Ser Gay...
À medida que vamos crescendo, no entanto, por conta do nosso contexto familiar e social, por tudo o que vão nos ensinando ou pelo que vamos percebendo do mundo à nossa volta, muitas vezes a nossa homossexualidade vai sendo ‘enterrada’ para o mais fundo do nosso ser – na maioria das vezes inconscientemente.
Outras vezes, percebemos desde pequenos que somos diferentes do restante, mas percebemos também que nunca devemos deixar que alguém perceba isso.
E o que acontece é que chegamos à adolescência com um ‘estranhamento social’: nos sentimos diferentes da maioria das pessoas; muitas vezes nos sentimos ‘sem canto no mundo’, como se não nos encaixássemos em lugar algum, como se fôssemos um “ET” em nosso próprio planeta.
E às vezes muito tempo se passa sem que saibamos por que nos sentimos assim.
E seja na pré-adolescência, seja na adolescência, seja no começo da juventude ou nos anos mais maduros, às vezes devagarzinho, ou às vezes como uma iluminação, descobrimos que somos, na verdade, homossexuais.
Essa descoberta, na maioria dos casos, assusta. Diversas vezes passamos a negar isso em nós porque sabemos que é algo não aceito, que é algo rejeitado pela família, sociedade e religião. Um conflito interno começa – e esse caminho é muitas vezes percorrido sozinha(o).
De acordo com a escritora e pesquisadora Edith Modesto em seu livro Mãe sempre sabe?: “A orientação sexual é um dos componentes da sexualidade humana. Essa orientação do desejo não é uma escolha e não é aprendida. A pessoa se percebe heterossexual, homossexual ou bissexual”
Fonte : http://www.sapatilhando.com.br/2009/12/o-que-e-ser-um-homossexual-explicacoes.html (Acesse e leia esta matéria completa)
Toda esta descrição acima (em que deixo claro que não fui o autor deste texto), bateu perfeitamente com o que viví, ou até mesmo com o que vivo. Acredito que estes fatos e conflitos seja algo comum na vida de todos os gays.
Saber lidar com isto é um desafio, exige preparação, atitude, sabedoria, firmeza, maturidade, coragem e principalmente aceitação.
Pode parecer simples, mas cada um tem sua história de vida, suas dificuldades, barreiras internas e externas, etc, etc, etc....

Ótima reflexão, Rô! Hoje é 1o de abril, porém o assunto trazido pelo texto não é digno de brincadeiras. Lembro quando tinha 8/9 anos e era chamado de bichinha, viadinho e o escambal na escola (quem não foi?), e o pior de tudo é que eu não me percebia como homossexual... Era apenas uma criança! Ser "acusado" de algo até então desconhecido é de uma amargura só, contudo hoje em dia o assunto é verbalizado (e pode ser ainda mais, sempre!) e temos seres adoráveis como a Dona Edith para ajuda nessa luta! No próximo ano inicio meu TCC sobre homossexualidadeXfamília e espero poder cooperar com os resultados da minha pesquisa. Um abrabeijo e uma doce Páscoa!
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ResponderExcluirBoa reflexão. Essa é infelizmente a postura das pessoas nessa situação, que tem que viver na anarquia de sentimentos, desrespeitado por pessoas chamadas de "normais".
Acho fantástico o trabalho que a Edith faz...
ResponderExcluirCom certeza o desenvolvimento dessa consciência não é simples, temos que vencer as percepções errôneas dos outros e muitas vezes as nossas próprias, mas "tudo passa"!
Grande abraço.
A orientação sexual homossexual está longe de ser considerada por todos como apenas mais uma orientação, tal como a heterossexual. Mas avançou-se muito comparativamente a umas décadas atrás.
ResponderExcluirNão é uma escolha. Nunca o foi. Aliás, se fosse uma escolha muitos optariam por ser heterossexuais. Seria mais fácil.
um abraço.
Bela reflexão! O problema é tão grande, está em nos aceitarmos, em conviver com pessoas, que aceitam, ou não, com situações do dia a dia... não é algo que eu chamaria de simples! (rs)
ResponderExcluirBoa páscoa!
concordo totlamente, vamos aperndendo, entendendo... e acho que isto é um privilegio...os hetero nao passam por isto! nao precisam se perceber disto.. apenas vão vivendo
ResponderExcluirDizias que por vezes a descoberta assusta, eu até diria que assusta sempre. Não é fácil e ninguém está preparado. Se a sociedade funcionasse de uma outra forma, em que não houvesse ninguém a apontar o dedo, ou lançar veneno através da sua língua, todo o processo de descoberta da sexualidade seria normal, seja lá o que a palavra "normal" quererá dizer.
ResponderExcluirÉ verdade e é mesmo assim. Um dia, mais tarde ou mais cedo, verificamos que somos gays, bissexuais ou heterossexuais de uma forma natural, embora a sociedade nos tente indicar desde sempre que só há um caminho "normal".
ResponderExcluiré um trabalho e tanto a autoaceitação. muita gente acha que é preciso se assumir para o mundo quando o mais importante é se assumir para você mesmo.
ResponderExcluirque legal que curtiu a pegadinha. lembra do 1o de abril de 2012? relembre clicando aqui...