fartos, onde ela abusava nos decotes.
Extremamente complicado gostar de alguém, e não ser retribuído é pior ainda, por isso em sua frente, eu sempre  fazia questão de ser simpático, apesar de que nem sempre eu estava com um humor tolerável.
Depois de 3 anos morando na mesma rua, em 2005 , eu juntamente com minha família, mudamos de bairro.
Anos depois fiquei sabendo que ela havia se enturmado com um grupo de gays, há quem diga que ela estava saindo com garotas, fiquei com pena, pois ela não tinha amigos, pode ser que o fato dela ter sido acolhida naquele grupo, tenha lhe deixado curiosa afinal poderia ser uma fase de curiosidades, ou então ela tenha sido influenciada por eles, sei la....

Executei a minha tarefa, pensando no passado em que convivemos, ao mesmo tempo eu estava indignado com a cena que vi, e ao retornar, fiz questão de passar por ela, pois eu queria de certa forma, ajudá-la, mas de que forma? Afinal bater papos com ela naquele momento só a deixaria com vergonha de si mesma, por estar daquele jeito, naquele lugar, naquela situação.
Passei por ela, parei, questionei se ela estava bem. Óbvio que ela não estava, era evidente, porém ela respondeu de maneria tímida, que estava tudo bem...
Perguntei de sua família, se ela tinha contato com eles, ela afirmou que mantinha, depois contrariou, afirmando o óbvio, que não tinha. Eu fiz uma crítica rápida sobre a atitude de sua família, e aconselhei a buscar ajuda na casa de solidariedade, ou na prefeitura, pois de alguma, eles poderiam ajudá-la... Acho que fui além, afinal políticos não ajudam ninguém,. Tudo bem que existe albergue, mas não acolhe, apesar de ajudar...
E assim, finalizei nosso papo, e segui decepcionado para a empresa, não conseguindo digerir aquela cena, afinal como deve ser não ter lugar fixo para morar, não ter uma cama para dormir, não ter um banheiro nas horas que precisarnão tomar banho, não ter água e comida no momento da necessidade, não ter uma vida sociável, visto que a sociedade despreza os mendigos.
Além disso, o que houve, qual será o motivo pelo abandono familiar, apesar de que nada justifica, infelizmente ela está no fundo do poço, emprego é algo tão escasso, quem daria emprego para alguém que nem tem residência fixa? Além disso, essa vida que ela tem, está mais propícia a entrar no caminho das drogas, do álcool, da prostituição...
Ao chegar na empresa, enquanto estava pensativo na máquina de xerox, uma colega de trabalho chegou pra tirar algumas cópias, e acabei desabafando a minha indignação com ela, e fiquei empolgado com o que ouvi, pois ela disse que na igreja que ela frequenta, eles estão começando um trabalho para ajudar as pessoas que não têm casa, dando abrigo, roupas e ajudando de alguma forma essas pessoas que tanto necessitam.
Acho que eu havia desabafado com a pessoa certa, no momento certo, tenho esperanças que as coisas se encaixem na vida de minha ex-vizinha.
Eu só preciso que Deus a coloque no meu caminho novamente, afinal no dia seguinte eu passei pelo mesmo local que havíamos nos visto na esperança de vê-la, mas é óbvio que ela não estaria ali, afinal ela tem uma vida nômade, não pára em nenhum lugar.
Mas não perderei as esperanças, já deixei na minha bolsa o endereço da igreja em que ela poderá buscar ajuda, além de deixar o número do meu celular, para que ela me ligue a cobrar me mantendo informado sobre sua situação, só espero encontrá-la em breve.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

As piriguetes voltando da balada

Achei esse vídeo tão cômico, hilário, bizarro, não me canso de assistir...
Vale a pena rir de novo!!!

