segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Medo do preconceito, intolerancia da sociedade...

Não sei como explicar o fato de eu ser bissexual, gay...  Enquanto alguns julgam a situação do gay ser pura safadeza, cujo algumas religiões pregam o homossexualismo como coisa do "Diabo", nem mesmo a ciência consegue explicar. Se foi destino, vontade de Deus eu nao sei, só sei que já lutei de todas as formas contra minha situação sexual ( nao julgo opção sexual, pois opção é uma alternativa, nos quais você tem opção de escolha, e nesse caso eu nao tive escolha, não escolhi gostar de homens...). Já namorei e fiquei com muitas garotas, ja evitei ao máximo sair com kras, ja me revoltei com a vida, não me aceitava como gay....Até que no dia que eu fui em uma boate, pude ver quantos caras bonitos estavam na mesma situação que eu, e demonstravam ser felizes... Em resumo, tudo o que fiz foi em vão, pois os meus desejos por homens continuavam.... E aos poucos fui me aceitando...
Mas o fato de eu ser gay, busco sempre descrição, evito estampar o que sou, ou até mesmo falar para os outros, pois isso é uma particularidade, intimidade minha, nao tenho motivos para falar sobre isso com qualquer pessoa, tanto que nos ambientes que trabalhei, jamais comentei ou afirmei algo, apenas para uma amiga hétero, q descobriu, pois ela conhecia meu ex namorado, e ela sempre me apoiou em tudo... Já na facu, nunca falei nada... Minha família não sabe, e busco não pensar na reação deles ao saber algo, pois sei que será dificil...
Procuro me comportar normalmente, evitando transparecer algo, pois to ciente do preconceito de todos...
Hoje assistindo ao fantástico, sobre a polêmica dos garotos que foram espancados na avenida paulista em SP, enfim, uma matéria completa abordando os preconceitos vividos pela sociedade, como: preconceito social, racismo, xenofobia, principalmente sobre sexualidade "Homofobia", cujo descobriram até grupos neonazistas...

Independente desses casos do video acima, algums amigos me julgam dizendo que tenho "Pânico do medo", pois eu tenho medo de ser roubado, de apanhar na rua, enfim, mas me considero prudente, e nao com pânico, até porque ja fui roubado uma vez, onde além da violência, perdi apenas um relógio, nos quais implorei para ele nao fazer nada comigo... Acho que isso se tornou um trauma atual.
Mas realmente eu nao gosto de andar a pé, pois nunca sabemos o que se passa na cabeça das pessoas com quem podemos cruzar na rua, pois há muitas pessoas de má fé como bêbados, drogados, ladrões, guangues... Só estou indo à facu a pé de vez em quando, porque é no centro, ficando 800 metros de casa, ou seja, é pertinho, e caminhar faz bem, tira o estresse, espairece um pouco, estou precisando disso, e esse horário de verão é um convite para andar a pé no horario das 19 hrs...


Não gosto de ir em festas públicas, desses tipo de graça, que acontece em praças, ruas, pois além de raramente eu curto o evento, pois nao sou eclético, ainda tem a situação que por ser de graça, vai pessoas de todos os tipos, alguns de má fé, e exageram em drogas, bebidas, e acabam se tornando agressivos, irracionais, além desses lugares nao ter muita segurança... Eu prefiro festas pagas, restritas, onde estou ciente do nível do público que frequenta, e da segurança do local...


Quando saio com amigos, gosto de estacionar o mais proximo do local do evento, pois quando junta muitos gays, alguns extrapolam, e algumas atitudes pode gerar reações agressivas das pessoas...
Uma vez, mesmo eu estando em uma praia propicia á gays, por nao ser um lugar fechado, haviam familias, héteros no calçadão, mas meu ex namorado queria andar de mãos dadas comigo, e achou ruim por eu nao querer... sei lá, acho q tenho uma cultura japonesa, embora nao tenha nada de japonês, mas acho legal a maneira deles agirem, pois nao demonstram afetos, carinhos em publico, são restritos... E no meu caso, acho que certas atitudes, dever ser restritas, afetos com alguém somente entre amigos ou lugares 100% seguro. Mas ja vi cenas de afeto entre gays na saída da facu, na pracinha, sentados na grama se acariciando, ja vi também no metrô em SP, nas ruas em SP... Vi também alguns casais de lésbicas andando de mãos dadas no centro da cidade durante o dia, nos quais sei lá, acho não fica legal uma criancinha presenciando isso, mas....Cada um vive como quer....


Mas atitudes de preconceito há em todos lugares, até mesmo entre os próprios gays, pois alguns desprezam o outro pelo fato dele ser assumido, afeminado, enrustido, bissexual, passivo, travesti, lésbica, enfim, ja ouvi tanto comentários desse tipo... 


Óbvio que tenho que viver sem se preocupar muito com os outros, e nao me considero com pânico ou encanado, pois o importante é a minha felicidade, mas não quero correr riscos, agir com prudência pode evitar confusão.
Óbvio que o video acima, deixa transparente que as vitimas nao tiveram nenhuma culpa pelo fato ocorrido, já os agressores, sem comentários, continuam vivendo normalmente na sociedade...

2 comentários:

  1. Minha vida é assim: Tenho 19 anos e curso Letras em uma Universidade Federal que fica na cidade vizinha onde moro, mais ou menos 20 km. Sou gay, assim como você sofri com isso na adolescia, dizendo a mim mesmo que seria uma fase, que passaria. Fiquei com algumas garotas, cheguei até mesmo a namorar com uma, mas nunca senti tesão ou atração, nunca me apaixonei por nenhuma delas. Hoje, sei e aceito perfeitamente a minha condição, mas meus pais e familiares não sabem. Tenho medo da reação que terão quando descobrirem, pois por mais que eu fale sobre este assunto em casa, eles ainda possuem aqueles pensamentos preconceituosos passados de pai para filho. Mesmo assim não consigo negar para ninguém, entende? Se ninguém perguntar, não falo nada, mas se perguntar, digo sim, que sou gay. Isso também vale para meus pais. Sei que vou sofrer se eles descobrirem, mas se me perguntarem confirmarei. Outra coisa que não faço mais é ficar me contendo. Vivo exatamente como quero viver. Na faculdade sabem sobre mim, até porque tenho e ando com muitos amigos gays e lésbicas. Vou á baladas GLS e se rolar, até beijo garotos nas ruas. Sabe por que faço isso? Acredito que as pessoas devem se acostumar sim, não quero viver escondido. Eu quero poder expressar meus sentimentos onde quer que seja. Claro que não vou fazer em lugares impróprios, digo no cine, vendo um filme de romance ou andar de mãos dadas no shopping. Por muito tempo tive medo de sofrer agressões ou insultos, mas agora sinto tanta necessidade de me impor, de não fugir de minha identidade.

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  2. Fico feliz com seu comentário, e noto que de alguma maneira, alguns gays passam por situações parecidas, como de inicio não se aceitar, imaginar a reação da familia ao saber algo...
    Noto que você já pensa e age de uma maneira madura, sabe o que quer, e vive como quer, certíssimo você!

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