quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Adoção de crianças

Semanas atrás após o almoço, como de costume fui papear com os 2 garotos do meu setor quando fui questionado por eles sobre o que acho dos gays adotarem crianças...
A princípio me assustei com a pergunta, meus complexos e neuroses me fizeram imaginar que eles estariam desconfiando de minha sexualidade, mas ao questioná-los o motivo da pergunta, eles esclareceram curiosidades pelo fato de um deles ter lido uma matéria na revista sobre a adoção que o cantor Elton John havia feito...
Fui sincero na resposta, e argumentei de maneira objetiva que sou contra a adoção, não detalhei muito à eles os pontos negativos dessa questão, pois, não houve um debate pelo fato de que todos tinham a mesma opinião...

Sempre achei desnecessário um casal de gays adotarem crianças, "acho" que dá para ser feliz sem essa necessidade.
Infelizmente a sociedade não está preparada para isso, e com certeza as crianças sofreriam bullyng, seja no colégio e em outros lugares, principalmente no dias das mães e dos pais. ..
Lamentavelmente as brincadeiras, os falatórios, o preconceito de uma forma geral, fere sentimentalmente, enfraquece profundamente, além de causar mágoa, tristeza e revolta, e afirmar que não é atingido pelo preconceito ou desprezo é uma fantasia, pois automaticamente qualquer um se abala.
Até os próprios familiares dos gays são atacados, e são vítimas de sarro.
Se para um adulto é tão difícil ter uma estrutura emocional diante dos preconceitos, imagina as consequências para uma criança.
Mas cada um vive como quer, cada um tem uma maneira de buscar sua própria felicidade.

24 comentários:

  1. acho que a questão está mais ligada ao fato de se desejar ou não os filhos do que a adoção por gays em si e, nesse quesito em particular, discordo totalmente de você, acho que os gays não só podem como devem, sendo de sua vontade, adotar pois quem disse que homossexualidade é sinônimo de disfunção familiar?

    o oposto, creio mesmo que mais casais heteros sejam péssimos pais do que gays que já tiveram que passar poucas e boas para fincar seu relacionamento ante a sociedade. fácil? nem um pouco mas há que se ter um começo e precisa mesmo passar por tudo isso para tirar debaixo dos panos e por à prova que independente da orientação sexual o mais importante é que sejam pessoas conscientes de que estão a decidir o futuro de alguém que dependerá deles por muito tempo senão a vida toda, isso conta mais do que com quem se vai para a cama.

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    1. Sim, pode ser que a questão envolva mais o desejo em si de se ter filhos, e concordo que há muitos héteros relapsos, irresponsáveis, e que os gays têm capacidade de acolher, de educar, dar amor, mas será que muitos têm essa consciência descritas por ti? Afinal não basta ter um relacionamento hoje e querer ter uma criança amanhã, há várias questões por trás disso.
      Forte abraço!

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  2. Crianças sofrem e sempre sofreram com bullyng por diversos motivos que não o fato de ter pais gays.

    A diferença está na educação e no apoio emocional que recebem para lidar com tais adversidades, o que é imensamente mais importante que evità-las, porque qualquer um que tenha vivido um pouco sabe que evitar adversidades é evitar a vida.

    Quanto a sociedade não estar preparada, bem se for pra esperar ela estar preparada é para esperar sentado, é com ações que se promovem mudanças.

    Antes mesmo da legalização, antes mesmo até de se falar nesse assunto, sempre houveram casos (isolados é claro) de pessoas criadas e educadas por casais gays que se saíram bem, hoje com a sociedade progredindo nesse aspecto, lentamente, mas ainda sim progredindo não vejo o porquê de tanto drama.

    Só espero que os pais gays mantenham a cautela, a preocupação que o fato de ter que provar que é capaz duas vezes mais que um heterossexual induz, continue, mesmo depois que a adoção torne-se corriqueira, porque isso pode resultar em criações incríveis.

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    1. O bulling sempre existirá, esse será mais um motivo para as pessoas buscarem a intrometer na vida alheia.
      Realmente isso envolve educação, mas infelizmente a sociedade "ainda" não está preparada para essa situação.

      Eu conheço casais de lésbicas que criaram e educaram juntas o filho de uma delas, e o garoto respeitava a demonstrava afeto com a parceira de sua mãe.

      Confesso que de imediato achei estranho aquele ambiente familiar, pelo fato de que na época eu não estava preparado com a situação, mas com a convivência passei a admirá-los.

      Concordo plenamente com suas palavras do último parágrafo, eu penso da mesma forma.
      Forte abraço!

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  3. Eu se fosse mais novo teria adoptado uma criança, já que ter um filho sempre foi um anseio que nunca será realizado.
    Por tal compreendo perfeitamente que haja casais homossexuais que desejem a adopção e sou completamente a favor da mesma.
    Para uma criança, abandonada, a viver num lar de assistência social, sozinha, será sempre muito melhor viver rodeada de amor e poder ter uma família.

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    1. Relaxa, idade é psicológico....
      Concordo que entre o abandono e um lar, é bem melhor para uma criança ter um lar.
      Não digo que os héteros tenham plena capacidade de educar e amar, mas uma criança é o fruto de um homem e uma mulher, então que isso se prossiga...
      Pode ser que o tempo me mostre o quanto eu estou sendo "ignorante"
      Forte abraço!