domingo, 11 de dezembro de 2011

O encontro com o Peão

Fazia mais de 8 meses que teclávamos por MSN, ele tem 28 anos, mora num sítio, dá um duro na sua rotina rural, além de tomar conta dos negócios da família, sempre demonstrando ser um garoto simples, humilde.
De inicio houve algumas sacanagens virtuais, aos poucos os papos foram se encaixando e ele não me via apenas como um objeto de desejo, começou a confiar em mim, a me ter como um "amigo"  que ele não tinha, ou não tem. Falava de sua vida particular, inclusive da possibilidade de ser pai, está esperando o bebê nascer para fazer o DNA, além de falar de sua rotina, de sua vida,, família, de seus desejos e do medo que ele tem das pessoas que ele convive descobrir que ele gosta de homens, afinal são pessoas com uma mente fechada...
No começo eu até desejei-o, mas pelas fotos, pela web cam, e pelo sutaque acaipirado que eu ouvi no micro fone, eu  fiquei decepcionado, vi que aquilo não era pra mim,... Mas nem por isso distratei-o, sempre lhe dava atenção, afinal a simplicidade e sinceridade que ele passava, me deixava satisfeito por ele demonstrar confiança em mim.
Mês passado, numa sexta-feira ao sair do trabalho, fui ao posto de combustível abastecer, e na minha frente havia uma pick-up, e ao lado um garoto, com uma calça toda suja de terra, usando um boné.
Enquanto eu aguardava a demora do frentista, eu fiquei olhando aquele garoto de cima embaixo, pois aquele estilo, aquele corpo de alguma forma havia chamado minha atenção. Ele me olhava de forma tímida, meio cabisbaixo....
Logo notei que aquele semblante não me era estranho, portanto eu precisava saber de onde eu tinha visto aquele garoto...
Eu tinha quase certeza de que era o tal peão que eu teclava, e o olhar dele me deixou na dúvida se ele havia me reconhecido ou não, e quando ele pegou no celular, meu coração acelerou, afinal ele tinha o numero do meu celular, se ele arriscasse me ligar naquele momento, ele iria ouvir o toque e concluir que realmente era eu...
Bobagens de minha mente, afinal eu nem tinha certeza de que era ele, e assim, depois que o frentista abasteceu, eu fui embora na dúvida...
No dia seguinte, coincidentemente conseguimos teclar, e ao questioná-lo, ele afirmou que era ele, e que mesmo sentindo vergonha por estar sujo, disse que havia me reconhecido e curtido, que depois daquele dia havia pensado muito em mim blá blá blá...
Até me senti atraído por ele, independente de estar sujo, o que é natural pela sua profissão. Pessoalmente ele é bem melhor do que em fotos ou web cam, me encantei com aquele olhar tímido, e assim marcamos de nos ver em breve, mas nunca dava certo pelo fato dele não ter tempo por trabalhar em 3 empregos, além disso eu vivia na correria da faculdade, e aos sábados eu ia para a balada.
Mas teclávamos sempre, ele sempre me xavecava, falava de certa forma com respeito sobre seus desejos para comigo, sempre deixando claro que mesmo que não "rolasse" nada entre a gente, me queria como seu amigo. Eu ia naquele "embalo", tinha horas que me sentia extremamente instigado por ele...
Ontem eu não estava afim de baladas, seria um sábado monótomo, nada de agradável, até que ele surgiu no MSN e por coincidência, ele também estava disponível, a assim marcamos nos conhecermos melhor, de papearmos às 22:30 hs.
Dei uma caprichada no visual e no perfume para fazer daquele simples momento, algo marcante pra ele...
A primeira impressão é a que fica, infelizmente todo aquele encanto que eu havia sentido quando nos vimos no posto, foi momentâneo, ou seja, ele não era aquilo que eu esperava, não me senti atraído...
Conversamos muito, e o fato de teclarmos há meses, ele sentiu-se a vontade ao meu lado, que apesar de ter confessado que estava trêmulo no caminho, havia se soltado de maneira espontânea e natural...
Fiquei surpreso com a sua simplicidade e felicidade, afinal os olhos dele brilhavam quando ele falava de sua dura rotina, em que ele sentia-se orgulhoso e admitia acordar feliz pelo o que faz.
Falava sobre fatos do passado, sem esconder sua humildade, demonstrando que temos que ser felizes com o que temos, e não buscando ser feliz com aquilo que não temos. Que isso me sirva de lição, pois preciso reclamar menos da vida, e me satisfazer pelo pouco que tenho...
Busquei lhe dar toda atenção, enquanto papeávamos dentro do carro, suas mãos acariciavam minhas pernas, mas eu estava muito sonolento, cansado, apenas ouvia suas histórias...
Instinto de homem é muito foda, como me sinto "puto" por muitas vezes ter uma mente pervertida, embora me esforço e até tento não me atrair por qualquer situação, evito cair "em tentação", mas é muito foda controlar os desejos e curiosidades, apesar de que era madrugada, além da lua cheia no céu e isso influi no meu tesão....
E ao irmos embora, fiquei imaginando suas histórias picantes que ele havia me contado horas antes sobre os garotos que ele havia saído, e de certa forma, mesmo ele não sendo um homem "atraente" eu senti a curiosidade de ver seu corpo, sentir sua pegada, e assim, como ele é tímido, eu propus algo, e seguimos para uma estrada tranquila de sítio, e ficamos nos amassos dentro do carro, curtindo a claridade da lua cheia.
Foi um tesão de momento, óbvio que não houve sexo, apenas simples sacanagens em que eu não fazia questão de beijá-lo, até evitei, porém ele insistia, demonstrando muita vontade, mas foi pouco correspondido com meus beijos sem vontade.
Cheguei em casa as 03:20 da madrugada, não me senti arrependido, mas meio culpado por ter me deixado levar por um simples tesão.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Comportamento Gay....

