Como é foda e complicado sair para passear com um ficante e ter que segurar os desejos e a vontade de acariciá-lo, dar-lhe carinho e beijá-lo, assim como os héteros fazem nos shoppings, praças, ruas.
A sociedade não está preparada para presenciar cenas entre gays, porém independente de eu ser enrustido, jamais teria tal coragem.
Até admiro as histórias que o [ Raphael Martins ] me conta por telefone, as atitudes que ele tem com seu namorado em publico demonstram muita coragem.
O meu ficante [ Na* ] , é mais abusado, atrevido e desencanado, o oposto de mim, pois estou ciente que sou muito encanado, desconfiado, que me preocupo muito com o que os outros irão falar ou pensar ao meu respeito.
Porém constantemente sou vitima de criticas do meu ficante Na*, ironizando e provocando as minhas encanações. Mesmo sabendo que eu não gosto de certas atitudes em público, ele age de maneira atrevida, discretamente encosta em mim, dá um jeito de pegar em minhas mãos, em meu corpo, acariciando-o, ele sempre dá um jeito de aproximar-se de mim para tocar-me discretamente.
Porém só me resta sairmos como se fossemos amigos, trocando apenas palavras carinhos, os gestos e os desejos eu prefiro segurar e me privar para um momento a sós...
Foi assim numa tarde no parque em que ao jogarmos voley, ao aproximar-nos, ele dava um jeito de tocar-me. Se foi piquenique eu não sei, mas foi gostoso saciarmos a fome e descansarmos trocando palavras carinhosas.
Em seguida quando fomos jogar uma partida de futebol no gramado do parque, ambos se encoxavam durante os dribles, além de nossas mãos percorrerem o corpo um do outro.
Mas isso era pouco perante ao atrevimento dele, pois ele me agarrava querendo me beijar, e por mais que estava anoitecendo e haviam poucas pessoas no parque, eu não me sentia seguro fazendo aquilo. Me sentia tenso como se estivesse fazendo algo fora do comum.
Porém meu desejo conseguiu ser maior do que meu medo, e não resistindo suas provocações em meio aos dribles, enquanto corríamos atrás da bola, ele me agarrava e beijava-me.
Em outros passeios como shoppings, hipermercados em que tenho meu hábito de ir com jeans sem cueca, nos quais a fragilidade aumenta, eu busco resistir e não cair em tentação, porém ele provoca, apalpando-me para ter certeza de que estou sem cueca.
Em um outro parque que fomos, todo meu estresse devido sua demora, foi compensado logo na chegada, quando fomos andar de teleférico, cujo a paisagem e suas palavras juntamente com suas atitudes me fizeram derreter-me. Eu me sentia um aventureiro em receber seus beijos nas trilhas em meio a natureza.
Os rolês de moto ainda é motivo para divergência, visto que ninguém que ir com o outro, e sair em duas motos é desnecessário, porém estou perdendo o meu pavor de andar em garupa de moto e estou deixando a minha moto de lado para ir com ele em sua moto.
Aos poucos estou me adaptando, e apesar dele insistir para que eu agarre em sua cintura, abraçando-o e acariciando-o, mesmo que ninguém me reconheceria a noite de capacete, eu não me sinto um homem agarrando outro homem numa moto, apesar de que nem tenho essas frescuras se vou parecer ou não um homem, porém nessa situação, inexplicavelmente eu me sinto estranho....
Mesmo não curtindo cinema, filmes, principalmente legendado, acetei seu convite e fomos assistir "Se beber não case 2", cujo foi até melhor do que eu esperava, e na última fila do cinema quase vazio ficamos trocamos carinhos... Ás vezes me sinto um criminoso por ter que agir escondido.
Aos poucos vou mudando , cedendo certos desejos e atrevimentos dele, e assim vamos levando o nosso caso, agindo como grandes amigos perante a sociedade.
Por mais discretas que sejam as atitudes e a maneira dele agir, por mais irresistível que seja, se alguém presenciar nosso lance, eu não me sentiria bem.
Confesso que sou muito encanado, cada um vive e age de um jeito, e tenho medo de decepcionar minha família, e não quero ser falado pela sociedade, apesar de que sempre haverá motivos para sermos falados.
Na ausência de uma amizade "confiável" para desabafar, compartilhar momentos, segredos, expor sentimentos, sensibilidades, emoções, defeitos, dramas, frustrações, dúvidas e opiniões, eu utilizo este "cantinho" como ferramenta de escape para suprir esta necessidade interna de comunicar, este impulso irreprimível. Além disso, aqui podemos compartilhar e discutir assuntos nos quais no dia à dia não temos a oportunidade.
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Cara, vergonha é roubar e não ter como carregar !! rsrs
ResponderExcluirJeans sem cueca? 0_o
Tenso !
Abcs!
eu e o meu namorado evitamos contactos físicos quando estamos em público, embora apeteça coisas tão simples como dar a mão ou um beijo na face. Sinceramente, é para evitar sermos falados e que nos apontem o dedo.
ResponderExcluirBem, eu aprendi que somos nós mesmos quem primeiro deve aceitar nossas demonstrações de carinho como algo normal! Se pra gente é algo estranho, quem dirá pra sociedade, não é mesmo? Ah, esse direito todo mundo tem... Acredito que até precisamos dessa visibilidade! Bjo!
ResponderExcluirIsso tudo é um processo, espero que sua situação melhore e não precise se podar tanto em certas atitudes.
ResponderExcluirO bom é poder ser o que somos em qualquer lugar mas óbvio que cada um possui suas limitações pessoais e sabe onde o calo lhe aperta.