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  4. entendo q, enquanto direito todos deveriam tê-lo, mas eu jamais adotaria ...

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    1. Já li algumas vezes em que tu diz não ter paciência com crianças... hahaha.
      Crianças só é bom por 5 minutos...
      Forte abraço!

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  5. Eu não concordo com vc, realmente não concordo com nada. Acredito que vc deveria tentar superar alguns precocneitos que existem dentro de vc, pq se vc não aceita uma familia homoafetiva, vc não vai colaborar para o fim de tantos precocneitos.
    Mas cada um tem a sua opinião, e eu respeito isso!!!

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    1. Até concordo que tenho alguns preconceitos dentro de mim, mas nesse caso, é uma opinião pessoal, afinal sou gay, mas não concordo com todas questões homossexuais, embora respeito.
      Pode ser que a partir do momento que eu me aceitar como gay, eu seja menos intolerante.
      Forte abraço!

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  6. Oopa! Então... deixa eu dar um pitaco...
    Eu não sei, confesso que é sempre muito estranho pensar em todas as implicações, mas não posso deixar de ignorar que há pessoas dispostas verdadeiramente a adotar crianças e há um bando de crianças que precisam de alguém...

    Essas questões sempre vão existir independentemente dos pais... que nunca ouviu nada mesmo sendo hetero?! Apesar de não ser tão "tio", eu ainda me lembro da época em que as meninas ficavam grávidas e eram mães solteiras... no começo, era quase que uma marca, era um coisa comentada baixinho dentro das casas. E hoje, tudo mudou...

    É tudo uma questão de se acostumar... o que não significa que os "pioneiros" não vão sofrer...

    Abração e parabéns pelo blogue, sempre que posso dou uma passada por aqui.

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    1. Bacana seu comentário, pode ser que o preconceito da sociedade e a minha opinião contra, seja pelo fato de isso ainda ser novidade, por não estarmos acostumados com essa questão.

      Infelizmente os pioneiros sofrem, porém são marcantes com suas histórias e garra...
      Obrigado garoto!
      Forte abraço!

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  7. Acho que a questão a ser discutida é se os pais(homo ou heteros), estão preparados para amar, cuidar, educar e principalmente orientar uma criança.
    Todos temos direito de ser contra ou a favor!
    Mas cuidado, pois um homossexual ser contra, pra muitos isso significa assumir que não somos capazes, o que é uma grande mentira!
    Adotar ou não é questão de estar preparado ou não!
    Abraço

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    1. Exatamente garoto, independente da opinião dos outros, o essencial é ter preparação, responsabilidade, além de analisar em primeiro lugar o relacionamento, pois atualmente independente de relacionamentos héteros ou gays, há muita patifaria e infidelidade, e muitos relacionamentos não são duradouros...

      Concordo com suas palavras, pois opiniões contrárias dentro do meio gay, geram polêmicas, podem ser mal interpretadas por acharem que haja preconceito, mas a única coisa que um Gay tem em comum com o outro é o fato de gostar de homem, do resto cada um tem sua opinião.
      Óbvio que o respeito é essencial.
      Forte abraço!

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  8. Uma das grandes vantagens em ser gay é não ter a obrigação de procriar !

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    1. Exatamente, sem essa responsabilidade, dedicando a nós próprios acima de tudo.
      Forte abraço!

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  9. Bom, eu não me dou muito bem com crianças, como já disse antes, elas são imprevisíveis e isso me assusta, hahaha! Apesar disso, cuidar de um filho não parece uma má ideia...

    O fato é que a sociedade não está preparada pra aceitar pais do mesmo sexo. O preconceito é dobrado, e o bullying que essa criança sofrerá também será dobrado, quer queira quer não. Claro que temos que lutar contra isso, mas ultimamente são tantas lutas ao mesmo tempo acontecendo, que isso só faz aumentar o preconceito... logo, vira uma guerra...

    Tudo tem seu tempo. It gets better, right?

    Abraços!

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    1. hahahaha... Concordo, crianças são imprevisíveis....

      Eu penso da mesma forma que você, também tenho essa visão...
      Forte abraço!

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  10. Concordo com sua posição, mas acho que esta situação varia de pessoa para pessoa...Um abraço!!!

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    1. Sim, cada situação é uma situação, cada um tem uma necessidade diferente de buscar a própria felicidade.
      Forte abraço!

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  11. Eu discordo completamente, acho que um casal gay daria pais tão bons ou melhores que muitos casais hetero. Já trabalhei num centro de acolhimento para crianças abandonadas e pensei que há gente tão cruel neste mundo que devia ser necessário pedir autorização para se poder ter um filho!

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    1. Sim, um casal gay tem condições de ser melhores do que casais héteros, mas de certa forma, eu acho estranho...
      Pode ser que o tempo revela a minha ignorância...
      Realmente é cruel ver crianças inocentes abandonadas pagarem pela irresponsabilidade dos pais...
      Forte abraço!

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  12. o problema aqui não é adoção, mas a seu próprio preconceito consigo mesmo não é?

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    1. O assunto em si é adoção, embora realmente eu "ainda" tenho preconceito comigo mesmo, e pode ser que isso, influencia em minha opinião.
      Forte abraço!

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