Toda vez que vou para a balada de bus, sempre vejo as mesmas cenas "escandalosas" de alguns gays que insistem em chamar a atenção de uma forma "vulgar", seja no terminal ou dentro do ônibus.
Embora, eu esteja "quase acostumado" em presenciar isso quando vou para as baladas, mas [no fim de semana passado] eu fiquei perplexo com as coisas que eu ouvia dentro do bus.
Mesmo estando sentado mais à frente deles, eu me senti "deslocado" e envergonhado em estar ali ouvindo todo tipo de "putarias", uma verdadeira zona, ainda bem que ninguém me conhece naquela cidade.
Há essa necessidade de falar alto em público, usar termos ridículos de baixo calão, falar de sexo de forma explícita no meio das pessoas, brincar ou tirar sarro do colega de maneira pejorativa , elogiar ou "dar indiretas" de forma "oferecida" e atrevida aos héteros, sem saber ao menos qual a opinião deles em relação aos gays, dançar com uma "música" que está tocando no celular.
" O fato de ser gay, precisa "causar" tanto assim num lugar público, onde há crianças, idosos, adultos de todos os tipos e cultura?
Será que as pessoas presenciando isso, irão agir com menos preconceito,e irão respeitá-los?
Tudo bem que cada um vive da maneira que lhe convém, além disso GAY representa alegria, uma alegria que muitas vezes deixam as pessoas admiradas, pasmas, alguns riem, outros agem de forma desprezível, outros se revoltam de forma preconceituosa.
Em toda empresa que trabalhei, inclusive na empresa atual, gays assumidos sempre estiveram  presentes, embora sempre têm preconceituosos, pessoas "quadradas", mas a maioria dos funcionários, na convivência diária simpatizam, dão muita risada, pois a maioria dos "gays assumidos" possuem uma alegria que contagia todo ambiente, criam piadas em todo tipo de situações, além de demonstrarem  capacidade, inteligência, dedicação e responsabilidade para com o trabalho, em que muitos ao conviverem nesse ambiente passam a admirá-los e aceitá-los.
Nem quero reprimir ninguém, cada um tem direito de agir e ser feliz como quiser, mas sempre respeitando o espaço dos outros e buscando respeito acima de tudo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fim da vida universitária