Abração.
Desencana moço. A vida é curta e ninguém tem nada com sua vida. Viva sem amor plenamente em todos os lugares, é claro que pra tudo tem um limite.
ResponderExcluirBjux
Amigo, a vida é uma só e deve ser vivida plena e abundantemente ... o importa na verdade qto ao q somos, ao q queremos e fazemos é só nós mesmos ...
ResponderExcluirSe você aceita que as pessoas, por mais bem intencionadas que sejam,dirijam sua vida, pode estar certo que sua vida será um barco a deriva. Acho que você deveria se permitir mais...Na familia cada um tem que achar a felicidade, sempre respeitando o outro.
ResponderExcluir... curta essa "putaria" sem culpa, sem amarras... temos que nos livrar dessas amarras pra poder viver melhor.Não adianta vc querer fazer bonito para família, se seus pais te respeitam aceitará a sua posição. Evitar viver só te faz falso com seus sentimentos, traindo a si mesmo!
Viva!
Fala Ro Fers!
ResponderExcluirEu me vejo muito em seus relatos cara, somos bem parecidos! Todas as situações que você descreveu eu já passei, mas hoje em dia sou bem menos desencanado com isso.
Quando ia visitar meu ex no RJ, eu agia como se fôssemos grandes amigos. Andávamos sempre rindo, conversando um do lado do outro, tocando no ombro, um abraço de amigo e ás vezes lhe dava um beijo no rosto.
Em restaurante, shopping, supermercados e etc, sempre preferíamos ficar mais "isolados" para que nossa conversa pudesse fluir melhor, sem atrair tantos olhares.
Me lembro que certa vez, estávamos saíndo do shopping e paramos na esquina. Olhei o ex, lhe deu um abraço e um beijo no rosto e disse:(Te amo!) e do nosso lado, passava um casal hétero. Me lembro da reação e feição da mulher ao nos ver naquela cena, ela perguntou ao namorado:
(São namorados?) -cara de espanto.
(Parace que sim!) -respondeu sem olhar
(Nossa, nunca ia imaginar, nem parece!)- incrédula.
Rímos da cena até chegarmos ao hotel.
Aqui na minha cidade eu prefiro agir com mais cautela pois cidade pequena é uma merda, mas mesmo assim, não deixo de fazer o que gosto devido aos olhares alheios.
Te entendo perfeitamente Ro, e pode ter certeza, uma hora isso passa, e você vai acabar ligando o "Foda-se!", rs!
Grande abraço, cara,
Eduardo.
Cuidado com o Pietro, Ro... é perigoso... ahahahhaha
ResponderExcluirCara, tudo passa...
até UVA PASSA !!
Depois me conta de DR...
Hehehe... Sou um Puto de um Santo Raphael... pare com isso!
ResponderExcluirJá tô sabendo que ele gostou de Salvador e que essa BOCA é real(Fico todo duro com essa boca)...
... Só basta ele achar a Pimenta certa para o tempero dele.
Tô aqui só pra ajudar!
Rs!
Cuidado pra não arder a língua, com tanta pimenta... kkkk
ResponderExcluir@ Raphael Martins - Sim, entendo seu ponto de vista, mas para mim essas palavras são teóricas, na prática a história muda...
ResponderExcluirForte abraço!
@ Speedy - Penso e ajo como tu, afinal melhor evitar falações, visto que tenho pavio curto...
Forte abraço!
@ Jean Borges - Infelizmente eu não tenho essa coragem, ajo com muita discrição, embora admiro que aja assim...
Forte abraço!
@ S.A.M - Tu tem toda razão kra, perfeitas suas palavras, mas infelizmente eu ainda não tenho tal coragem, embora era cobrado por ele...
Forte abraço!
@ Wanderley Elian - Então cara, meio travado, desconfiado e encanado eu busquei curtir o momento, embora meus limites em certos lugares foram maiores que "o normal", e isso é foda...
ResponderExcluirForte abraço!
@ Paulo Braccini - Vivo com tanta discrição a troco de que? Absolutamente nada, pois sempre terão um motivo para falar da vida alheia. Porém é tão foda eu desencanar de certas coisas, evito tudo o que é motivo de falações...
Preciso rever meus conceitos...
Forte abraço!
@ Piettro Pimenta - Porra! Belas palavras cara... Realmente eu preciso acordar e dar um rumo à minha vida...
Forte abraço!
@ Eduardo Paiva - Que bom que tu de tornou mais desencanado, isso é bacana... Embora entendo com é morar em cidade pequena, todos cuidam um da vida do outro...
Fato bacana ocorrido no RJ....
Forte abraço!
@ Raphael Martins - A "DR" (discussão de relação) está no próximo post, cujo acabou de maneira impiedosa...
ResponderExcluirForte abraço!
@ Piettro Pimenta - Ah sim! Curti muito Salvador. Quanto a boca e a pimenta, eu nao estou entendendo....rs, sou meio lesado...
E agradeço pela ajuda e pelos conselhos, afinal de alguma forma todos comentários são construtivos...
Forte abraço!
Oie sou o Fábio Mariz do blog Mariz.Moda mega adorei o seu blog, tenho um blog de Moda Masculina faça a sua visita e seja um de nossos seguidores, sim estou seguindo o teu bloguito … abraços!
ResponderExcluir(http://marizmoda.blogspot.com)
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@ Fabio Mariz - Ok kra, irei conhecer seu blog, afinal é sempre bom ficarmos antenado na moda...
ResponderExcluirObrigado
Forte abraço!