De certa forma eu lamento e penso: " Como me arrependo de não ter medido esforços para ter iniciado o ensino superior o quanto antes"
Tudo bem, tudo tem a hora e o momento certo, antigamente eu não tinha condições financeiras, além do medo e insegurança de não ter inteligência suficiente para dar cursar o ensino superior, bobagem de minha parte, afinal ninguém nasce sabendo, para isso que serve os professores, e não peguei nenhuma DP durante esse período universitário.
Tinha medo de iniciar os estudos e nesse período perder meus pais, cujo seria o motivo para eu não ter mais forças pra continuar... Mas graças a Deus, estamos todos vivos e saudáveis...
Eu tinha medo de assumir uma dívida por 4 anos e nesse tempo eu ficar desempregado e desistir por não ter condições de pagar as mensalidades....
Bobagem de minha parte, afinal fiquei [13 meses desempregado] e graças a Deus não atrasei nenhuma mensalidade...
Deixei de lado todo esse medo e insegurança tosca,  não tive opção, eu precisava realizar esse objetivo para não ficar para trás no mercado de trabalho, deixei as bobagens de lado e fui a luta, segui em frente com otimismo....
Apesar de que foi difícil eu começar a trabalhar na área em que me dediquei, afinal o mercado na área administrativa anda tão saturado, mas eu ainda tinha alguma esperança. Consegui [um emprego], depois de 4 meses fui demitido, e atualmente em [outro emprego], embora seja por contrato de 6 meses.
[tempo passou] de tal forma que nem acreditei que ontem foi o último dia na faculdade.
Finalmente meus 4 anos de estudos chegaram ao fim.  Dos 120 alunos que iniciariam o curso estive entre os 60 alunos que permaneceram até o final.
A sensação é dever cumprido, meio caminho andado, embora haja inseguranças, dúvidas, afinal um curso universitário é o começo de uma nova etapa nesse mercado tão competitivo, porém nada de acomodação, só resta planejar, analisar e planejar o futuro...
Só resta lembrar dos momentos complicados em que durante 2 anos eu ia dormir meia noite para acordar as 4:20 h da madrugada para trabalhar....
Do momento estressante de ter ficado desempregado por tanto tempo...
Além de relembrar de momentos simples, que serão inesquecíveis...
Da adrenalina em [colar nas provas] nos últimos 2 anos, afinal todos apelavam para essa "artimanha".
Das vezes em que eu "batia de frente" com os professores sem didáticas, das minhas gargalhadas altas que automaticamente todos na sala riam por achar minha gargalhada bizarra, cujo nesse ano as minhas gargalhadas foi motivo de eu [ser expulso da sala de aula].
Como eu me sentia privilegiado em conviver com garotas e garotos bonitos, o intervalo era uma [tentação], meu olhar se perdia com [aquelas pernas].
Infelizmente as amizades foram passageiras, momentâneas, cada um seguirá seu rumo, e as "panelinhas" dispersaram o grupo, foi uma turma dura de conviver por 4 anos...
Só me resta agradecer ao meu bondoso Deus por ter me iluminado e me guiado nesses 4 anos.
Em fevereiro eu pego no tão sonhado canudo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Héteros em boates

Ontem, por insistência dos amigos, depois de 26 dias sem [ir na balada] eu resolvi ir, embora eu estava cansado da mesmice, das mesmas pessoas, do mesmo lugar, das mesmas músicas.
De fato sempre me surpreendo e fico admirado com os malhados e sarados da noite, apesar de que muitas vezes, sem camiseta, eles estejam melados de suor, com mal cheiro, além da maioria dizer ser "Hétero" em busca de garotas, cujo na maioria das vezes eles têm êxito na caça, conseguem "pegar" a mulherada.
Eles chamam atenção do ambiente, são irresistíveis, embora alguns se acham a última bolacha do pacote, cujo eu nem faço questão de olhar, e muito menos admirar...
Meses atrás, eu passei horas na balada, na área de "fumantes" conversando com um garoto hétero que gentilmente havia puxado papos comigo no barzinho da boate.
Óbvio que foram papos normais, ele falando dele, das amizades e do respeito com amigos gays, além da preferência pelas boates, pelas músicas, e ambiente sem brigas.
Meu amigo disse que naquele dia eu teria chances, mas mesmo ele sendo bonito, tendo um corpo "gostoso", eu jamais me ofereceria, posso ser meio tapado para perceber as coisas, mas era óbvio que o garoto só queria papear para não ficar "segurando vela" para o casal hétero de amigos, e se eu tentasse algo com ele, eu provaria ser ignorante, afinal ser bem tratado e respeitado por um hétero não significa que ele quer algo.
Na última vez em que estive na balada, achei um garoto tão bonito, aparentemente sem necessidade de malhação, ele tinha um corpo perfeito, um jeito sossegado de ser, mas quando meu amigo tentou ajeitar ele pra mim, o garoto disse que estava acompanhado, cujo não vi ele com ninguém, tudo bem, foi uma desculpa esfarrapada, eu havia levado "um fora"...


A predileta da night "Rihana - We Found Love"
Mas ontem, por coincidência, esse mesmo garoto que havia me dado um fora,  ficou o tempo todo dançando perto de mim, afinal nem sabia, mas temos um amigo em comum, e acabei conhecendo-o, espero que ele nem tenha se lembrando que eu havia ficado afim dele naquele dia.
Rolou uma amizade bacana, visto que ele tem bons papos, foi prazeroso tê-lo próximo de mim, embora no ritmo da música era impossível conversar, mas na hora de ir embora, no ponto do bus deu pra trocar algumas idéias...
Apesar dele falar que é hétero, cujo vi ele desesperadamente na balada indo atrás de garotas, ele afirmou que uma vez estando chapado, beijou um colega gay na balada, e já beijou um travesti, afirmando não ter curtido.
Como me iludo com pessoas erradas, sempre me sinto atraído por garotos que dizem ser héteros, talvez o jeito másculo, o tom de voz me encanta, não resisto...
Mesmo morando em cidades diferentes, ele nos chamou para ir numa outra boate no próximo sábado, além de ter falado para o nosso "amigo em comum" passar o MSN dele pra mim...
Acho que ele deve estar meio "carente" de amizades, mas o bacana disso é que curti papear, além de ter ficado fissurado por ele.
De fato mesmo sem chances, não custa nada dedicar a uma amizade, visto que aquela beleza pode não ser pra mim, mas os papos podem acrescentar algo mutuamente, só me resta aproveitar essa amizade, respeitando-o acima de tudo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Amigos consumidos pelo vírus da AIDS

Ontem foi o dia mundial de combate a AIDS.  Um dia que me faz relembrar das pessoas que conheci , e que infelizmente morreram jovens por consequência dessa doença.
Só restam as lembranças... Uma síntese do post publicado [no dia 02/04/11]


Cazuza " O tempo não pára"

Conheci o San* no trabalho, cerca de quase 10 anos atrás, ambos desconfiavam da sexualidade um do outro, porém não tivemos a coragem de assumir um ao outro, ainda mais em ambiente de trabalho, em que a confiança é rara...
Ele era muito zueira, alegre, não se preocupava muito com os outros, era bonito, pele branca, cabelos pretos tingidos, olhos bem verdes, seu olhar chamava atenção de todos no trabalho, tinha um corpo esbelto, sorriso perfeito, as garotas sempre paqueravam-o, quando ele falava que era gay, elas nem acreditavam... Depois de alguns meses tivemos afinidades e nos tornamos amigos.  
De fato eu não tinha amigos gays na época, por ter me mudado recentemente na cidade, e através dele, conheci o J*, seu melhor amigo,  tivemos afinidades e nos tornamos amigos.
Alguns meses depois o San* foi demitido da empresa, e foi trabalhar no shopping. Ás vezes eu e o J* iamos no shopping após o expediente do San* , e ficávamos zuando, rindo falando bobagens, e através do San* eu conheci seu amigo de trabalho, o Re*, um garotinho baixinho, de olhos verdes, um pouco mau cuidado e timido, na época ele tinha acabado de terminar o namoro com uma garota para assumir-se gay perante a sociedade......
Em um sábado em que nós 4 estávamos papeando, o San* queria ir numa boate na cidade vizinha, eu fiquei muito afim de ir, afinal seria a 2ª vez que eu iria numa boate...
Embora fosse fora de hora, pegamos o bus rumo a casa do San* em um bairro distante mas até eles se arrumarem ja passava da meia noite, já não havia mais onibus para irmos á cidade vizinha, e o San* sempre sem noção, deu a idéia de pedirmos carona na estrada, eu muito medroso neguei, mas o J* e o Re* insistiram, portanto eu não tive outra saída, a não ser acompanhá-los.
Eu torcia para que ninguém nos desse carona, afinal tinha muito medo de ser roubado no percurso ou até mesmo assassinado.
Portanto ficamos da 01:00 h até 02:30 hrs da madruga na estrada, e como não obtivemos êxito, voltamos para a casa do San* e na monotomia de não ter nada para fazer, sem sono, cujo o primo do San* estava dormindo, resolvemos jogar o jogo da verdade... E mesmo assim estava monótono, e 4 adolescentes juntos, descobrindo a sexualidade coisa boa não poderia sair....
Tivemos a idéia de rodar o controle remoto da TV na mesinha de centro, e para quem o controle mirasse teria que rolar sexo. Eu agitei bastante, pois no quesito agitar eu sempre fui bom...
Embora fossemos todos amigos, cujo nunca me via fazendo algo com um deles, já que eu estava naquela situação, quem  mais me despertava curiosidades era o San*, portanto ao rodar o controle remoto, saiu o San* junto com o Re*, e automaticamente eu com o J*.
Fomos todos para a garagem,  no escuro realizar o ato sexual, cujo, e mesmo que eu tinha agitado, na época, eu meio timido, retraído, sem experiência, sentei no sofá da garagem e inventei que eu estava com sono e  passando mau , o J* ainda insistiu algo comigo, mas não conseguiu nada, pois eu me sentia deslocado em fazer aquilo entre amigos...
Enquanto isso o San* estava mandando brasa no Re*, cujo o J* sozinho naquela situação, foi participar, ou seja, fizeram uma orgia. O San* revezava com o J* para pegar o Re* de 4 na garagem...
Eu fiquei fingindo estar dormindo, mesmo no escuro eu assisti toda a cena sentado no sofá da garagem...
Terminado o ato, o Re* foi embora, e no dia seguinte viemos embora...
A amizade continuou a mesma, nada mudou entre a gente. Nosso contato durou por uns 8 meses, pois com o tempo, o que é natural, fomos todos nos afastando, afinal seguimos caminhos diferentes, e o tempo não pára, surgiram novas amizades, raramente nos víamos em algum lugar, ou nas baladas, boates...
Em suma, 
 Depois de alguns anos, descobri que o J*, falava mal de mim por trás, se era por inveja, ódio espontâneo, eu não sei, pois nada justifica, visto que sempre tratei bem, atualmente não nos falamos, por coincidência vi ele semana passada.


O Re* havia se degenerado, se corrompido de vez, não perdia tempo nas boates , vivia em Dark Roons, transava com 2 em uma noite. Não se importava com a opinião de ninguém, queria ser feliz de seu jeito.
Uma vez ele disse que iria à São Paulo com intuito de ganhar a vida como garoto de programa, pois segundo ele, iria faturar muito no mês. Às vezes via ele nas baladas, meio acabadinho, cujo eu nem o reconhecia...
Anos depois fiquei sabendo que ele morreu de AIDS.  Nem acreditei quando fiquei sabendo, afinal tão jovem... Lamentável o ocorrido, fiquei com muita dó dele...

O San* ás vezes o via nas baladas, ele havia se bombado, estava fortinho, e anos depois fiquei sabendo que ele estava morando com seu namorado...
Lembro que anos depois, a ultima vez que eu o vi, foi em seu trabalho numa clinica, cujo fui atendido por ele, mas apenas nos cumprimentamos...

Aproximadamente quase 3 anos atrás, uma amiga veio me falar que o San* havia descoberto que tinha AIDS, e 3 meses depois veio a óbito, pois ele optou por não fazer o tratamento.

Eu fiquei triste, nem acreditei, afinal naquela época, todos jovens, inocentes, inexperientes, com muitos planos, expectativas de vida, e mau podia imaginar que depois de mais ou menos 8 anos, tanto o Re* quanto ao San* iriam morrer tão jovens...

Além desses amigos, muitos afirmam que ano passado, um [garoto que eu não suportava] tenha falecido pelo mesmo motivo.


Se foi descuido, imprudência ou acidente, eu não sei, aliás isso pouca importa, nem quero julgá-los.
Eu acredito que preservativo não garante 100% de proteção, além disso, há casos que ele estoura, e ambos não percebem, ou empolgados com a situação não se preocupam, não se importam com o risco existente.
Há casos em que pessoas propositalmente fazem um pequeno furo no preservativo, ou por distraimento, insistência, esquecimento fazem o sexo sem preservativo.
Infelizmente pessoas "ainda" acreditam que as chances de contrair o vírus através de preliminares, "pegação", e até sexo oral são tão mínimas, que nem levam a sério.
PURA IGNORÂNCIA...
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